quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Homem Integral e a Mediunidade com Jesus - Parte IV

Vamos continuar a refletir sobre a mediunidade à luz da idéia do Homem Integral? Neste artigo pensaremos sobre o desenvolvimento da mediunidade como ferramenta de progresso para o Espírito imortal e como esta mecânica funciona à luz do processo reencarnatório.

Vamos lembrar que o objetivo deste artigo não é ser conclusivo sobre o assunto, mas abrir caminho para reflexões a cerca de nossa jornada de aprendizado, sempre, é claro, a partir dos ensinamentos contidos em obras da doutrina espírita e tendo como base a codificação proposta por Allan Kardec.

No primeiro artigo da série, O Homem Integral e a Mediunidade - Parte I, falamos um pouco sobre a idéia do Homem Integral e a estrutura deste modelo de entendimento do espírito em sua jornada de aprendizado.

O segundo artigo, O Homem Integral e a Mediunidade - Parte II, abordou, de forma superficial os processos de formação de nossos corpos de relação, enquanto espíritos encarnados (corpo físico) e enquanto espíritos desencarnados(perispírito)

O terceiro artigo da série, O Homem Integral e a Mediunidade – Parte III, abordou a idéia de corpo de relação do espírito como instrumento para seu processo de aprendizado.

Neste artigo vamos refletir um pouco sobre o surgimento da potência mediúnica como possibilidade de relação do espírito com o ambiente que o cerca.

A mediunidade como sentido

Somos espíritos imortais trilhando um caminho de auto-aperfeiçoamento e auto-descoberta através da convivência com outros espíritos e com o universo que nos envolve. Nossas necessidades de aprendizado, a competência desenvolvida ao longo dos séculos para interagir com o universo, o apoio da espiritualidade superior e a nossa vontade nos garantem que teremos sempre as condições adequadas para o aproveitamento ótimo das situações que se apresentam em nossas vidas, conseqüentemente teremos sempre o corpo de relação mais adequado à execução das tarefas a que estamos destinados no momento.

A partir desta série de afirmações, conseguimos entender melhor a enormidade de capacidades físicas de que dispomos atualmente, tais como a fala, a visão e a audição, além de compreendermos porque em alguns momentos temos estas potências ampliadas ou reduzidas em uma determinada encarnação. Precisamos de características específicas em nossos corpos de relação para podermos vivenciar determinadas situações de aprendizado de forma adequada.

Contamos com a nossa capacidade intelectual para superar limitações (microscópios, tomógrafos, computadores, sensores de temperatura e de luz, etc) e é este exercício de superação que tem nos ajudado no desenvolvimento moral; uma vez que este deriva daquele, ou seja, a ampliação das possibilidades de interação com a matéria faz com que possamos observar com maior eficiência as relações de causa e efeito e aprender assim as leis que regem o Universo e que representam a vontade de Deus.

Aos poucos vamos descobrindo indícios sobre a existência de um criador e de uma realidade trascendente à realidade temporal, a realidade espiritual, que é, de fato, a principal dimensão do espírito.

Para facilitar este processo de ampliação da realidade conhecida, de descoberta do Criador e de nós mesmos como grandes potências, contamos, desde os primórdios de nossas existências, com um sentido extra, muitas vezes ignorado e mal entendido pela maior parte dos homens, a mediunidade, que possibilita a interação direta com a realidade espiritual, a troca de informações, a aceleração dos processos de aprendizado e a ampliação do apoio e consolo durante a caminhada.

A mediunidade abre a possibilidade de percebermos o norte a ser seguido, funciona qual farol que guia as embarcações pelo caminho seguro, a pesar das tempestades. Ela é, de fato, assim como a visão, a audição e os demais sentidos, um caminho para percebermos o ambiente à nossa volta.

A diferença é que, enquanto os cinco sentidos, já amplamente aceitos e facilmente percebidos, atuam na dimensão densa da matéria, a mediunidade atua em dimensão sutil, percebendo e registrando acontecimentos no plano espiritual. Talvez resida aí a grande dificuldade de aceitá-la como sentido, como ferramenta de interação com o universo, uma vez que ainda temos muita dificuldade em admitir a realidade espiritual.

Quando olhamos para a mediunidade como sentido, assim como a visão e o tato, e relacionamos com as informações apresentadas nos artigos anteriores, conseguimos concluir uma série de pontos que são vitais para nós. Vamos a eles

  • A mediunidade reside no espírito e manifesta-se nos corpos de relação através de estruturas específicas
  • Ao longo das encarnações podemos potencializar este sentido
  • Os espíritos nos apóiam na constituição e no desenvolvimento deste sentido
  • Poderei ser médium em algumas encarnações, mas não necessariamente em todas
  • A mediunidade é concedida com objetivos específicos para o espírito e para a sociedade onde atua
  • A mediunidade tem o objetivo de ajudar no processo de moralização do médium
  • A mediunidade deve ser usada com o objetivo de promover o bem

Nos próximos artigos vamos desenvolver um pouco estas idéias, não percam. Um grande abraço a todos

C. Guilherme Fraenkel (webespiritismo@gmail.com)
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