segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Retomando profeto Reflexão Diária

Após uma pequena pausa, consegui vencer a inércia que estabelecei-se em mim e consegui retomar o projeto.

Peço desculpas aos amigos que devem ter sentido a parada, uma vez que a última reflexão disponibilizada aconteceu no dia 26/01

Grande abraço a todos

Espelho de minha alma

Nunca te queixes dos outros, mesmo porque, em nos queixando de alguém, é preciso consultar o próprio íntimo para saber se em lugar desse alguém não estaríamos fazendo isso ou aquilo de maneira pior.
Emmanuel

Emmanuel recordou-me da lição da agulha e da trave, oferecida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Muitas vezes temos a capacidade de sermos detalhistas, eficazes e eficientes na percepção dos mínimos detalhes na conduta daqueles que nos cercam, mas somos incapazes de identificarmos os nossos enormes defeitos.

Por si só, esta lembrança já é um importante convite a sermos mais indulgentes e generosos com o outro enquanto somos mais exigentes para conosco, também relembrando uma das máximas contidas na obra de Kardec.

As lições dos espíritos superiores nos convidam a exercitarmos a caridade, a benevolência e o perdão com relação ao outro e a sermos mais exigentes com relação a nós mesmos para que consigamos construir uma sociedade mais feliz, uma vez que, considerando o tecido social composto de milhões de pontos e relações, a única possibilidade de transformação real de valores é quando atuamos em nós mesmos e servimos como exemplo daquilo que pregamos e praticamos.

Recordei-me ainda de passagem contida nas obras de Joanna de Ângelis que trata do assunto ao nos alertar para um fenômeno chamado espelhamento, através do qual temos a tendência a identificarmos no outro os nossos defeitos. Segundo Joanna, ao nos incomodarmos com um defeito do outro podemos estar, na realidade, repudiando uma forma de agir ou de pensar que nos é característica.

Não sou estudioso da área de psicologia e nem grande conhecedor da alma humana, mas comecei a fazer o exercício de observação de mim mesmo a partir das atitudes dos outros que me incomodam e tenho conseguido bons apontamentos a cerca de coisas que preciso transformar em mim. Acho que é um exercício interessante de ser feito, uma vez que ajuda identificarmos pontos de sombra nossos que precisam ser iluminados.

Para não ficar na abordagem apenas dos pontos de sombra, comecei a tentar identificar em mim as atitudes que me agradam no outro e, via de regra, as identifico como valores que desejo que sejam construídos. Quanto mais encantado fico com a característica no outro, geralmente, maior é o meu desejo íntimo de manifestar-me daquela forma e, portanto, consegui achar uma forma de mapear metas a serem atingidas por mim mesmo.

Não custa dizer que esta técnica de autoconhecimento não trata de entregarmos ao outro a possibilidade de sucesso que temos e nem a culpa pelo insucesso, mas de reconhecermos em nós, através do outro, os pontos que merecem atenção e as aspirações sinceras à construção de valores, fatos que, muitas vezes, temos dificuldade de fazer, uma vez que temos muita dificuldade de olharmos para dentro. É como se ao olharmos para o mundo externo fôssemos capazes de nos reconhecermos, significando-nos através do ambiente que nos cerca.

Construí este entendimento a partir das ideias propostas pelos conceitos da física quântica, da lei de atração e da lei de ação e reação, que indicam para nós que talhamos o mundo a partir do que sentimos, pensamos e fazemos. Por estes entendimentos, nosso entorno se caracterizará conforme nossos sentimentos, pensamentos e ações, ou seja, será um fiel retrato daquilo que somos de fato e, consequentemente, poderemos nos conhecer através de nosso entorno, mas isto é outra história que deixo para um momento mais adequado.

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Este artigo faz parte de um conjunto de reflexões diárias que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

Você poderá acompanhar todas as citações e reflexões publicadas no WebEspiritismo usando o Marcador “Reflexão diária”. A lista de Marcadores usados está disponível na coluna lateral do blog sob o título “Marcadores”

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Equilibrar os pensamentos

Se falta educação nos pensamentos, se foi esquecida a disciplina no modo de pensar, tanto destruímos a nós mesmos quanto infringimos a lei do equilíbrio, onde podemos chegar com os nossos pensamentos.
Miramez

Através do estudo de O livro dos Espíritos cuja autoria pertence Allan Kardec e que se caracteriza como uma das obras principais da codificação da doutrina espírita, aprendemos que todos nós, espíritos imortais, temos a mesma origem. Fomos criados simples e ignorantes, e estamos destinados à felicidade, que será atingida no momento em que tivermos desenvolvido as nossas potencialidades intelecto morais e feito a opção por nos integrarmos à criação, amando a tudo e a todos.

Neste movimento progressivo de despertamento em que nos manifestamos sob diversas formas que variam do átomo ao arcanjo, vamos percebendo que nossa atuação no universo torna-se cada vez mais complexa e exige esforço mental consciente cada vez maior.

Desde o início de nossas existências somos levados através de vivências especializadas que ocorrem inicialmente em níveis materiais mais densos e posteriormente em níveis materiais mais sutis, conforme aumentamos nossa capacidade intelecto/moral, ao despertamento de nossa consciência a cerca de nós mesmos, do ambiente que nos cerca e de Deus.

Aos poucos, através da repetição de experiências e da observação continuada da vida que nos cerca nos tornamos capazes de organizar o pensamento de forma contínua e o universo descortina-se diante de nossos olhos. Nossa capacidade de pensamento desenvolve-se, nosso discernimento aumenta e nossas possibilidades de interação no universo tendem ao infinito.

Nossos organismos, assim como a realidade à nossa volta, adequam-se às nossas necessidades individuais e coletivas em resposta ao nosso pensamento ordenado e ao apoio proveniente da espiritualidade superior que manipulam níveis energéticos cada vez mais elevados; desenvolvemos a capacidade de nos comunicarmos através de expressões cada vez mais complexas; variadas formas de expressão surgem como ferramentas da nossa vontade e comunicam o nosso pensamento. Passamos a falar, a escrever, a pintar, a cantar, materializa coisas, etc.

Neste cenário é que compreendo o ensinamento de Miramez, que alerta-nos a cerca da necessidade de bem administrarmos nossos pensamentos se quisermos ser fonte de belas expressões na criação divina, uma vez que estamos atingindo níveis energéticos cada vez maiores e que não é possível andar para trás na escalada evolutiva.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Crescer sempre

A vida é constituída de desafios constantes. Sai-se de um para o outro em escala ascendente de valores e conquistas intelecto-morais. Sempre há que se começar a viver de novo.
Joanna de Angelis

Mais uma vez nos defrontamos com a ideia de progresso proposta na doutrina espírita e exaustivamente trabalhada por Allan Kardec em sua obra O Livro dos Espíritos e em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Somos orientados pelo espiritismo a cerca da origem comum de todos os espíritos e de sua destinação à plenitude espiritual, momento em que cada espírito terá atingido tamanho grau de desenvolvimento intelecto-moral que estará plenamente consciente de seu dever moral e o executará com muito amor e dedicação, sendo assim, feliz.

Entre um extremo e outro, entre a origem e o destino, há um grande movimento de aprendizado, de autoconhecimento, a ser realizado de forma individual através das relações coletivas oferecidas pelas leis divinas. Somos levados através de variadas experiências a desenvolvermo-nos como espíritos imortais e destinados à felicidade que somos.

Cada novo aprendizado que precisa ser realizado representa um degrau a mais na escalada espiritual e conta com os anteriormente adquiridos, estabelecendo, desta forma, uma escala evolutiva que ascende em complexidade e que oferece cada vez mais felicidade e liberdade de ação.

