domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dez mandamentos para afelicidade

recebi de uma amiga e desconhecemos a fonte, mas a informação é preciosa para ficar esquecida em um email

Dez mandamentos para afelicidade

      Nunca se esqueça de Deus
      Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.
      Um com Deus é maioria.
      Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.
      Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.
      O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa.
      Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.
      A fé ri das impossibilidades.
      Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
      Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um Grande DEUS.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Esculpir a felicidade

No círculo de atuação que nos foi delegado, façamos o bem quanto nos é possível, visto que o Divino Artesão espera que cumpramos a parte que nos cabe, executando a obra confiada em nossas mãos.
Batuíra

Recentemente consegui reconhecer que não faço a menor ideia do que significa a palavra amor e que, consequentemente, muitos de meus conceitos precisam ser pensados com muita atenção.

Esta constatação foi muito importante, uma vez que me ajudou a buscar uma forma de significar um conceito que é vital na construção dos pensamentos e sentimentos alinhados com as propostas da maioria dos grupamentos religiosos ocidentais, além de ser a base também da ética segundo alguns estudiosos do assunto e o ponto central de equilíbrio psicológico do ser humano.

O conceito de amor surge em nossos discursos com enorme frequência e está, na maioria das vezes, ligado a boas impressões, boas sensações e boas experiências que surgem quando sentimos e vivenciamos a vida segundo conduta moral específica que se caracteriza por forma altruísta de ver o mundo e as relações que nele estabelecemos.

A doutrina espírita não é diferente neste ponto com relação a outras doutrinas religiosas ocidentais. Ela resgata o discurso judaico que foi enfaticamente abordado por Jesus e propõe que a nossa meta é “amarmos a Deus sobre todas as coisas e amarmos o próximo como nós mesmos”. Associa o amor à atitude cotidiana e propõe que o bem é o amor colocado em ação com vistas à promoção da vida espiritual que se enraíza através das vivências materiais estruturando o universo e espelhando o sentimento com que o criador se dedica a cada um de nós.

Paulo de Tarso faz outra importante associação relacionada ao amor e que também serve de base para o pensamento da doutrina espírita. Ele sugere que nossas práticas cotidianas com vistas ao cumprimento de nossos papéis na sociedade, quando realizadas com amor, passam a ser classificadas como caridade e sobre este tema versam os espíritos com grande ênfase nas obras da codificação básica da doutrina espírita e em centenas de outras obras.

Aos poucos vamos enxergando que o amor está na base da maioria das propostas espíritas, de muitas correntes religiosas e laicas da sociedade e nem nos damos conta disso! O progresso individual e coletivo, o exercício ético de nossas profissões, o desejo de nos mantermos vivos, o perdão das ofensas, as atitudes de não-violência, a medicina, a pedagogia, a ideia de justiça humana, a ideia de justiça divina, o conceito de liberdade, entre tantas outros.

Entretanto, dificilmente seremos capazes de responder a questão central em nosso atual estágio evolutivo. Como conceituar o amor. Como compreender esta forma de ser, sentir, pensar e agir na vida que nos causa tanta alegria, que promove a união e que se constitui no maior desafio para a humanidade em nossos dias?

Batuíra nos propõe em sua citação que somos obra de trabalho individualizado, cuidadoso e atento do criador, visto como um artesão que talha suas obras com um objetivo específico e só descansa quando o atinge. Sinto que neste discurso reside a ideia do amor enquanto ação e destinação.

Fomos criados com amor para cumprirmos uma tarefa. Comportamo-nos com amor quando aceitamos a tarefa que nos compete e nos dedicamos a executá-la. Ao realizarmos nosso papel, atuamos no bem e vivenciamos o amor.

Desta forma, mesmo que ainda não consigamos conceituar o amor, acredito que temos boas pistas de como ele se manifesta em nossas vidas e de como construí-lo, uma vez que nós o sentimos através das repercussões de nossas ações no universo.

Vivamos nossa busca com dedicação total. Dia chegará em que poderemos falar com grande propriedade sobre o amor. Por hora basta fazermos ao outro o que queremos que nos façam.

