sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Dever da criatura

“Você obtém benefícios do mundo e da comunidade, e, portanto, alguma atividade de sua parte é devida a eles. Este mundo, realmente falando, é uma grande fábrica; cada ser humano é um membro desta organização. Ao membro é atribuída uma tarefa de acordo com sua estrutura; ele deve encontrar sua realização em fazer esse trabalho e isso deve ser feito como uma oferenda a Deus. Não há nada no universo que não se envolva nessa grande tarefa. Plantas e insetos, pedra e toco, vento e chuva, calor e frio, se cada um destes não funciona de acordo com o plano, o mundo não pode subsistir. O sol e a lua conduzem suas tarefas rotineiras; o vento e o fogo devem exercer suas funções sem objeção. É somente quando cada um executa sua tarefa sem falhas, e com cuidado, que a roda se move rapidamente e sem problemas.”
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 30/12/2011 no SaiWeb Brasil

Seus valores, você e Deus

“Pela graça de Deus vocês compreendem que a meta da vida humana é realizar Deus. Se receberem elogios ou críticas, honras ou insultos, se encontrarem um lugar no mundo ou não, se ficarem de pé ou caírem – jamais se afastem um milímetro sequer de seus princípios ou de seus ideais. “
Eterno Companheiro, Vida e Ensinamentos de Swami Brahmananda
Pensamento do dia 30/12/2011 na livraria Omnisciência

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A vida é realmente cura

Acabei de ler o artigo do Marco Aurélio Rocha chamado A vida é curta, http://marcoaureliorocha5.blogspot.com/2011/12/vida-e-curta.html, que foi publicado no site Espiritismo na rede.
Achei muito profunda a visão abordada e concordo plenamente com o fato de que devemos ter grande atenção quanto às nossas ações de rebeldia às leis e aos acordos sociais estabelecidos declarando a necessidade de aproveitar a vida e de quebrar regras para sermos felizes.


Acredito, entretanto, que se faz necessário observarmos que por vezes é necessário quebrarmos regras. Não me refiro às leis divinas, mas às que são construídas por nós, seres imperfeitos e que, muitas vezes legislamos em favor de pequenos grupos ou que privilegiam determinados seguimentos da sociedade deixando outros de lado.

Não vivemos em uma democracia de fato, e mesmo que assim fosse, nossas leis são imperfeitas e, frequentemente, necessitam de ajustes ou caracterizam entraves para o atendimento de determinadas necessidades. Que dizer das regras acordadas e que não possuem leis a embasá-las...

Nossa história está repleta de relatos em que o movimento de rebeldia e de não atendimento a leis "aceitas pela sociedade" garantiu o estabelecimento de novas leis mais amplas e justas para o momento vivido.
Seguindo por esta linha, sinto que o mais importante em relação ao posicionamento individual de cumprimento ou não das leis é o motivador que nos impulsiona.

Por que será que estamos tentados a quebrar leis? Sentimo-nos constrangidos, estamos sendo injustiçados? Desejamos causar o mal a alguém? Estamos sendo egoístas? Queremos o bem dos outros? Desejamos promover a paz ou a discórdia?

A doutrina espírita nos aponta que juntamente com as leis que norteiam nossas vidas, temos a possibilidade do livre arbítrio, que nos garante a oportunidade de vivermos segundo nossos valores e assumindo as consequências de cada ato para que possamos ampliar o entendimento a cerca de nós mesmos e, desta forma, nos tornarmos espíritos mais felizes por percebermos e assumirmos o dever moral.

Temos, desta forma, a possibilidade de transgredirmos as leis. Imagine se ainda vivêssemos executando a lei judaica de declara a possibilidade de lapidarmos as mulheres adúlteras? Ou se ainda tivéssemos a possibilidade de executarmos bruchas e feiticeiros queimando-os em praça pública por não proclamarem-se católicos? Onde nossa sociedade estaria se ainda respeitássemos o direito divino dos reis e a hierarquia feudal dos nobres?