Somos levados em cada encarnação a um recomeço material que tem por trás toda a bagagem espiritual adquirida. Do ponto de vista material recomeçamos a cada nascimento e temos metas específicas a atingir. Do ponto de vista espiritual demos início a mais um ciclo de aprendizado no processo contínuo de aperfeiçoamento através do qual despertamos para a nossa realidade espiritual.

As palavras de Joanna são muito oportunas por nos recordarem que a cada encarnação podemos dar início a novas tentativas, temos condições para renovar nossos hábitos mentais, nossos sentimentos, nossas formas de agir e contamos, para isso, com novos desafios.

Seguiremos ainda por várias encarnações, assim como já passamos por muitas outras, e temos a certeza de que, a cada nova oportunidade encarnatória, novos e mais complexos desafios se apresentam, de acordo com a nossa possibilidade de aproveitamento, com o objetivo de promover o nosso autoaperfeiçoamento.

Sempre que penso na vida sob a ótica proposta, mais espiritual e com gostinho de começar novamente, procuro sentir minha vida como uma dádiva divina que me foi ofertada, na medida certa para que eu realize muito. Procuro estar cada vez mais atento às possibilidades diárias de aprendizado que me são oferecidas pela vida. Tenho vivido um dia de cada vez, sem muita pressa, mas buscando estabelecer um ritmo constante de crescimento espiritual.

Acredito que no momento em que começarmos a fazer estas reflexões diárias com mais propriedade, buscando compreender a movimentação da vida, não como algo linear, mas como uma sequência de ensinamentos oferecidos, começaremos a perceber as engrenagens da vida movendo-se a nosso favor. Seremos capazes de perceber o amor do criador por nós a manifestar-se em mínimos detalhes em nossas vidas estimulando-nos a aproveitar cada segundo para crescermos e, desta forma, nos sentiremos cada vez mais acolhidos pelo pai, assim como na parábola do filho pródigo em que, após anos de experiências de autoconhecimento, o filho que havia deixado o seio de sua família levando toda a herança material a que tinha direito retorna, trôpego e estropiado, mas certo da possibilidade de trabalho digno, para ser amorosamente acolhido por seu pai.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Liberdade

Livres são os seres humanos que notaram que não podem modificar o mundo dos outros, mas apenas o seu próprio mundo.
Hammed

Muitas vezes nos pegamos na vida cotidiana exigindo que aqueles que estão à nossa volta adotem nossos modelos de crenças e valores.

Quantas vezes não somos capazes de mapear o momento em que apresentamos alguma receita de procedimento correto, de sentimento a ser expressado?

Quantas vezes não cobramos do outro determinadas formas de agir e de pensar que nos são próprias e que, em alguns casos, são mesmo agressivas aos valores de nosso companheiro de jornada encarnatória?

Quantas vezes nos sentimos escravos da necessidade de transformar o mundo e desestimulados por não obtermos resultados positivos daqueles que estão à nossa volta?

A paz, em seu sentido mais espiritualizado e amplo, só poderá ser atingida no momento em que percebermos que o progresso é um movimento absolutamente individual. Contamos com nossos companheiros de jornada, encarnados e desencarnados, para percebermos que existem outras formas de ver a vida e de agir. Em sociedade podemos aprender a fazer coisas que ainda não sabemos e temos muito a oferecer aos outros, mas o verdadeiro movimento de transformação é individual.

O sentido de paz, de liberdade plena, segundo os espíritos superiores, será atingido no momento em que conseguirmos transformarmo-nos. Quando conseguirmos perceber a plenitude da criação dentro de nós e sintonizarmos 100% de nossos sentimentos, pensamentos e ações às determinações de Deus, nosso criador.

Não é atoa que O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec nos fala sobre o dever moral como sendo consequência da relação existente entre criatura e criador, como um código de conduta em que não há espaço para interferência de terceiros.

Somos responsáveis por nós mesmos e somente a nossa consciência poderá nos ajudar a agir da forma correta. Podemos receber apoio dos companheiros à nossa volta, mas eles não são responsáveis pelo que fazemos, sentimos e pensamos.

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Crescer e frutificar

Examina, diariamente, a tua lavoura afetiva. Observa se estás exigindo flores prematuras ou frutos antecipados. Não te esqueças da atenção, do adubo, do irrigador. Coloca-te na posição da planta em jardim alheio e, reparando os cuidados que exiges, não desdenhes resgatar as tuas dívidas de amor para com os outros.
Emmanuel

Quando olhamos a história do pensamento religioso espírita, desde as suas origens em Maomé, passando pelo Cristo há dois mil anos e chegando até a modernidade em que eclodiu de forma enfática através da mediunidade, facilmente percebemos um movimento crescente progressivo em temos de entendimento a cerca de Deus e da própria realidade espiritual.

No passado estávamos muito apegados ao aspecto material e não tínhamos ainda condições de compreender informações de natureza espiritual com precisão. Trabalhávamos o desenvolvimento individual e coletivo praticamente através da perspectiva material, crentes que seríamos herdeiros de um mundo promissor em que o povo escolhido teria chances de ser plenamente livre e feliz, desde que respeitasse determinados preceitos e práticas.

O Cristo veio ajustar alguns entendimentos e nos falou de um reino em outro mundo. Nos ajudou a olhar além do horizonte material e a trabalhar intensamente neste mundo para angariarmos espaço em um mundo que valia a pena ser vivido, deixou muitas lacunas, dada a nossa insipiência intelectual, mas nos demonstrou na prática que era possível viver de uma forma diferente e que valia a pena investir na mudança de hábitos..

A doutrina espírita, passados alguns séculos de florescimento intelectual da humanidade, vem nos oferecer novas informações que ajudam na compreensão das mensagens anteriormente trazidas e, finalmente, começamos a compreender o reino de outro mundo de que nos falava Jesus. As informações trazidas por espíritos desencarnados através da mediunidade nos possibilitou compreender a nossa verdadeira natureza e abriu as mentes da humanidade para os assuntos relacionados à espiritualidade.

Nesta escalada vamos percebendo que, embora sempre estejamos circundados e amparados por espíritos muito mais desenvolvidos moral e intelectualmente do que nós, estes nada nos impõe. Pelo contrário, admitem um ritmo de trabalho de evolução planetária mais lento para abrir espaço à nossa liberdade de escolha e exercício de despertamento.

As informações vão chegando aos poucos, em pequenas doses para que possamos compreendê-las de forma adequada e assim construirmos a nossa própria felicidade a partir de nossas escolhas e contribuirmos para a obra da vida com o melhor que podemos ofertar em cada passo de nossa jornada evolutiva rumo à felicidade.

É observando este descortinar dos véus da vida, lento e proporcional à nossa capacidade intelectiva, que compreendo a mensagem de Emmanuel. Sinto que sua proposta é no sentido de que nós, por nossa própria conta, observemos as contribuições que temos dado àqueles que estão à nossa volta.

Como a lei de sociedade, proposta em O Livro dos Espíritos de Allan Kardec nos ensina que estamos em convívio social para nos desenvolvermos através das relações com o outro, não é difícil percebermos que sempre estaremos responsáveis por alguém, uma vez que nos relacionamos com outras pessoas. Estas relações não precisam, necessariamente, constituir-se em relações mestre aprendiz, mas o contato com o outro nos coloca em condições de estimularmos ou não através de palavras, gestos, ações, olhares, emoções, sentimentos e pensamentos.

Temos condições de oferecer fértil terreno afetivo em que o outro possa sentir-se seguro para desenvolver-se, manifestar-se na vida e seguir seu rumo natural de crescimento, segundo suas potencialidades, mas precisamos estar atentos à forma como nos relacionamos para que isto ocorra.