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Este artigo faz parte do projeto Reflexão Diária que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desviei-me um pouco do projeto de Reflexões Diárias hoje, mas foi por uma boa causa.

Estive ontem na Casa de Emmanuel participando de um estudo e senti-me de tal forma envolvido pela vida que precisei falar um pouco sobre minha vivência.

Como meu relato nasceu e cresceu de forma espontaneamente poética e dissociado do linguajar espírita, postei em meu site pessoal, mas compartilho os links aqui.

Namaste

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Acreditar

Acredita em ti mesmo e prossegue o teu caminho, que vencerás todos os obstáculos que queiram interromper-te, pois do alto vem ajuda, sem que possas perceber.
Miramez

Esta citação de Miramez remeteu-me a um de meus livros prediletos, Evolução em dois mundos, uma das obras escritas através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier cuja autoria espiritual é de Andrá Luiz.

Na referida obra o autor nos fala sobre o desenvolvimento do espírito desde as suas origens como princípio inteligente apresentando-nos o trabalho detalhista e cheio de amor que os espíritos superiores realizam para apoiar cada criatura de Deus em seu movimento de despertamento para a realidade divina da qual fazem parte.

Segundo o autor, os espíritos superiores são responsáveis pelo acompanhamento de cada criatura no planeta e empenham-se desde a formação planetária para equilibrar as forças naturais e oferecer o ambiente material mais adequado a cada uma das necessidades das criaturas que nele habitam.

Pouco a pouco nós, os tutelados destes dedicados companheiros de jornada evolutiva, desabrochamos, nos desenvolvemos; sempre apoiadas pelo trabalho incansável dos cientistas siderais que criam corpos cada vez mais complexos com o objetivo de nos oferecer as ferramentas de manifestação mais adequadas às nossas capacidades de manifestação da consciência no mundo material.

Através deste breve e simplificado relato sobre o que acontece nas esferas espirituais superiores de nosso pequenino planeta começamos a perceber o que nos diz Miramez quando nos convida a fazermos a nossa parte e a nos sentirmos apoiados pois a ajuda sempre está presente.

Somos parte de uma enorme malha de relações energéticas materializada por nossos pensamentos, sentimentos e ações na malha divina chamada criação. Movimentamo-nos de forma ascensional e ininterrupta rumo à perfeição, ou seja, rumo à amplitude de consciência acerca de nós mesmos e do ambiente que geramos a partir de nossas iniciativas. Há sempre espaço para aprendizado e crescimento individual e coletivo. Há sempre apoio de algum espírito que nos conhece e que sabe como nos ajudar a crescer.

Todos os nossos esforços de manifestação são aproveitados pelas leis divinas em favor de nós mesmos e daqueles que conosco convivem. Não há nada que façamos que não possa ser revertido em potencial útil de crescimento e, portanto, estamos sempre sendo apoiados em nossos movimentos pelas leis divinas.

Os obstáculos que surgem em nosso caminho não são impedimentos à nossa jornada de construção de felicidade, mas passos que precisam ser dados para que desenvolvamos o entendimento necessário para atingirmos nosso grande objetivo, a plenitude espiritual e consequentemente a felicidade.

Os ensinamentos contidos nas obras básicas de Allan Kardec, principalmente em O livro dos espíritos e em O evangelho segundo o espiritismo, sugerem que o objetivo da vida material que estamos vivenciando é o exercício de nossas potencialidades e consequente desenvolvimento espiritual.

Jesus nos disse que o julgo é leve, desde que procuremos observar as leis propostas por Deus, nosso criador e a elas tentemos nos conformar; ou seja, na medida em que percebemos que somos convidados a aprender e nos esforçamos por aprender da melhor forma possível, as dificuldades ficam mais suaves e construímos vidas mais repletas de felicidade.

A doutrina dos espíritos nos ensina também que o destino final de nossas vidas não é o mundo material, mas o espiritual, “Meu Reino não é deste mundo”, e que temos várias oportunidade materiais para aprendermos e desabrocharmos para a nossa realidade, “É preciso nascer novamente”.