Olhando por um ângulo diferente, eu diria que a vida é curta. Nossas encarnações são momentos para vivenciarmos de forma intensa as nossas relações com nós mesmos e com aqueles que estão à nossa volta. Precisamos colocar à prova a todo momento a nossa capacidade de discernir e fazer escolhas para que possamos garantir a felicidade enquanto espíritos imortais que somos.

Cada segundo disperdiçado sem mudanças de nossos valores imperfeitos pode significar muita dor e sofrimento, uma vez que não fazer o bem também é uma forma de fazer o mal.
Se achamos que uma regra ou lei não atende aos nossos valores, defendo que temos o dever de nos posicionarmos e, se julgarmos necessário, de quebrá-la.

O Cristo trabalhou aos sábados, acolheu publicanos, mulheres da vida e leprosos, mas também defendeu a necessidade de "dar a César o que é de César"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Jornada de Jesus na Casa de Emmanuel

Amigos,

Segue divulgação de calendário de estudos da Casa de Emmanuel para o mês de dezembro

Grande abraço



Ser feliz ou atender à vontade de Deus?

Outro dia conversava com alguns amigos sobre a nossa perspectiva ocidental de felicidade e sobre como colocamos grande expectativa a cerca dela, chegando a nortearmos nossas vidas para garantí-la, mesmo que depois de algumas encarnações...

Percebemos que é um pensamento comum modificarmos hábitos, pensamentos e sentimentos visando a construção de uma condição feliz de vida espiritual, ou seja, é comum nos movermos pela vida com vistas à recompensa máxima, a felicidade plena de que tantas religiões nos falam.

Recentemente fazendo uma leitura sobre os ensinamentos contidos em O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec sobre o dever moral me ocorreu que talvez estejamos com o foco equivocado. Será que nosso alvo deve ser realmente a felicidade?

Quando leio a história de Jesus ou estudo sobre o Homem de Bem em O Livro dos Espíritos, também de Allan Kardec, fico com a impressão de que o movimento sugerido para a jornada de construção ética do indivíduo enquanto espírito imortal não é o desejo de ser feliz, mas o desejo sincero de atender à determinação de nosso criador, ou seja, o cumprimento integral do dever moral, brilhantemente resumido por Jesus em “Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo”.

Esta impressão se fortalece quando me deparo com frases comumente usadas em nosso meio espírita, como “sofre pois foi contra a lei de Deus”, “quem se afasta da lei de Deus assume compromissos que precisam ser resgatados”, “sofre porque se afastou da lei de deus”, “está construindo a felicidade pois está se esforçando para perdoar”...

Hoje recebi por email um pensamento de Sathya Sai Baba que sugere a mesma linha de pensamento a cerca de nosso posicionamento

“Realize a ação sem ansiar pelos resultados. Não reclame por não obter reconhecimento público pelas doações que você fez a alguma Instituição. Os frutos da ação, sejam bons ou ruins, devem ser totalmente consumidos por você e apenas você. A melhor forma de libertar-se das consequências de suas ações é realizá-las apenas por causa da ação. Então, você não será oprimido, nem por pecado, nem mérito. Se você ambiciona por lucro, você deve estar preparado para também aceitar a perda. Se você construir um poço onde quatro estradas se encontram, esperando adquirir o mérito por satisfazer a sede de homens e gado, você não pode fugir do demérito que lhe será creditado quando alguém cair dentro dele e se afogar. O segredo para uma vida feliz é desistir do desejo pelo fruto da ação (Karma-phala-thyaga).”
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 28/11/2011 no SaiWeb Brasil (http://www.sathyasai.org.br/saiweb/)

Talvez ainda não tenhamos maturidade espiritual suficiente para modificarmo-nos profundamente a partir da premissa de que devemos cumprir a vontade de Deus e precisemos nos esforçar para cumprí-la porque seremos recompensados com um estado de felicidade e plenitude espiritual indescritível.