É verdade que não é uma tarefa fácil, mas Emmanuel, ao nos convidar para observarmos os cuidados que exigimos em jardim alheio, também nos oferece uma base para nossas ações. Ele resgata o ensinamento de Jesus “Fazer ao outro o que queremos que nos façam” e propõe que nos coloquemos em ação observando as nossas próprias necessidades para que possamos nortear as nossas relações com o outro.

Sigamos então mais atentos às necessidades de nosso jardim. Ofereçamos o que está ao nosso alcance e aguardemos que as plantas, por seus próprios esforços, cresçam e frutifiquem.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Aprendendo com os desafios

As maiores oportunidades de aprendizagem surgem em nossa vida disfarçadas em desafios e dificuldades.
Lourdes Catherine

Pensar na vida a partir das informações oferecidas pela doutrina espírita é algo desafiador. Muitos de nossos modelos mentais caem por terra, muitos de nossos hábitos perdem o sentido, passamos a perceber a vida sobre uma ótica diferenciada e enobrecedora. Tudo o que nos acontece ganha um propósito maior.

Vivemos em um planeta em constante ebulição. Em todos os momentos do dia ocorre algum tipo de transformação, novas espécies surgem e outras são extintas, pessoas morrem, florestas incendeiam-se, sementes brotam, mutações genéticas ocorrem. A natureza não descansa nunca; age em resposta ao criador que deseja que estejamos participando ativamente da obra da criação transformando-a com os recursos que temos em nossas mãos.

O mundo reage à ação mental dos princípios inteligentes nos mais variados graus evolutivos e transforma-se, descobrindo novas formas de manifestação da beleza e da harmonia com as leis de Deus.

Em nossas vidas não ocorre nada diferente deste fluxo natural, por mais que desejemos mantermo-nos em estados constantes de conforto e realização pessoal, nossos corpos envelhecem, as doenças nos atingem, a natureza nos surpreende e os modelos mentais de comportamento em sociedade se modificam. Temos que buscar novas formas de manifestação de nossas individualidades, embora o façamos com o objetivo de manter as coisas como estão (queremos estar vivos sempre, sermos saudáveis, mantermos as belezas naturais, evitar que espécies entrem em extinção, etc).

A cada dia de nossas vidas identificamos duas forças que se digladiam. A força de conservar o que conseguimos realizar, de manter tudo como está e a força da renovação, da transformação que nos estimula a reinventarmos a nossa realidade. Sãos as leis de conservação e de destruição agindo de forma a promover o belo, o progresso e o desenvolvimento coletivo.

Acredito que no momento em que nos convencermos de que a vida é dinâmica e de que devemos viver constantemente em movimento, assim como a natureza à nossa volta, nos sentiremos mais plenos e felizes e os termos desafio e dificuldade assumirão um novo significado.

Lourdes Catherine nos fala um pouco sobre isso quando sugere que os grandes momentos de crescimento ocorrem quando somos desafiados, ou seja, quando estamos nos movimentando para modificar algo.

Estou sempre pensando neste assunto e tentando ver a vida como um constante movimento em que preciso criar, mas este pensamento é muito difícil, uma vez que há um modelo mental estabelecido que diz que estamos em um constante movimento de manutenção de um determinado status e que devemos nos esforçar para evitar que o fluxo da vida desfaça o que entendemos como “o certo”.

Seja por um pensamento ou por outro, uma coisa é certa. A cada desafio, superado ou não, aprendemos um pouco mais e descobrimos o nosso enorme potencial de transformação.

Aceitemos portanto a onda transformadora da vida e aproveitemos cada momento para crescermos e sermos mais felizes.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Buscando energia para crescer

O passado passou e o único momento é o agora. Basta utilizarmos o perdão e, imediatamente, começaremos a sentir conforto e alívio, por descarregamos os pesados fardos da culpa, vergonha e perfeccionismo.
Hammed

Na primeira leitura que fiz desta citação tive dificuldade em associar o perdão, atitude que tentamos inserir em nossas vidas quando os outros nos ofendem com o conforto e alívio por nos liberarmos da culpa, vergonha e perfeccionismo, impressões que normalmente carregamos e que são frutos de nossas próprias ações.

Após uma segunda leitura e algumas reflexões lembrei-me da cobrança que imponho a mim mesmo todas as vezes que deslizo em meus propósitos e planejamentos. Da vergonha que sinto todas as vezes que me exponho e não consigo concretizar o que havia me proposto a fazer e da quantidade de projetos que naufragaram porque fiquei preso na busca da melhor forma de executar as coisas.

Imediatamente percebi que o perdão se trata do auto-perdão, do perdão a nós mesmos e que só pode ser concedido por nós mesmos no momento em que nos percebermos de forma mais ampla. Lembrei-me de um texto de Divaldo Pereira Franco que fala do auto-amor e do auto-perdão como preciosos medicamentos para nossas doenças da alma e que começam a ser construídos quando conseguimos começar a considerar o elemento espiritual de nossas vidas.

Começo a achar-me um pouco repetitivo nas reflexões, mas acredito que no final das contas, a receita para sermos mais felizes passa por um conjunto pequeno e simples de conceitos que precisam ser assimilados. Quando reconhecermos que somos espíritos imortais, criados por potência divina boa e justa para sermos felizes e que contamos com diversas oportunidades encarnatórias, neste planeta ou em outros, para nos percebermos desta forma e que temos o apoio de outras criaturas, com as mesmas origens e destinações que nós para realizarmos este processo de auto-conhecimento, somos obrigados a reconhecer que muitas coisas mudam na vida.

Associando estes conceitos às palavras de Hammed é como se ele dissesse: “Esforça-te por crescer espiritualmente, mas não sofras pelo que ainda não conseguiste realizar. Chegará o tempo em que tu estarás perfeitamente afinado com os propósitos divinos”.

Aliviar o fardo da cobrança por aquilo que ainda não acertamos é liberar energia para aprendermos a fazer as coisas da forma correta. Viver o presente sem estarmos ancorados no passado é trabalhar pelo nosso futuro espiritual grandioso e o perdão está na base da liberação deste potencial energético.

Aprendamos com o passado, mas não fiquemos presos a ele. Perdoemos a nós mesmos.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu e meu benfeitor

Sê um benfeitor de ti mesmo, limpando a tua mente do ódio, que maltrata a paz, limpando a tristeza, que envenena o teu mundo por dentro, limpando a violência, que altera a benevolência.
Miramez

É comum pensarmos em termos de religião que todos os nossos sofrimentos surgem como castigos divinos por atos que cometemos contra as leis de Deus. Este pensamento é tão profundo em nós que, quando não conseguimos mapear o que fizemos de errado para merecer a dor sob os mais variados matizes, começamos a buscar as causas nas vidas ”inadequadas” de nossos antepassados ou atribuímos o castigo recebido a erros cometidos por nós mesmos em vidas passadas.

Pessoalmente, quando olho para os postulados da doutrina espírita codificada por Allan Kardec, em específico para a terceira parte da obra intitula O Livro dos Espíritos, que trata das leis divinas ou naturais, acredito que seja possível fazer esta leitura do castigo. Os espíritos e o próprio Allan Kardec utilizam o termo castigo em diversos momentos, mas será que temos o entendimento correto do que seria castigo?

Pensemos um pouco em termos do processo de constituição de um grupamento social, que precisa eleger padrões comportamentais mínimos aceitáveis com vistas a manter a coesão do grupo e a boa convivência.

Cada sujeito em um círculo de convivência abre mão de parte de sua liberdade de ação para possibilitar a convivência com outros indivíduos em favor de um objetivo comum, estabelecem-se códigos de conduta que ditam os limites de ação de cada integrante do grupamento a fim de criar um ambiente de convivência favorável.

