quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Uma visão espírita sobre a eutanásia

Este é o primeiro artigo de uma nova experiência no WebEspiritismo. Quantas vezes somos convidados a conduzir reflexões em casas espíritas, para audiências grandes ou pequenas, nos esforçamos, pesquisamos o tema, organizamos uma apresentação, fazemos a apresentação e descartamos o material?

Arrisco a dizer que, pelo menos de minha parte, estou desperdiçando recursos, recursos que poderiam estar disponíveis para um número maior de pessoas e que poderiam servir de referências para estudos no futuro.

Com este sentimento de aproveitar melhor o esforço de estudo e pesquisa, o apoio da espiritualidade e o apoio da audiência para a condução de palestras espíritas, decidi começar a disponibilizar o resultado destas palestras no webEspiritismo no formato de áudio. Quem quiser mais informações sobre a idéia, implementação, assuntos técnicos, pode visitar a página que fala sobre o projeto webEspiritismo.

Bom, vamos ao que interessa, esta reflexão foi conduzida no Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas em 20/11/2008 e teve como tema os itens 27 e 28 do capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que tratam sobre caridade e eutanásia. Espero que apreciem a reflexão.

Sugiro, a título de aprofundamento do tema abordado, o estudo dos capítulos 2, 5, 6, 11, 15 e 19 de O Evangelho Segundo o Espiritismo de autoria de Allan Kardec.

Acesse o webEspiritismo e ouça o Podcast "Uma visão espírita sobre a eutanásia

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uma visão espírita sobre a eutanásia por Guilherme Fraenkel está licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Considerações sobre o necessário e o supérfluo

Estava revendo algumas reflexões antigas e achei esta, organizada em função de um estudo realizado na Casa Espírita Cristã Maria de Nazaré no dia 15/05/2003, achei que seria interessante compartilhá-la com todos

Considerações sobre o necessário e o supérfluo

Vamos buscar o entendimento de nosso estudo a partir do título "Sobras". Aquilo que nos sobra, segundo o dicionário Aurélio, é tudo aquilo que temos em demasia, em excesso, é tudo aquilo que nos é supérfluo.

Se formos questionados sobre o que nos sobra, num primeiro impulso teremos a tendência de responder que nada nos sobra, pelo contrário, sempre falta alguma coisa. Quando somos levados a refletir um pouco mais, começamos a perceber pequenas coisas que estão à nossa volta e que, realmente não nos farão falta.

O que nos importa considerar é que aquilo que está sobrando em algum lugar está faltando em outro, uma vez que a sabedoria de Deus não permitiria a criação de algo que não tivesse utilidade. Cabe a nós gerirmos aquilo que temos de forma a não irmos de encontro às leis de Deus.

Considerando-se a necessidade de gestão daquilo que possuímos para evitar o desperdício, ficamos a nos perguntar o que realmente nos é necessário.

Olhamos para o passado da humanidade e percebemos que os Homens viviam com muito menos do que temos hoje, no extremo, o homem das cavernas praticamente nada possuía, era um nômade, um andarílho e só possuia aquilo que podia carregar. Desta observação vem um impulso imediato de acharmos que tudo o que possuímos é supérfluo. Mas não podemos esquecer que Deus é soberanamente justo e bom, não nos daria a possibilidade de adquirirmos tantas coisas se não tivesse um objetivo. Durante toda a caminhada como espíritos imortais somos levadas a buscar o conforto, movimento que prolonga nossas vidas e desperta potências adormecidas. Desta forma, tudo aquilo de que hoje precindimos é necessário para o nosso movimento evolutivo. A primeira conclusão extremamente importante então é que o conceito de necessário é relativo ao momento evolutivo em que a humanidade se encontra.