Somos conduzidos por braços invisíveis que se manifestam de forma sutil, quase imperceptível, em nossas vidas através de atos de amor, mas conseguimos intuir ligeiramente estes atos quando estamos ligados aos mananciais superiores da vida ou pelo menos conseguimos compreendê-los através da razão.

Resta-nos então fazermos a nossa parte. Arregaçarmos nossas mangas e movimentarmo-nos intensamente na busca do belo, do bom e do ético com todas as nossas forças, certos de que, estaremos sempre apoiados por braços fortes que nos amam.

Sigamos para a luz confiantes em nosso potencial.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Precisas de ajuda?

Socorrer é um ato de amor. Não indagues se o que te pede ajuda a merece; lembra-te de que Deus não te ajuda por teus méritos, mas por muito te amar.
Cenyra Pinto

Há um paradigma vigente em nossa sociedade que sugere que se estamos sendo beneficiados de alguma forma, se estamos recebendo facilidades para tocar a vida é porque fizemos por merecê-las e que, por outro lado, se nos portamos de forma inadequada em relação aos códigos de conduta aceitos estamos fadados a castigos, restrições, sofrimentos e penalidades.

Este paradigma é amplamente apoiado pelo pensamento religioso vigente e também podemos encontrar orientações na doutrina espírita que o suportam. Entretanto, acredito que devamos olhar com muito cuidado para o que costumamos chamar de lei de causa e efeito. “A cada um segundo as suas obras” é o que nos dizem as escrituras sagradas católicas, os ensinamentos de Moisés e de tantos outros, mas será que este pensamento é o único a determinar os recursos que nos são colocados ao alcance das nossas mãos?

A doutrina espírita vem nos apresentar outra forma de ver e refletir sobre esta questão e é exatamente esta abordagem que Cenyra Pinto nos sugere observar em sua citação; ela nos remete à lei de solidariedade que rege as nossas relações e é uma importante referência para a nossa conduta.

Fomos criados através de um ato de amor de nosso criador, não havíamos feito nada ainda que justificasse tamanho carinho e atenção. Estamos, desde então, destinados à felicidade, que poderá ser alcançada através de nossos próprios esforços de autodescobrimento, realizados com o apoio de leis naturais que garantem todas as oportunidades necessárias à empreitada e que se manifestam através das outras criaturas que estão em nosso entorno.

Podemos ver todo o movimento da vida como um movimento ascensional, conforme proposto em O livro dos espíritos de Allan Kardec, através de estágios muito simples de percepção de nós mesmos e de Deus para atingirmos o estado angelical em que nos manifestamos em plenitude máxima de percepção de nós mesmos e de Deus.

Quando lemos livros como “Evolução em dois mundos” e “A caminho da luz”, ambos de autoria carnal de Francisco Cândido Xavier que serviu como intérprete para os autores espirituais destas obras; vemos que a vida é um movimento contínuo de transformação rumo a estágios cada vez mais complexos de manifestação e que estes movimentos são regidos por espíritos que atingiram um estado de consciência de si mesmos muito superior ao nosso e que, portanto, estão mais integrados à natureza.

Estes espíritos, classificados como superiores quando nos comparamos a eles, estão trabalhando para atender às prerrogativas da vida que já conseguem perceber e dedicam-se, não para garantir punições àqueles que erram, mas a garantir que cada criatura sob sua tutela tenha oportunidades reais de desenvolver-se enquanto espírito imortal, filho de Deus.

As dificuldades a que todos nós estamos sujeitos caracterizam-se, segundo esta visão, como oportunidades de aprendizado que foram construídas pelo movimento natural das leis de Deus e pela solidariedade dos espíritos superiores que coordenam o nosso desenvolvimento.

Se hoje precisamos de socorro, é porque ainda não conseguimos olhar a vida e a nós mesmos com o olhar da criatura destinada à perfeição e, portanto, precisamos de ajuda. O próprio Cristo, quando questionado sobre seu hábito de dar atenção a “pessoas de má vida”, declarou que não havia vindo para os sãos, mas para os doentes; ele não se negou a ajudar em momento algum, mas atendeu segundo a capacidade de aproveitamento daquele que precisava de ajuda.