Os objetivos do grupamento podem ser os mais diversos, seja o estabelecimento de uma comunidade pacífica, a expansão dos territórios de um Estado, o desenvolvimento de pesquisas científicas, a harmonia familiar, entre tantos outros móveis possíveis; mas as consequências são as mesmas. Tradições, códigos de conduta e leis surgem destes pactos conjuntos.

Inicia-se então um grande desafio, que é constante, uma vez que o grupo está sempre se renovando através do nascimento de crianças e da chegada de novos membros vindos de outros grupos; é necessário treinar as pessoas a comportarem-se de acordo com o conjunto de regras socialmente aceitas naquele grupamento. Neste contexto surge o castigo.

O castigo é uma ferramenta educativa para possibilitar que um indivíduo perceba que sua conduta não está adequada às normas vigentes. Está, de alguma forma, associado ao “delito” cometido em relação aos códigos de conduta aceitos e durará o tempo necessário para que o indivíduo repense a sua forma de proceder no grupo.

Quando lembro que estamos todos submetidos às leis divinas, ou seja, à vontade de Deus, e que temos que aprender a viver com amor, conforme proposto por Jesus ao resumir toda a lei e os profetas, consigo entender castigo como oportunidades que recebemos de Deus para repensarmos a nossa forma de agir na criação.

A lei de causa e efeito perde o caráter punitivo e assume um caráter educativo. As dores e sofrimentos oriundos de erros cometidos no passado passam a ser formas de conduzir meu pensamento, sentimento e ação na direção dos objetivos de plenitude espiritual.

Como dito anteriormente por Jesus e reiterado por vários espíritos em O Livro dos Espíritos e em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a criação é harmoniosa e nos destina à felicidade e ao amor plenos.

Sendo assim, todas as formas de sentir, pensar e proceder que não estejam de acordo com a harmonia e amor são formas que precisam ser transformadas em algum momento, ou seja, levarão o indivíduo a situações de castigo para que possa repensar sua conduta.

Quando Miramez nos convida a limpar a mente do ódio, da tristeza e da violência, todas formas não amorosas e oriundas de nossa visão imperfeita da vida, está nos dizendo, que os nossos sofrimentos podem ser eliminados no memento em que dermos abertura a novas forma de pensamento, conduta e ação, quais sejam, a paz, a percepção de Deus em nós e a benevolência para com o próximo e para com nós mesmos, que estão de acordo com a destinação espiritual de todos nós.

Agirmos como benfeitores de nós mesmos é, portanto, percebermos que estamos inseridos em um ambiente de crescimento e temos uma meta a ser atingida. É identificarmos que nosso estado de saúde, no sentido espiritual da palavra, depende principalmente de nós mesmos e nos esforçarmos para mudar.

Cabe a cada um de nós transformamos os valores que precisam ser transformados para sermos felizes.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Minarete interior

Há sempre sol brilhando além das nuvens sombrias, e quando ele é colocado no mundo íntimo, nenhuma ameaça consegue apagar-lhe, ou sequer diminuir-lhe a intensidade da luz.
Joanna de Ângelis

O pensamento de Joanna de Ângelis remeteu-me diretamente à questão da fé em Deus no sentido mais profundo. A percepção, seja baseada na razão, na intuição ou em fatos concretos que nos remete à existência de um propósito maior para a vida.

Penso em fé como um ponto de convergência que fica além do horizonte, que é real, embora não consigamos vê-lo realmente e tenhamos que significá-lo com as ferramentas que temos.

Quando conseguimos, apesar de nossa dificuldade em compreender o que não vemos, direcionar nossos esforços, ações, pensamentos e sentimentos na direção deste ponto, ou seja, quando confiamos plenamente na sua existência e somos fiéis a este posicionamento, apesar das dificuldades que surgem em nossas vidas, damos especial significado à existência humana e, consequentemente, à nossa existência individual.

Pouco importa se olhamos para o horizonte com olhares diferenciados tentando dar significados que sejam mais adequados a este ou àquele sistema de crenças e valores. Pouco importa se pensamos neste ponto de convergência sob a ótica filosófica, científica ou religiosa, o importante é estarmos voltados o mais integralmente possível na direção correta, desprovidos de nossas certezas absolutas, flexíveis como o bambu, mas confiantes como a rocha para que possamos captar as pistas que a divindade nos oferece para caminharmos na direção certa.

Acredito que grandes nomes como Ghandi, Francisco de Assis, Madre Tereza de Caucutá, Albert Einstein, Jesus, Paulo de Tarso, Mozart, Vivaldi, entre muitos outros, foram capazes de estabelecer esta visão em suas vidas e por isso conseguiram vivenciá-las com muita plenitude apesar dos obstáculos que se lhes apresentaram.

Acredito que seremos muito felizes no dia em que percebermos que este ponto de convergência não se encontra além do horizonte, mas dentro de cada um de nós e que atua como minarete para nossa jornada de construção de nós mesmos, sempre visível, sempre apontando para a direção em que devemos direcionar o nosso olhar e nossos sentimentos.

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Este artigo faz parte de um conjunto de reflexões diárias que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quero ser feliz

Se alguém te ofende, o problema é dele.
Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.
O ofensor é sempre o mais infeliz.
Joanna de Ângelis

Quando olhamos a vida com o olhar de espíritos criados simples e ignorantes por uma potência plenamente amorosa e que deseja que despertemos para a vida imortal e feliz a que estamos todos destinados, toda a nossa realidade começa transformar-se diante de nossos olhos.

A doutrina espírita, codificada por Allan Kardec a partir de informações trazidas por espíritos desencarnados através do fenômeno natural chamado mediunidade, que é a possibilidade que algumas pessoas possuem de comunicar-se com o mundo espiritual, nos oferece vasto material de reflexão para nossas vidas. Convida-nos a olhar para o mundo e para nós mesmos com a ótica de quem está inserido em um grande movimento evolutivo rumo a um estado de plenitude e paz indescritível para o nosso atual estado de humanidade, mas do qual já temos pistas através dos poucos momentos que vivemos quando desencarnados ou encarnados através do contato com os espíritos moralmente mais evoluídos do que nós.

Durante toda a história de nossa humanidade temos recebido pistas e informações perceptíveis por nós acerca de quem nós somos e qual o nosso destino. Ao longo dos séculos, temos construído um entendimento coletivo através do emprego de nossa razão. Organizamos sistemas de pensamentos filosóficos, religiosos e científicos que buscam, a partir da razão, de percepções, de intuições, de fatos e de associações de ideias, responder às perguntas básicas do ser humano.

Acredito que, de todas as ideias propostas a cerca de nosso destino, a de Jesus tenha sido a mais simples, assertiva e difícil de ser colocada em prática.

Jesus propõe que a felicidade é possível para qualquer criatura, desde que esta aprenda a amar em plenitude ao criador, ao próximo e a si mesma. Oferece, diante das dificuldades naturais desta tarefa, uma série de guias comportamentais em relação ao outro e a si mesma, compondo, desta forma, o guia de conduta moral chamado evangelho, apresentado à população terrestre durante cerca de 3 anos sob a forma de pregações, milagres e da vivência de seu próprio código.

É através do estudo deste código moral, aprofundado pelas informações trazidas do plano espiritual, que somos capazes de compreender que na vida o que realmente importa é a forma como nos portamos em cada momento e não os acontecimentos em si, uma vez que estes acontecimentos são apenas veículos temporários para nos inserir em situações de crescimento espiritual.

Quando Jesus vem nos ensinar sobre o amor ao inimigo e propõe que o respeitemos, que não lhe desejemos o mal e que retribuamos o mal com o bem, ele está nos dizendo exatamente o que Joanna de Ângelis afirma na citação em estudo.