Parece-me, entretanto, instigante perceber que teremos que ajustar nossos objetivos em algum momento. Quem sabe nossa entrada em um mundo de regeneração, mundo em que não se faz mais a opção pelo mal e em que todos buscam o progresso espiritual, não dependa desta mudança de ponto de vista?

Grande abraço a todos e uma ótima semana.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Amigos,

Devido ao clima de incerteza e insegurança que a comunidade da Rocinha no Rio de Janeiro vive, temos um ambiente de muito medo imperando no ar, facilmente perceptível pelas rodas de conversa, pelos noticiários e pelas entre-linhas do dia-a-dia.

Como morador da rocinha e espírita, venho fazer a todos um pedido especial neste momento grave que se aproxima para quase 70.000 moradores do Rio de Janeiro, segundo o último senso do IBGE.

Nós da Rocina temos um grande aprendizado coletivo a ser realizado, na realidade, já o estamos fazendo. 

Temos uma chance de colocar em prática as ideias de amor e de caridade sugeridas por Jesus e você pode participar deste aprendizado também.

Lembremo-nos de direcionarmos pensamentos positivos de confiança, fé e resignação para todos os envolvidos, em especial para as crianças e jovens, que talvez nunca tenham vivenciado momentos difíceis  como este e não possuem bases nesta encarnação para significar este momento.

Lembremo-nos de orar pelas autoridades, inclusive pelos policiais, a fim de que procurem conduzir todo o processo com muita paz e sabedoria buscando resguardar a população ao máximo possível de situações de dor e sofrimento desnecessárias.

Oremos pelos companheiros que se encontram no crime. Que eles possam ser envolvidos por nossos sentimentos de convite à construção da paz. Talvez esta seja a hora de resgatarmos muitos deles dos vales da dor e do sofrimento construídos por eles mesmos através das vivências na violência

Evitemos disseminar boatos sem comprovação. Isto gera um ambiente ainda maior de incertezas e complica o processo de tomada de decião das famílias envolvidas.

Evitemos o julgamento. Estamos todos tentando fazer o melhor possível no que nos cabe, mesmo que estejamos seguindo por caminhos que geram dor para outras pessoas. Todos nós estamos aprendendo para sermos melhores e mais felizes. O erro faz parte deste processo.

Saneemos nossas mentes e busquemos sempre a visão positiva de todos os fatos.

Não adianta povoarmos nossas mentes com fantasmas, sofreremos ainda mais.

Populemos nossas mentes e corações com mensagens de esperança, de paz, de harmonia e de perdão para que, sintonizados com os planos elevados da espiritualidade, sejamos capazes de superarmos todos os momentos difícieis com o maior grau de aproveitamento possível.

Agradeço a todos o apoio neste momento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

X SEMINÁRIO SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

X SEMINÁRIO SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

DIA 30/10/2011

HORÁRIO 15 AS 19:00H

COLÉGIO PINHEIRO GUIMARÃES

RUA SILVEIRA MARTINS, 151 Catete

Entrada Franca

X SEMINÁRIO SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

REALIZAÇÃO

C. Emmanuel

DOUTRINA ESPÍRITA CONVITE CONSTANTE

ÀS MUDANÇAS DE PARADÍGMAS

Segundo os ensinos dados por Espíritos Superiores com o concurso de diversos médiuns recebidos e coordenados POR ALLAN KARDEC De 1857 a 2011

Livro dos Espíritos – Alexander Ferreira Francisco

“Sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade.”

Livro dos Médiuns – Pedro Vieira

“... Sobre todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da Mediunidade...”

O Evangelho Segundo a Doutrina Espírita – Pedro Vieira

“A explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.”