Muitos foram curados pelos milagres de Jesus, muitos voltaram a adoecer após as curas milagrosas, muitos modificaram a forma de ser e de agir sem ter conseguido atingir curas físicas e viveram plenamente o restante da encarnação.

As palavras de Cenyra Pinto nos levam a outro patamar de ação diante daquele que sofre. Não devemos nos perguntar se a pessoa merece ser ajudada, mas qual é a melhor forma de ajudá-la para que ela possa conduzir-se à descoberta de sua própria realidade espiritual.

A natureza não mede merecimento, ela manifesta-se para despertar aquele que está adormecido. Que possamos aprender esta lição e nos apoiarmos sempre em um enorme movimento solidário de crescimento.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu posso mais

Ainda mesmo que te sintas em lugar impróprio às tuas aptidões e mesmos que as tuas atividades pareçam sem qualquer importância, lembra-te que a lei do Senhor te coloca presentemente na condição em que podes produzir e aprender com mais segurança.
Emmanuel

Quando comecei a dedicar-me ao estudo da doutrina espírita tinha a impressão de que, pelo volume de literatura disponível, seria impossível conseguir assimilar todos os conceitos disponíveis, mas não desanimei e segui o ritmo que me era possível, mergulhado nas atividades de estudo e de assistência ao próximo. Conforme o tempo passou comecei a perceber que a doutrina espírita é algo simples; existem poucos conceitos que nos apoiam a viver e a construir a felicidade para nós e para aqueles que estão à nossa volta.

O grande volume de obras espíritas dá-se pela nossa dificuldade em perceber o simples e de vivenciá-lo. Estamos em constante contato com o plano espiritual e investimos bastante tempo estudando, refletindo e publicando livros em um laboratório para conseguirmos compreender a realidade e transformarmos nossas ações, sentimentos e pensamentos a fim de atingirmos estados mais amplos de consciência a cerca de nós mesmo e sermos felizes.

Quando Emmanuel nos convoca a olhar para o sentimento de inadequação ante a uma determinada situação da vida e nos recorda que aquela situação caracteriza um ambiente seguro de trabalho e aprendizado espiritual está, na realidade, remetendo-nos aos princípios essenciais da doutrina espírita.

Tudo o que existe foi criado através de atos de amor por uma potencia infinitamente boa e justa que a tudo e a todos coordena.

Somos espíritos imortais criados desconhecedores a cerca de nós mesmos e da realidade que nos cerca e estamos destinados à felicidade que será atingida através de uma série de vivências de aprendizado organizadas por leis comuns a todos e que regulam toda a criação fazendo valer a vontade do criador.

Nossa realidade é a espiritual, da qual conseguimos informações através da mediunidade que nos possibilita estabelecer uma ponte entre o plano dos encarnados e o dos desencarnados.

Quando pensamos na informação trazida por Emmanuel a partir destes princípios, somos forçados a aceitar o fato de que ninguém está inserido em uma situação de vida por engano e que através desta vivência será possível recolher preciosos aprendizados sobre a criação, fato que nos possibilita significarmos a nossa existência e a do nosso entorno.

É interessante perceber que Emmanuel aborda o sentimento de inadequação devido à aparente inutilidade do que fazemos, mas podemos ampliar esta ideia a todos as situações, uma vez que estamos sempre convidados ao progresso espiritual através de oportunidades encarnatórias.

Se nos sentimos constrangidos pela dificuldade em realizar as nossas tarefas, se não conseguimos aprender com a rapidez e a eficiência que desejamos, se não conseguimos “estabilizar“ o ambiente à nossa volta e nos encontramos em constante movimento de transformação ou mesmo se estamos em um marasmo em que nada ao nosso entorno parece mudar; estamos convidados a observar, vivenciar, refletir, transformar e aprender.