Somos responsáveis apenas por nossos atos e responderemos por cada um deles na vida. Se ofendemos, machucamos ou injuriamos alguém, estamos plantando para nós mesmos as tempestades futuras que nos conduzirão a perceber que tais comportamentos não são adequados para aqueles que amam. Se, por outro lado, conseguimos superar as ofensas, perdoamos, somos indulgentes e caridosos para com aqueles que estão à nossa volta, estamos preparando enorme jardim de flores que encantará nossas almas até mesmo nos momentos mais difíceis, uma vez que estamos em sintonia absoluta com o destino traçado por Deus para nós, o de sermos criaturas perfeitamente integradas na criação e capazes de agir de forma colaborativa para com todo o universo, ou seja, criaturas que amam.

Joanna nos convida, portanto, a repensarmos nossas reações diante dos acontecimentos da vida. Podemos construir felicidade espiritual e paz, mesmo sendo ofendidos e sofrendo dores, desde que tenhamos atenção com relação às nossas ações na sociedade.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Recebendo críticas do inimigo

Não negligencieis a opinião dos vossos inimigos, porque eles não têm nenhum interesse em disfarçar a verdade e, geralmente, Deus os colocou ao vosso lado como um espelho, para vos advertirem com mais franqueza do que faria um amigo.
Irmão José

Segundo os ensinamentos da doutrina espírita contidos em O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, aprendi que tudo o que nos cerca é parte integrante de um grande organismo que se encontra em transformação constante em busca de um estado de plenitude.

Cada individualidade que compõe este organismo único é dotada de potencial de autorrealização que se concretiza à medida que desenvolve a capacidade de perceber-se como criatura de Deus e está destinada a executar papel importante na constituição do todo, tudo está conectado e tem um propósito de ser.

Por esta linha de raciocínio imagino que não exista nada na criação que não tenha um propósito útil e, sendo assim, podemos nos perguntar:

E o que nos acontece de ruim nesta vida? E as ações de nossos inimigos? E as dores? Também cumprem um papel positivo em nossas vidas?

Acredito que sim, penso nestas situações que nos desagradam como um remédio ruim que tem efeitos colaterais mas que deve ser usado para nos trazer um estado de maior saúde. Ninguém quer precisar de medicamentos, mas já que estamos precisando, cumpramos as determinações médicas para estabelecermos logo um estado de saúde e podermos parar de usar o medicamento e nos movimentemos para desenvolver novos e novos medicamentos que sejam mais toleráveis.

As dores e as dificuldades surgem em nossas vidas como veículo para desenvolvermos determinados aspectos espirituais que carecem atenção, sendo assim, embora indesejáveis, as dores e dificuldades tornam-se úteis como propulsores do crescimento espiritual, assim como os momentos de felicidade e plenitude que vivenciamos.

Quando o Irmão José nos faz o convite para vermos as críticas de nossos inimigos em relação às nossas ações e sentimentos como apontadores sinceros para nossos erros, talvez tenha razão. Quem melhor para identificar e comunicar nossos erros do que aqueles que se opõe às nossas idéias?

Não desejo ter inimigos, mas já que os tenho, trabalharei para desenvolver este olhar atento com relação às críticas que eles tecem sobre mim. Podemos ter diferentes opiniões sobre vários assuntos, mas quem disse que eu estou sempre certo e eles sempre errados? Talvez possa perceber aspectos da minha forma de pensar, sentir e agir que possam ser transformados para melhor a partir das críticas que recebo de meus inimigos.

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A outra face

Oferecer a face esquerda, depois que a direita já se encontra dilacerada pelo agressor, é chama-lo à razão enobrecida, reintegrando-o, de imediato, no reconhecimento da perversidade que lhe é própria.
Emmanuel

Muitas vezes nos vemos em uma sucessão tão longa de trocas mútuas de agressões que não conseguimos rastrear o evento que pode ser considerado como a gota d’água. São anos de trocas de farpas, de desrespeito, de falta de tolerância e de falta de perdão que nos levam a viver em um ambiente de desarmonia e desconforto quase insuportável.

Muitas vezes as dificuldades são tantas e a certeza de que somos os que são detentores da razão é tão profunda, que chegamos mesmo a achar os ensinamentos do Cristo impraticáveis e até mesmo absurdos.

Qual seria então o ponto que pode ser usado para conseguirmos reverter estes cenários de dor prolongada para ambos os lados da contenda? Recordei-me então de uma característica comum para a grande maioria destes eventos, pelo menos esta é a impressão que tive através da conversa com vários grupos de espíritos sofredores desencarnados que se encontravam em busca de vingança e que acredito possa ser transportada para nossas relações também.

A falta de visão ampla a cerca da vida e de seus propósitos faz com que nos apeguemos a pequeninas coisas como se fossem as mais importantes da vida e, daí por diante, começamos a negligenciar tudo que está à nossa volta para conseguirmos “resolver” determinada situação.

Quantas vezes nos apegamos a uma ofensa sofrida e buscamos o pedido público de desculpas, o ressarcimento dos danos sofridos, a compensação pelo desconforto gerado e nos esquecemos completamente de nossas próprias vidas, de nossos amigos, daqueles a quem amamos? Quanta dor geramos à nossa volta durante a busca pela compensação ao mal sofrido?

O ensinamento de Emmanuel soou-me como precioso por nos convocar a ver os horizontes da vida. Convida-nos a pensar que o mundo é uma construção e que, vez por outra, precisamos romper os ciclos repetitivos de agressão e sinalizarmos para a outra parte que há uma forma diferente de agir e que esta forma pode ser muito mais agradável e confortável para ambos os lados.

Vera Simões, a tia Vera, fundadora da Casa Espírita Cristã Maria de Nazaré na Zona Sul do Rio de Janeiro dizia que devemos buscar ser a estação terminal do mal; ou seja, devemos nos esforçar por receber o mal e garantir que ele não se propague. É outra forma de nos convidar a oferecer a outra face.

Acredito que, se desejamos trabalhar pela construção de uma sociedade com menos sofrimentos, devemos nos esforçar para transformar a forma como reagimos às ofensas sofridas.

Oferecer a outra face requer visão espiritual, certeza da preponderância da bondade e da justiça que a todos conduz à plenitude e muita humildade para admitirmos que ainda temos muito a aprender na vida, mas, pelos ensinamentos dos espíritos contidos na doutrina espírita, acredito seja o caminho mais seguro para atingirmos um estado de felicidade e plenitude a que tanto aspiramos.

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Somos aprendizes

Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.
Recorda que todos as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos as nossas também.
Emmanuel

Os espíritos desencarnados apresentaram a Allan Kardec precioso material de reflexão a cerca da questão do amor ao próximo. Através dos ensinamentos contidos em O Livro dos Espíritos e em O Evangelho Segundo o Espiritismo temos uma das máximas dos Judeus trabalhada exaustivamente, já que esta foi a principal proposta do Cristo para melhor compreendermos a lei de Deus.

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” resume toda a lei de Deus e constitui-se no maior desafio de execução individual e coletivo para a humanidade terrestre no atual estágio de sua evolução.

Já conseguimos assimilar alguns desdobramentos deste ensinamento de forma mais ou menos clara e nos empenhamos em colocar em prática. Procuramos amar nossos pais, nossos filhos e amigos como se fossem a coisa mais importante que existe ao nosso redor. Temos nos esforçado para amarmos a nós mesmos de forma cada vez mais profunda e espiritualizada, mas ainda temos muitas dificuldades em outros desdobramentos da já citada máxima judaica, tais como o amor aos inimigos e o perdão das ofensas.

Acredito que amar aos inimigos e perdoar as ofensas sofridas seja realmente um dos grandes desafios a serem vencidos por nós e contamos com a história humana para nos ajudar a perceber isso. Em toda a história antiga e moderna somos capazes de identificar os mais variados conflitos, que seguem desde contendas simples a guerras de proporção continental, muitos deles movidos pela intolerância, ganância e dificuldade de perdoar.