Livro Céu e Inferno – Alexander Ferreira Francisco

“... Sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas... Exemplos acerca da situação real da alma durante e depois a morte”

A Gênese – Rafael Castaneda

“Sobre o estudo dos três pontos até agora diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os milagres e as predições... O Espiritismo fornece a chave para a explicação de uma imensidade de fenômenos incompreendidos e considerados... inadmissíveis...”

Revue Spirite – Rafael Castaneda

“Revue Spirite, periódico mensal fundado por Allan Kardec em 1º de janeiro de 1858, com recursos próprios. O número inaugural tinha 36 páginas. Kardec foi o diretor da revista, até seu falecimento em 31 de março de 1869. Ao título principal, então "Revue Spirite", o seu fundador adicionou o subtítulo Journal D’Études Psychologiques, devido ao Espiritismo igualmente estudar a alma humana, suas faculdades e sentimentos, seu modo de vida e de relação. Kardec utilizava a Revista Espírita para desenvolvimento e debate de idéias que seriam, muitas delas, após consolidadas, transferidas para os livros da Codificação

publicados após O Livro dos Espíritos.”

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Seminário com evangelizadores: Evangelizar com Jesus

Convite para o SEMINÁRIO COM EVANGELIZADORES promovido pelo 4o. CEU do CEERJ. O tema é EVANGELIZAR COM JESUS

DIA: 06 de novembro de 2011
LOCAL: CEAV – Centro Espírita Amor à Verdade - 4°CEU
Av. Pastor Martin Luther King Jr.13.816 – Pavuna (em frente ao Metrô)
HORÁRIO: 9:00 às 12 horas
DINAMIZADORA: Lúcia Moysés do Centro Espírita Seara do Bem, de Niterói e da Comissão Diretora do CEERJ
Informações: 2407-6392 / 9615-6808 Martha/ 9505-9653 Néa

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Apresentação dos resultados do VIII EAME

Compartilho com vocês o vídeo de conclusão do VIII EAME promovido pelo Cristófilos, centro espírita cituado em Botafogo. O evento é dedicado às mocidades espíritas e realiza um importante trabalho de esclarecimento da doutrina espírita para o público alvo

Se você não está conseguindo ver o vídeo aqui, siga o link para o youtube

Instrumentos do ser humano

Mesmo não sendo um pensamento nascido no meio espírita, compartilho com você pela preciosidade da informação e pela semelhança com o pensamento oferecido pela doutrina espírita

O corpo, os órgãos dos sentidos, a mente e o intelecto são instrumentos para um ser humano. Somente quando alguém compreende os segredos destes instrumentos, será um ser capaz de compreender o Princípio do Atma. Se você não consegue entender a roupa que está vestindo, como você pode compreender o mistério do Espírito infinito em seu interior? O corpo é o instrumento básico para todas as ações na vida e para a aquisição de todos os conhecimentos e habilidades. Mas ele deve ser considerado sobretudo como instrumento de realização do Divino. Apego ao corpo e utilização do mesmo para prazeres físicos deve ser abandonado. É essencialmente sagrado e precioso, pois é a morada dos Atma e deve ser usado apenas para fins sagrados.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 20/09/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fomentando o crescimento do amor

Somente quando você colocar em prática o amor no qual você tem fé é que o amor crescerá. Visto que você não pratica o que professa, sua fé se enfraquece. A planta crescerá somente quando for regada regularmente. Tendo plantado a semente do amor, você pode fazê-la crescer apenas molhando-a com amor todos os dias. A árvore do amor crescerá e produzirá os frutos do amor. Atualmente, muitos não executam ações nobres que promoverão o amor. Quando você almeja desenvolver amor pelo Senhor, você deve praticar continuamente amorosa devoção ao Senhor.
Sathya Sai Baba Pensamento para o Dia 23/08/2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Ciranda da Evangelização - Terceira edição

Objetivo principal: Oferecer aos evangelizadores subsídios práticos para o trabalho junto ao evangelizando e à família.