Não há situação em que estejamos que não tenha o objetivo de nos oferecer um aprendizado sobre a vida, esta é uma importante informação que a doutrina espírita nos oferece. Não há situação que seja injusta ou inadequada às nossas necessidades.

Quando temos o sentimento de inadequação frente à nossa vida, talvez não estejamos olhando-a pela ótica correta ou talvez não estejamos sendo capazes de nos abrirmos para o aprendizado espiritual.

Este sentimento não significa que devamos simplesmente aceitar o que nos é oferecido e vivermos a vida como é possível. Significa que algo em nossa forma de ver, de agir e de sentir deve ser transformado. Talvez estejamos sendo convidados a reformular a vida e a buscarmos novos desafios, talvez estejamos sendo convocados a trabalharmos a resignação ante o que não pode ser mudado. Não há como saber qual o objetivo, uma vez que este espelha uma necessidade individual e pode prestar-se a diversos aprendizados distintos.

Recordando-me da lição “A desgraça real”, contida em O evangelho segundo o espiritismo de Allan Kardec, complementaria ainda a reflexão com a informação trazida pelos espíritos a cerca das situações de aparente desgraça ou de aparente bonança. Não é o fato que importa, mas sim o que fazemos a partir dele que importa para a caminhada do espírito.

Procuremos então sentir em nossas entranhas o que o universo quer nos dizer ao nos sentirmos inadequados ante uma situação vivida. Precisamos modificar as lentes de ver, sentir e agir e temos em nossas mãos todas as ferramentas de que necessitamos para isso.

Vamos aprender a ser espíritos imortais filhos de Deus!

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pelo tempo necessário

Sofrerás, apenas, o de que necessites, para seres livre.
Padecerás, somente, enquanto estejas incurso nos débitos contraídos.
Penarás, ante a injunção que mereças, e não mais.
Joanna de Ângelis

Ser espírita, estudar e refletir sobre as informações trazidas pelos espíritos desencarnados e elaborar uma transformação pessoal é uma tarefa que parece-me, muitas vezes, algo difícil. Constantemente me percebo reclamando dos problemas, lamentando que, apesar do esforço realizado, os problemas continuam acontecendo. Sinto-me desprotegido e só, principalmente quando tenho meus anseios e objetivos frustrados por algum fato da vida.

Pelo que converso com outras pessoas, estes momentos de esforço e dificuldades, assim como os sentimentos e emoções que identifiquei são muito comuns. Acredito que sejam características de espíritos imortais encarnados que ainda não conseguiram construir em si uma visão plena, na mente e no coração, sobre o que significa ser um espírito imortal, filho de Deus, entidade boa e justa que deseja que todos os seus filhos percebam-se e comportem-se segundo o amor com que foram criados.

Allan Kardec em suas obras que compõe a base da doutrina espírita, assim como seus sucessores, vêm apresentando sistematicamente notícias e informações sobre o plano espiritual, sobre a necessidade de assumirmos as rédeas de nossos pensamentos, sentimentos e atos, sobre a necessidade de despertarmos para o processo de desenvolvimento intelecto-moral em curso para toda a humanidade; mas nos falam também sobre consolo e estímulo à vida.

Cada revelação, cada reflexão realizada à luz da imortalidade da alma e do amor maior que nos envolve, cada relato espiritual a cerca das maravilhas que nos aguardam na vida futura servem também como um bálsamo que torna a vida material e suas enormes dificuldades um pouco mais suave; enchem-nos o coração de esperanças e alimentam a certeza de que um dia nós seremos capazes de superarmos todas estas dificuldades e estaremos vivenciando situações de plena felicidade e amor no exercício de nossas atribuições espirituais.

Jesus já havia nos falado sobre o julgo leve, que se caracteriza pela suavização dos pesares da vida em função da observância da lei divina. Grandes nomes anteriormente a ele também apontam em seus discursos a necessidade de adoção de um código de conduta mais direcionado à ética para que possamos, desta forma, sofrermos menos e sermos mais felizes.