Diante desta constatação, a de que nos sentimos realmente ofendidos, prejudicados em nossos direitos e, consequentemente, no direito de estabelecermos ações e pensamentos que conflitem com a proposta de amor, cabe-nos buscarmos alguma forma de compreender e transformar nossas posturas para sermos capazes de vivenciar o reino dos céus, ou seja, um estado de plenitude espiritual inabalável onde quer que estejamos.

Emmanuel traz uma lembrança muito importante para os momentos em que nos sentimos ofendidos de alguma forma. Ele nos recorda o fato de estarmos todos reunidos neste planeta com uma característica em comum, o fato de não termos o total entendimento a cerca das leis de Deus e, consequentemente, de estarmos sujeitos a cometermos erros em nossas ações.

Isto significa dizer todos nós erraremos em algum momento de nossas vidas e que estes erros poderão ofender àqueles que estão à nossa volta.

A ofensa deixa de tratar-se simplesmente de um desejo deliberado de prejudicar e passa a ser compreendida como uma conseqüência natural na vida daqueles que tentam acertar.

Será que reagirmos aos erros realizados por outros de forma agressiva os ajudará a acertar da próxima vez?

Como será que nos sentimos sempre que erramos e sofremos retaliações severas daqueles que são nossas vítimas? Será que nos sentiremos revoltados, irados, amedrontados ou estimulados a continuarmos tentando?

Esta citação de Emmanuel me recorda a necessidade de olhar para mim mesmo e para aqueles que comigo convivem com o olhar que vê aprendizes por todas as partes. Sinto que tenho a necessidade de olhar para a vida de forma mais generosa.

O perdão acaba surgindo como uma conseqüência natural desta transformação do olhar, mas espero mesmo é que, com o tempo, consiga não me ofender mais e, desta forma, não precisar mais exercita o perdão

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Transforma-te

Se não podes implantar a paz, vence a tua violência íntima.
Se não consegues transformar o mundo, melhora-te interiormente.
Se não logras ser uma estrela, torna-te uma lamparina modesta, porém valiosa.
Joanna de Ângelis

Vez por outra desenvolvemos grandes planejamentos de vida; missões a serem concretizadas individualmente de forma a promoverem grandes transformações ao nosso entorno. Desejamos ser grandes ícones na sociedade.

Muitos de nós já sabemos o caminho para a erradicação da miséria, para a cura de doenças graves, conhecemos o procedimento correto para eliminar o trabalho infantil e evitar as guerras.

Entretanto, ao iniciarmos nossas empreitadas, começamos a perceber que as dificuldades são muitas, que a missões que entendemos devamos cumprir são quase impossíveis e acabamos enfraquecendo a nossa certeza na possibilidade de construção de um mundo melhor, com menos violência e sofrimentos.

Em alguns casos chegamos a questionar a própria sabedoria divina e nos rebelamos contra o criador, gerando ainda mais dor e dificuldades para nós e para aqueles que conosco convivem.

Joanna de Ângelis vem apresentar outra proposta de ação transformadora, embasada nos preceitos propostos pela doutrina dos espíritos e que podem revolucionar a forma como agimos no mundo.

Em O Livro dos Espíritos cuja autoria é de Allan Kardec, é possível aprofundarmos nossos conhecimentos a cerca das leis de Deus, informarmo-nos sobre o plano espiritual e, principalmente, situarmo-nos como espíritos imortais que jornadeiam neste planeta através do fenômeno natural chamado encarnação com o objetivo de desenvolvermos o senso moral, ou seja, a percepção de que somos todos espíritos imortais e, como tais, devemos agir na vida.

As informações contidas em O Livro dos Espíritos sugerem, entre outras, que nós somos responsáveis pelo nosso próprio desenvolvimento, ou seja, cabe a cada um de nós, individualmente embora vivendo no coletivo, burilarmos a nossas individualidades para fazer surgir o que há de melhor.

Contamos com a convivência em sociedade para viabilizar o trabalho de percepção do mundo, para recolhermos informações úteis para o nosso aperfeiçoamento, em fim, para percebermos o funcionamento das leis naturais.

Contamos com o amor dos espíritos moralmente superiores a nós que desejam que nos desenvolvamos moralmente e com o amor do Criador, Deus, que organizou este grande ambiente de estudo e prática coletiva; entretanto, a assimilação das lições de aprendizado ficam sob a responsabilidade de cada ser.

Temos a liberdade de escolha, chamada de livre arbítrio, e podemos direcionar nossas ações, pensamentos e sentimentos da forma que acharmos melhor, mas estamos sujeitos às consequências de nossas escolhas para que possamos perceber os mecanismos da vida. Ninguém fica parado nesta grande viagem evolutiva através do tempo.

Sendo assim, voltando a Joanna de Ângelis. Será que cabe a nós transformarmos aos outros? Podemos impor ao outro a nossa forma de agir e pensar?

Pelo que foi citado, acredito que não. Contribuiremos com a melhoria da sociedade através do exemplo, vivenciado de forma plena e coerente à medida que transformarmos em nós os valores que não estão alinhados com os propósitos espirituais.

Joanna nos chama à ação interna, à transformação individual, aparentemente menos brilhante no coletivo, mas valiosa do ponto de vista de construção de sociedades melhores.

Com o tempo, à medida que os espíritos encarnados e desencarnados deste planeta tornarem-se optantes pelo bem, nossa sociedade transformar-se-á de forma substancial e seremos capazes de afirmar que fizemos parte de um grande movimento de transformação planetária, mas faremos esta afirmação com a certeza de nossa pequena contribuição foi dada através da transformação de nós mesmos.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Oceano de amor

Estás mergulhado no oceano do amor de Deus. Jamais te encontrarás sozinho. Deus está em ti e em torno de ti. Descobre-o e deixa-te conduzir por ele, com sabedoria.
Joanna de Ângelis

Por vezes nossa ignorância a cerca da realidade divina leva-nos a cenários de incerteza, de insegurança e de medo. Sentimo-nos sozinhos, abandonados, desprovidos de apoio e não paramos para refletir que, se somos filhos de uma entidade suprema que representa o que há de mais belo, puro e sublime que a tudo e todos criou, não podemos estar sozinhos por conta própria, ao sabor do acaso, vítimas das circunstâncias da vida.

Ainda somos espíritos míopes, temos muita dificuldade de compreender de forma ampla o contexto espiritual em que estamos inseridos e, como não desenvolvemos ainda a confiança em Deus, talvez por compreender ainda os aspectos espirituais da vida, nos sentimos inseguros e tememos.

Joanna de Ângelis nos recorda que a força da criação é a força amorosa, que a tudo envolve, ampara e convida ao crescimento. Esta potência que, conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, é a potência máxima no universo e a chave para a construção de sociedades livres de dor e do sofrimento.

Amor é atitude, é sentimento de querer bem, é ação e Deus, como seu maior representante, não nos deixaria à mingua em momento algum de nossa vidas, principalmente nos momentos que julgamos mais difíceis.

Seguir pelas estradas da vida considerando que existe um plano muito maior do que percebemos para cada um de nós e que este plano é para nos tornar individualidades felizes e perfeitamente integradas ao ambiente em que vivemos é, por si só, uma forma sábia de seguir pela vida.

Quando, entretanto, reconhecemos que o criador desta jornada é uma potência amorosa e que deseja que sejamos felizes, damos colorido especial à nossa jornada que passa a ser encantada e repleta de momentos de plenitude e felicidade. Não mais nos sentimos abandonados ou inseguros; o sofrimento reduz-se, mesmo na presença das dores naturais provocadas pelo fenômeno da transformação a que estamos sujeitos.