Data: 11 de setembro de 2011 (domingo)

horário: Das 8h30 às 17h

Local: Centro Espírita Bezerra de Menezes - Rua Maia Lacerda, 155, Estácio - RJ (próximo ao metrô)

Público alvo: Evangelizadores de Infância, Juventude e de Pais

Veja o cartaz cartaz

Visite o site

quinta-feira, 21 de julho de 2011

boas lembranças

Lembrem-se apenas das coisas boas que os outros fizeram para nós.
Amma
pensamento do dia 21/07/2011 na livraria Omnisciência

Esta recomendação simples de Amma remeteu-me à máxima do amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, recuperada da tradição judaica por Jesus como sendo a forma mais simples de perceber e atender a vontade de Deus.

No momento em que buscamos recordar apenas as coisas boas, é como se estivéssemos fazendo o exercício do amor ao inimigo, oferecendo-lhe a outra face, ou seja, boas ações em troca das ações negativas.

Na realidade, vamos até muito além. Lembrar-se apenas das coisas boas é evitar a contaminação de nós mesmos com os sentimentos ruins emanados e exteriorizarmos para nós mesmos, para o ambiente e para o outro, pensamentos salutares que podem contribuir com a construção do bem-estar pessoal e coletivo, além de funcionar como motor de atração para o que há de melhor no ambiente.

Neste sentido, estaríamos praticando o buscai e achareis; ou seja, estaríamos estabelecendo um elo potente com o universo em que estamos inseridos e abrindo a possibilidade de perceber os níveis energéticos e fluídicos mais sutis e elevados, responsáveis pela sintonia com o plano mais alto.

Referências doutrinárias básicas

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bem-aventurança

Todo ser humano procura alcançar a Bem-aventurança satisfazendo seus desejos, mas comete o erro de deter-se no prazer; por isso seus desejos nunca terminam, e ele é arrastado para o redemoinho da dor.
Paramahansa Yogananda,
A Ciência da Religião

Misérias humanas

Divido essa reflexão com você através do Webespiritismo porque imagino que você também possa estar sofrendo como eu; preso à sua realidade material, às dificuldades do dia-a-dia, sem se dar conta de que a vida é algo muito mais amplo do que apenas ter dinheiro para consumir e pagar contas.

Passei por algumas vivências nos últimos dias que me levaram a pensar sobre a miséria humana, não sob a ótica convencional em que pessoas sofrem por não terem acesso a recursos mínimos para manterem-se vivas com dignidade e com perspectivas de crescimento, nem sob a ótica daquele que possui recursos em abundância e que, por tê-los em excesso, geralmente promove consideráveis desperdícios, degradando o ambiente e gerando dificuldades para ele mesmo e para aqueles que estão à sua volta.

Atualmente estou empregado e não posso me queixar de falta de oportunidades de trabalho. Nos últimos 10 anos nunca fiquei mais de uma semana desempregado. Sou graduado na área de informática e estou estudante em um curso de pós-graduação com a perspectiva de me capacitar melhor para atingir um patamar salarial superior que cubra minhas despesas e ofereça o mínimo de conforto para minha família. Sou pai do André Luiz e marido da Rosemary e devemos juntos várias parcelas de empréstimos tomados para superar alguns momentos difíceis que acabaram nos levando a um pequeno quitinete alugado na Rocinha. Vivemos com dificuldade e temos como maior sonho viver em paz. Trabalhamos duro, contamos com a ajuda e carinho de muitos amigos e de uma instituição religiosa que nos apoia de várias formas.

Vez por outra me sinto desanimado, cansado de lutar sem conseguir superar os desafios materiais da vida e começo a reclamar do salário, das condições de trabalho, do cansaço gerado pelo grande volume de estudo etc. Sinto-me como se fosse um miserável, incapaz de dar conta dos desafios que me são oferecidos, sempre precisando de ajuda e acabo sofrendo.