Sofremos porque ainda desconhecemos a vida espiritual. Sofremos porque ainda estamos muito presos à realidade material, sofremos porque estamos inseridos em processo de aprendizado. Talvez estas sejam as informações mais enriquecedoras que a doutrina espírita tem a nos oferecer. Através de seus conteúdos conseguimos compreender a nossa verdadeira realidade, a espiritual, e passamos a entender melhor a realidade que nos cerca e a significar de forma diferente o que nos ocorre.

Como somos espíritos imortais inseridos em oportunidade de aprendizado adequada à nossas necessidades de aprendizado, temos condições de determinar o fim de nossas dores e sofrimentos. Basta nos empenharmos para aprender a lição proposta pela vida o mais rápido possível para que tenhamos aquela etapa concluída e dela guardemos apenas os momentos positivos.

Nesta citação Joanna nos convida à revisão das formas de proceder perante a vida. Se desejamos a liberdade e queremos evitar os sofrimentos, torna-se necessário o empenho pessoal no sentido de modificar condutas, sentimentos e pensamentos.

Não necessitamos de agentes externos, cultos específicos ou templos para liberarmo-nos do sofrimento. Voltemos nosso olhar para dentro de nós, reflitamos a cerca das possibilidades de mudança oferecidas pelas condições da vida e trabalhemos para agilizar as transformações necessárias em nós mesmos para sermos mais livres.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu sou

Embora encontre alívio e apoio nos alicerces da fé exterior, nos templos religiosos, não se esqueça que somente sua força interior será o sustento decisivo perante os obstáculos a vencer
Ermance Dufaux

Há 2000 anos Jesus nos disse que se tivéssemos a fé do tamanho de um grão de mostarda seríamos capazes de mover montanhas de um lugar para outro, sugerindo que nossa fé ainda era pequena e que necessitava ser desenvolvida. Falou-nos sobre um reino de outro mundo, de suas maravilhas e da felicidade que lá poderíamos encontrar, desde que buscássemos seguir um código de conduta moral específico em que as pessoas respeitam-se, mesmo sendo inimigas e que praticam com frequência o perdão das ofensas sofridas.

Já naquela época a questão da fé e da forma como a manifestávamos assumia importante papel no cotidiano do ser humano. Sempre estivemos ocupados em, de alguma forma, reconhecer a autoridade superior à realidade material através dos movimentos religiosos construídos a partir de variados entendimentos.

Vivemos até o presente momento cercados de cultos, rituais e práticas religiosas externas que, segundo os que os praticam, são o caminho para os resultados desejados. Continuamos presos a velas, sacrifícios, talismãs e à boa vontade das entidades espirituais que nos observam e atendem às nossas vontades. “Amarramos” pessoas que desejamos, “castigamos” pessoas que nos ofendem, “descarregamos” as energias negativas que nos atingem, “barganhamos” com santos acendendo velas e pagando penitências.

A grande questão é que, mesmo com as grandes forças que conseguimos mobilizar através das práticas externas, ainda não somos capazes de atingir todos os resultados que desejamos e, vez por outra, somos levados à descrença por não ser nossa vontade preponderante. Migramos de grupamento religioso em grupamento religioso buscando a fé salvadora, sem nos darmos conta que talvez a chave para nossa felicidade esteja dentro de nós mesmos.

A doutrina dos espíritos, conforme Allan Kardec em O livro dos espíritos e em O evangelho segundo o espiritismo, propõe que, como filhos de Deus e detentores de enorme potencial de manipulação do ambiente, basta acreditarmos e trabalharmos em prol de nossos objetivos para sermos capazes de atingir os resultados esperados, ou seja, pelas palavras de Ermance Dufaux, somente a força interior que existe em cada um de nós será o sustento decisivo para vencer os obstáculos.

Jesus já nos dava uma pista deste conceito ao propor que somos deuses e que podemos, de acordo com nossas ações, atingir nossos objetivos (é necessário buscar para achar, bater para que a porta se abra).