Quando buscamos então o conceito de necessário relativo ao momento em que vivemos, somos impactados por grandes diferenças, percebemos que existem pessoas pobres que vivem muito bem com muito pouco e outras que não conseguem viver apaziguadas. O mesmo cenário é encontrado entro os ricos. Percebemos então que não existe uma relação direta entre o conceito de necessário e a classe social onde se encontra o indivíduo. Quando começamos a observar nossa sociedade percebemos que as pessoas possuem conceitos diferenciados sobre o que lhes é necessário

Atingimos desta forma um ponto crítico, não é possível estabelecer um conceito geral sobre o que é necessário e o que é supérfluo. Cada indivíduo deve considerar o seu próprio momento evolutivo para definir o que lhe é necessário e deixar para que os outros se preocupem com o que lhes é supérfluo.

Nesta linha, precisamos observar como empregamos o que possuímos. Se percebemos que estamos nos prejudicando com aquela forma de gerência ou estamos prejudicando aqueles que estão à nossa volta, então não estamos aplicando bem o que possuímos, temos mais do que precisamos e não estamos aplicando de forma correta.

Outra reflexão muito importante é que este raciocínio, ao contrário do que imaginamos, deve ser empregado em todos os aspectos de nossas vidas. Se nos acostumamos a assistir programas de televisão que possuem uma influência negativa em nosso estado vibratório, estamos empregando mau o nosso tempo e a energia elétrica consumida.

Se não zelamos pelo bem estar de nosso lar, desrespeitando os parentes e os serviçais, estamos desperdiçando tempo e o momento evolutivo numa oportunidade única de convívio para o refazimento de laços de amor e amizade.

Devemos assim perceber quais são os bens que possuímos, tempo, dinheiro, amor, atenção, conhecimento, etc, e observarmos se estamos fazendo bom uso.

Adquirimos supérfluos mas que, a nosso ver, não prejudicam a ninguém (de alguma forma prejudicam, a sobra de comida que jogamos fora, a comida que estraga na geladeira, o tecido que estragamos porque não cortamos direito). Adquirimos supérfluos e temos a conciência que prejudicamos pessoas para adquirí-lo.

Deveríamos usar o que nos sobra para praticar caridade material, sem nos esquecermos do conceito amplo da caridade, que é libertador

Aprofundando a reflexão

  • Evangelho Segundo o Espiritismo > Capítulo XV (Fora da caridade não há salvação)
  • O Livro dos Espíritos > Questões 715/717
  • Religião dos Espíritos > Sobras

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Homem Justo

Um amigo emprestou-me este pequeno livro repleto de belas reflexões entitulado "O Sermão da Montanha" de Huberto Rohden. Estava lendo o capítulo que fala sobre "Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça", que traz esta importante passagem, que decidi transcrever na íntegra. Boa reflexão a todos.

"Justiça, como já dissemos, significa a atitude justa e reta do homem para com Deus. O homem "justo", nos livros sacros, é o homem santo, o homem crístico, o homem que realizou em alto grau o seu Eu divino pela experiência mística manifestada na ética. O homem "justo" é o homem que se guia, invariavelmente, pelos dois grande mandamentos, o amor de Deus e a caridade do próximo." Rohden, Huberto; O Sermão da Montanha; Martin Claret; SP; 2003

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O progresso e a felicidade

Ainda que o finito em demanda do Infinito tenha sempre diante de si itinerário ilimitado, e jamais chegará a um ponto onde lhe seja vedado progredir ulteriormente - porque não há "luz vermelha" nos caminhos de Deus - É certo que o humano viajor chegará a um ponto em que a sua compreesnsão e amor de Deus o tornará profundamente feliz. Rohden, Huberto; O Sermão da Montanha; Martin Claret; SP; 2003;

Bem Aventurados os Pacificadores

O grande tratado de Paz tem que ser assinado no foro interno do eu individual antes de poder ser ratificado no foro externo das relações sociais. Nunca haverá Nações Unidas, nunca haverá sociedade ou família unida enquanto não houver indivíduo unido. Pode, quando muito, haver um precário armistício (que quer dizer "repouso de armas"), mas não uma paz sólida e duradoura enquanto o indivíduo estiver em guerra consigo mesmo. Que é um armistício se não uma trégua, maior ou menor, entre duas guerras? Paz social, segura e estável, supõe paz individual, firme e sólida. Rohden, Huberto; O Sermão da Montanha; Martin Claret; SP; 2003;