Procuremos, portanto, sentir a potência divina que manifesta-se em nós e em toda a criação. Confiemos e sigamos buscando fazer o melhor.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nosso dever é amar

Ninguém é exatamente aquilo que você espera. Ainda assim, jamais desista de amar, aceitando a todos em suas diferenças.
Ermance Dufaux

Sou um espírito imortal criado simples e ignorante; destinado a atingir um estado de autoconhecimento e integração com o universo tamanho que me sentirei pleno e muito feliz. Esta é uma afirmação que aprendi a fazer estudando O Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo, livros de Allan Kardec compilados a partir de mensagens recebidas de espíritos desencarnados em reuniões mediúnicas de estudo.

Aprendi a repetir sistematicamente estas informações, mas não tenho certeza se consegui apreender a profundidade e beleza desta afirmação. Chego mesmo a questionar-me vez por outra se realmente compreendi a sua essência.

Quando li esta afirmação de Ermance a cerca da necessidade de amarmos aos outros apesar das diferenças; fui, mais uma vez, remetido a este ponto recorrente de dúvida. Por que será que continuamos querendo que as pessoas se comportem segundo um determinado modelo idealizado de realidade que, na maioria das vezes, atende ao nosso sistema de valores? Por que estamos predispostos a amarmos aqueles que se comportam de uma determinada forma mas não aos outros que apresentam comportamentos e sentimentos diferenciados?

Não seríamos todos nós iguais, uma vez que tivemos a mesma origem, embora em tempos diferentes, e temos a mesma destinação?

É verdade que durante a caminhada evolutiva vivenciamos a vida espiritual, enquanto espíritos encarnados ou desencarnados, de formas diferentes e, portanto, construímos modelos comportamentais diversos, mas será que isto é motivo para amarmos menos àqueles que são diferentes de nós?

Fiquei pensando ainda sobre quais seriam as diferenças que importam para amarmos mais aqueles que estão à nossa volta. Seriam as relações familiares, a cor da pele, o poder aquisitivo, a nacionalidade, a quantidade de conhecimentos adquiridos, o código genético, o time por que torcemos, a língua que falamos? Não seriam todos estes elementos transitórios e característicos de uma determinada experiência encarnatória?

Acredito que sejamos muito mais parecidos do que imaginamos, basta queremos ampliar o olhar e percebermo-nos como espíritos imortais imperfeitos, desejosos da felicidade e desconhecedores das verdades divinas em profundidade.

Ermance Dufaux nos faz um convite importante. É preciso amar, mesmo computando a existência de diferenças. Esforcemo-nos por amar, busquemos os pontos comuns e não as diferenças. Valorizemos os aspectos positivos e invistamos na construção de relações mais amorosas, a final de contas, nosso dever é: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Momentos de paz para iniciar o dia

Dei uma parada agora pela manhã para visitar aos links espíritas e decidi seguir através dos links oferecidos pelas pessoas que seguem este blog. Cheguei a alguns vídeos de Tim e Vanessa que compartilho com vocês. A mensagem é muito bela.

Sofrer ou não sofrer. Eis a questão

Que fique claro, problemas sempre haverão, sofrer ou não é por sua conta.
Ermance Dufaux

A grandiosidade da proposta de Allan Kardec ao codificar a doutrina espírita a partir de informações trazidas por diversos espíritos desencarnados encontra-se exatamente no fato de nos possibilitar compreender um pouco melhor a realidade espiritual, uma realidade da qual fazemos parte e que não conseguimos perceber com frequência por estarmos encarnados e muito ocupados em suprir nossas necessidades materiais.

A vida não está limitada a algumas décadas em um planeta circunscrito e nem tão pouco é uma obra do acaso. Nós, espíritos imortais criados com a destinação à felicidade plena contamos com diversas oportunidades de vida material para construirmos entendimento pleno a cerca de quem somos, de onde viemos e qual a nossa destinação.

Por si só esta informação já é revolucionária. A imortalidade da alma e a certeza de que teremos tantas oportunidades quantas nos sejam necessárias para nos percebermos enquanto filhos de Deus, único, onipresente, onisciente, onipotente, soberanamente bom e justo já nos coloca em um nível de possibilidade de compreensão totalmente diferenciado da realidade que nos cerca.

Nossa vida ganha um colorido diferente. Não vivemos as dificuldades e alegrias neste planeta durante algumas décadas simplesmente porque fomos fruto do acaso e nem tão pouco fomos colocados na vida por uma criatura desequilibrada, poderosa e injusta que age segundo um desejo variável. Fazemos parte de uma grande sinfonia harmônica e bela.

Estamos encarnados neste planeta com um plano de ação traçado a partir de nossas necessidades e organizado de forma a garantir a maior chance de sucesso possível. Somos amparados sistematicamente pela bondade e pelo amor de nosso criador que deseja que desenvolvamos nossa consciência a cerca de nós mesmos enquanto espíritos imortais.

Quando começamos a pensar em nossas realidades sob esta ótica torna-se muito fácil concluirmos que as dificuldades são naturais do processo chamado vida. Elas surgem porque estamos sendo convidados a desenvolver novas potencialidades, a ver o mundo com olhar diferenciado, a desenvolvermos capacidades intelectuais e morais.

Cabe a cada um de nós então a escolha quanto à forma de agir. Podemos ser alunos aplicados, estudarmos, praticarmos, refletirmos e aprendermos com o maior rendimento possível ou podemos nos revoltar com a situação em que nos encontramos e ficarmos congelados em situações de dor e sofrimento que mais cedo ou mais tarde nos levarão ao despertamento necessário.

Esta lembrança de Ermance surge em minha mente como um lembrete a cerca do plano de vida em que estou inserido, montado exclusivamente para mim, considerando minhas facilidades, dificuldades, potencialidades e necessidades. Trata-se apontamento para lição contida em O evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec sobre o julgo leve.

Estamos submetidos àquilo de que precisamos para crescermos e se nós procurarmos observar as leis divinas, inscritas em nossa consciência, nos sentiremos aliviados e confiantes, apesar dos desafios que batem à nossas portas.

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Sofrer ou não sofrer. Eis a questão de C. Guilherme Fraenkel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Unported.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Marcas na vida

Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas assembleias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.
André Luiz

Allan Kardec em O Livro dos Espíritos apresenta-nos preciosa compilação de informações a cerca do mundo espiritual que foram colhidas através do contato direto com os próprios espíritos desencarnados através da prática mediúnica exercida por médiuns confiáveis utilizando-se de metodologia própria com vistas a garantir a universalidade dos ensinamentos colhidos.

Através do estudo destas informações aprendemos que a vida, como a percebemos na Terra, trata-se apenas de mais uma etapa de uma enorme jornada de desenvolvimento espiritual que levará o espírito a um estado de consciência de si mesmo e de despertamento para o seu papel na obra de Deus.

Aprendemos também que todas estas etapas vivenciadas por nós, chamadas pelos espíritos de encarnações, estão interligadas pelas relações de causa e efeito, através das quais nos responsabilizamos pelos nossos próprios atos e aprendemos a forma mais adequada de portarmo-nos ante a criação, ou seja, aprendemos a amarmo-nos uns aos outros como a nós mesmos e a Deus sobre todas as coisas.

Desta forma, marcamos o ambiente à nossa volta de acordo com as nossas ações, pensamentos e sentimentos oferecendo precioso material para que aqueles que estão convivendo conosco possam também realizar seus próprios aprendizados.