Quando O evangelho segundo o espiritismo trata a questão da fé, ele propõe que nossa capacidade de realização é muito maior do que imaginamos e não está, necessariamente, ligada à questão religiosa. Somos capazes de realizar muitos prodígios, de transformarmos a realidade à nossa volta, de erradicarmos doenças, de estabelecermos a paz, basta que acreditemos nesta possibilidade e trabalhemos arduamente para atingir nossos objetivos.

Basta olharmos para o nosso planeta e para todas as realizações que temos concretizado ao longo dos séculos desde os primeiros homens das cavernas. Transpusemos rios e montanhas, superamos a força das marés, conquistamos as terras geladas, fomos à lua, erradicamos doenças e inventamos novas espécies de plantas e animais, apenas para citar pequenos exemplos de ações que foram concretizadas porque acreditamos na possibilidade e buscamos os recursos necessários.

Dia chegará em que a nossa crença em nós mesmos será tão grande que não necessitaremos mais de instrumentos para operar nossos milagres e nem colocaremos mais a realização de nossos sonhos nas mãos de terceiros, sejam representantes de credos religiosos, santidades ou espíritos superiores.

Por hora estamos convidados pela natureza que nos cerca ao exercício de conhecimento de nossas próprias individualidades e do entendimento do dever moral a que deus nos conclama a cumprir da melhor forma possível.

Sigamos o dia-a-dia de nossas vidas contando com a ação solidária daqueles que nos cercam, contando com o trabalho em equipe e com o apoio que a fé externa é capaz de nos oferecer, mas não nos esqueçamos que temos enorme potencial em nós que aguarda para eclodir de forma bela e plena.

Esforcemo-nos para compreendermos as palavras de Jesus e buscarmos amar a nós mesmos para que possamos, desta forma, amarmos ao próximo e a Deus sobre todas as coisas.

Acreditemos que somos capazes, arregacemos as mangas de nossas camisas e nos coloquemos em trabalho constante.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Caminhando junto

Ter compaixão é lembrar que a dor do outro poderia ser a sua. É reconhecer o sofrimento do próximo e ajuda-lo a superar o momento difícil. A compaixão está intimamente ligada à ação.
Hammed

Muitas vezes nos vemos aflitos por grandes problemas e não conseguimos mobilizar nossas energias para superar a situação. Tornamo-nos cegos diante do universo de bênçãos que está à nossa disposição e ficamos aprisionados em um determinado modelo mental sem achar uma solução adequada.

Acredito que seja nestas horas que mais precisamos do apoio daqueles que compreendem o momento por que estamos passando e que, movidos por um ato de compaixão, estendem o braço amigo para nos ajudar.

Nesta relação de apoiador e apoiado, movida por sentimento sincero de bem querer e que dá as bases para a realização de variadas ações que levam ao contorno da dificuldade ou à aceitação do que não pode ser remediado de uma forma mais resignada e amena, identificamos um grande espaço de crescimento para todas os personagens envolvidos.

Beneficia-se não apenas aquele que é ajudado, mas também aquele que ajuda, uma vez que recolhe precioso material de reflexão, aprende a ver a vida com o olhar do outro, exercita a paciência, a fé, o desejo de ajudar e a mente na busca por oferecer o melhor para o ajudado.

Ao entrar em contato com a situação de dor e sofrimento, todos os envolvidos, mesmo os que desejam apenas ajudar, recolhem precioso material de aprendizado que lhes capacitará a ver a vida de uma forma mais ampla.

Para aquele que é alvo da ajuda, além do valioso apoio, que pode chegar de várias formas, recebe também a mensagem de que nesta vida ninguém caminha solitário rumo à construção da felicidade. É momento para aprender sobre a lei de sociedade e de solidariedade, para apreender que a vida é organizada de forma a integrar toda a criação em uma grande convivência solidária.

Amor colocado em prática, amor em movimento, caridade, compaixão, palavras que apontam para um mesmo conjunto de valores que se constroem a partir dos princípios de solidariedade propostos pelo entendimento espírita a cerca das leis divinas e que constituem a operacionalização do “amar ao próximo como a si mesmo”, proposto nas doutrinas judaica, cristã e espírita.

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