Nesta enorme teia de relações estabelecemos vínculos e parcerias de aprendizado e vamos influenciando-nos uns aos outros, conforme proposto pela Lei de Sociedade na terceira parte de O Livro dos Espíritos. Direcionamos nossas ações e estabelecemos juízo a cerca dos mais variados pontos de acordo com os sinais que recebemos da sociedade enquanto oferecemos sinais para que nossos companheiros de jornada, encarnados e desencarnados, possam também direcionar suas próprias ações e estabelecerem seus próprios juízos.

Somos diretamente responsáveis pela criação da malha social em que nos encontramos e, se não estamos satisfeitos com os resultados apresentados até o momento, cabe a cada um de nós o trabalho constante e árduo para a construção de novos padrões comportamentais através de nossas próprias ações no mundo.

Acredito que devamos ter grande atenção com relação ao exemplo que damos aos nossos companheiros de vida.

O mestre Jesus já nos ofereceu um método para identificarmos a forma correta de proceder em relação ao outro, basta que façamos a ele aquilo que desejamos que nos façam.

Que possamos oferecer o melhor que temos em nós, a nossa melhor parte, oferecendo a outra face sempre que formos desafiados com atitudes que nos desagradem. Pouco a pouco estabelecer-se-á uma sociedade planetária mais compreensiva, amorosa e feliz pelas marcas que deixamos na vida.

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Este artigo faz parte de um conjunto de reflexões diárias que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

Você poderá acompanhar todas as citações e reflexões publicadas no WebEspiritismo usando o Marcador “Reflexão diária”. A lista de Marcadores usados está disponível na coluna lateral do blog sob o título “Marcadores”

domingo, 9 de janeiro de 2011

Caminho certo para a felicidade

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Jesus

Ao recordar-se deste ensinamento judaico Jesus apresentou-nos uma preciosa mensagem. Não apenas conseguiu resumir toda a lei de Deus, desprovendo-a de ritos materiais, práticas externas, tratados filosóficos ou sistemas humanos complexos; mas também nos apresentou um guia de ações seguras para chegarmos à plenitude.

Não conseguimos compreender Deus em sua totalidade, e, consequentemente, ainda nos é muito difícil amá-lo, mas temos um caminho que nos leva a este amor.

Podemos amar a criação como amamos a nós mesmos e, desta forma, conseguiremos amar a Deus como todo o nosso coração.

Mas resta-nos ainda um grande desafio para amarmos a criação à nossa volta. Será que nos conhecemos? Será que realmente nos conhecemos suficientemente para podermos dizer que nos amamos?

O que será que significa amarmos a nós mesmos? Acredito que existe um componente espiritual neste pensamento e, portanto, ainda temos uma grande caminhada para a concretização do amor. Precisamos percebermo-nos como criaturas espirituais, imortais, criaturas de uma entidade criadora.

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Agir com moralidade na vida

A mais importante busca humana é esforçar-se pela moralidade em nossa ação. Nosso equilíbrio interno, inclusive da existência, depende disso. Somente a moralidade em nossas ações pode dar beleza e dignidade à vida. Fazer disso uma força viva é trazê-la para a consciência é talvez a tarefa principal da educação.
Albert Einstein

Acredito que a felicidade autêntica surge em nossas vidas quando conseguimos atingir um estado de equilíbrio entre as nossas aspirações e as nossas ações, ou seja, quando cumprimos o papel a que estamos destinados.

Segundo a doutrina espírita, nós espíritos imortais fomos criados simples e ignorantes por uma entidade infinitamente boa e justa e estamos destinados a um caminhar repleto de descobertas e construções conscientes rumo à integração absoluta com a obra da criação.

Agir com moralidade, como percebo, trata-se então de agir de forma voluntária e consciente para cumprir o nosso papel na natureza. É vivermos de acordo com a percepção de que cada momento da vida é um chamado para novas experiências coletivas com vistas à auto-realização individual e coletiva, é estarmos perfeitamente integrados com o fluxo dinâmico da vida.

Conscientizarmo-nos desta realidade e agirmos de forma ampla como espíritos imortais talvez seja o grande desafio para a humanidade.

Com este olhar, talvez devamos ser um pouco mais críticos quanto aos resultados esperados das ações de educação que estão sendo implementadas em nossa sociedade. Será que vemos a educação como uma forma de promoção desta visão da vida que precisa ser construída com urgência ou será que estamos vendo a educação simplesmente como um conjunto de treinamentos que nos especializam à realização de algo?

Albert Einstein fala de um tipo de educação que, pelo que percebo, está ficando esquecido nas entrelinhas dos grandes pensadores. Educação moral, pensamento ético, estímulo ao sentimento de religiosidade estão tornando-se “ações caretas” para muitos.

Nossas instituições falam muito em capacitar pessoas para a vida, ou seja para o mercado de trabalho, mas falam pouco em perceber a vida, as pessoas à volta e a beleza da criação. Cada vez mais somos treinados a olharmos para nós mesmos e para nossos desejos e necessidades, mas estamos perdendo a visão coletiva da vida.

Talvez seja hora de repensarmos o que entendemos por educação.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A construção de relações saudáveis

É justo que anseie por alegria, encanto, harmonia e paz nas relações, entretanto, recorde sempre que tais conquistas de amor solicitam esforços e abnegação, entendimento e perdão, renúncia e paciência.
Ermance Dufaux

As ideias de justiça e de felicidade fazem parte do repertório de todos os espíritos. Esta é uma certeza que os espíritos superiores nos passam através da doutrina espírita quando nos dizem que carregamos a semente divina em nós, mas que pode ser facilmente constatada observando-se as manifestações humanas, uma vez que todas elas clamam por justiça e buscam a felicidade do indivíduo.

Acredito que a nossa grande dificuldade começa no momento em que ainda não conseguimos significar de forma ampla estas ideias em nossas vidas. Como cada um de nós significa a justiça e a felicidade de acordo com o seu próprio conjunto de experiências, vivenciadas ao longo de variadas encarnações, começamos a identificar os conflitos, os debates, as divergências de ideias e de sistemas filosóficos, religiosos, sociais, econômicos e até mesmo de convivência com aqueles que nos cercam.

Como não nos percebemos ainda em plenitude como espíritos imortais, filhos de Deus destinados à felicidade eterna e, consequentemente, também não vemos ainda a criação de Deus de forma ampla, acabamos desenvolvendo visões muito distorcidas da realidade divina e muito discrepantes em relação à visão de outros espíritos. Acredito que esta seja a grande base da dificuldade em estabelecermos relações salutares com o próximo.

A partir daí comecei a pensar que nosso desejo de estabelecer relações maravilhosas com aqueles que nos cercam, como sugere Ermance Dufaux, é sincero e muito justo, mas algo difícil no atual estágio de nossa humanidade, dado que cada indivíduo porta sua própria forma de significar a realidade á sua volta e nem sempre está comprometido com o respeito aos limites estabelecidos pelo outro.

Sendo assim, a construção de relações enobrecidas, que promovem um estado salutar de convivência e que catalisem os movimentos individual e coletivo de crescimento em direção á realidade espiritual da vida, perceptível através das impressões de alegria, encanto, harmonia e paz, só é possível se nos decidirmos por abrirmo-nos para o outro, para as relações.

Acredito ser necessário tentarmos ver o mundo sob a ótica de nossos companheiros e aceitarmos o fato de que a nossa visão do mundo não é a única e, tão pouco, a melhor. Este esforço, pelas palavras de Ermance Dufaux realiza-se através da abnegação, do entendimento do perdão, da renúncia e da paciência.

Assim sendo, se desejamos boas relações com aqueles com quem convivemos, torna-se imprescindível estarmos atentos ao fato de sermos individualidades distintas à caminho da felicidade. É necessário amarmo-nos uns aos outros como a nós mesmos.

Estejamos atentos a este sublime ensinamento contido em todas as mensagens religiosas e esforcemo-nos por construir uma sociedade melhor.

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