Em meio a tudo isso, conheci uma jovem com a minha idade que é uma verdadeira lutadora. Moradora em uma favela de um grande centro urbano, portadora de uma deficiência física que a dificulta conseguir emprego, mãe de 2 filhos, sem o ensino médio completo e que vive com uma renda familiar mensal de R$400,00. Seu maior desejo é conseguir um emprego de carteira assinada para conseguir aposentar-se por invalidez. Ela passa pelos mesmos desafios de sobreviver. Também sente-se desanimada e incapaz.

Tive também a oportunidade de estar em contato com um grande amigo que não via há alguns anos. Sujeito distinto, também jovem. Graduado em uma renomada universidade paulista, já fez dois cursos de pós-graduação latu sensu e está iniciando no próximo semestre um mestrado. Separou-se no início do ano de sua segunda esposa, não tem filhos e atualmente encontra-se empregado em uma grande empresa com salário considerável, mas insuficiente para atingir seu grande sonho, comprar uma fazenda na região centro-oeste e dedicar-se ao plantio de soja e criação de gado de corte. Ele também passa pelos desafios de sobreviver, também se sente desanimado e incapaz de vez em quando.

Apesar das configurações tão distintas de vida, nós três temos algo em comum. Nos sentimos desafiados, temos um certo sentimento de insatisfação com o que somos capazes de realizar e sofremos pelas dificuldades que a vida nos oferece para atingirmos nossas metas.

Parece-me que estamos todos tão presos às nossas realidades que somos incapazes de percebermos o que, de fato, ocorre à nossa volta. É como se estivéssemos atentos a determinados aspectos materiais da vida, geralmente relacionados a nós mesmos, à família e ao trabalho e simplesmente ignorássemos o restante do que está à nossa volta.

É como se o grande objetivo da vida se restringisse a um imóvel, emprego estável e conforto.

Mas a doutrina espírita nos diz que é muito mais do que isso. Estamos aqui nesta vida, uma entre as várias por que passaremos, com o objetivo de aprendermos a olhar para a vida de forma mais ampla, espiritualizada.

Estamos convidados a significar nossas existências de forma plena através do estabelecimento de relações com aqueles que estão à nossa volta. Sofremos porque estamos voltados para nós mesmos e totalmente desatentos para os que nos cercam.

Jesus nos ensinou que o caminho para a felicidade está contido na prática do amor ao próximo, conceito pregado por diversas linhas de pensamento religioso, endossada também pelo espiritismo.

Os espíritos nos ensinam através da codificação de Allan Kardec que toda a vivência material é transitória e que cumpre o objetivo de oferecer ambiente para nosso desenvolvimento intelecto-moral; desenvolvimento que nos levará a um estado de consciência diferenciado em relação a nós mesmos e ao criador e, consequentemente, a um estado de maior felicidade e de menor sofrimento.

Por tudo isso, talvez passe a definir como miséria o estado de ignorância a cerca de mim mesmo e de meu destino espiritual glorioso, que faz com que me feche em um mundinho particular e inseguro deixando de ver as possibilidades que a vida tem me oferecido para ser feliz.

Te convido a estudar mais sobre a doutrina espírita, corrente filosófica de pensamento que tem me ajudado muito a encontrar motivação para lutar pela vida e para superar os desafios que se apresentam com muita alegria e ânimo.

Licença Creative Commons
Misérias humanas de C. Guilherme Fraenkel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil.
Permissões além do escopo desta licença podem estar disponíveis em http://www.guilherme.fraenkel.nom.br/?page_id=10.

sábado, 4 de junho de 2011

Caráter ou Conhecimento?

Alguns dizem que o conhecimento é valioso, mas o caráter é mais importante que o conhecimento. Pode-se ser erudito, pode-se ocupar cargos elevados de autoridade, pode-se ser muito rico ou ser um eminente cientista, mas se alguém não tem caráter, todas as outras aquisições são absolutamente inúteis. Sacrifício, amor, compaixão e paciência são as qualidades humanas genuínas que devem ser fomentadas, descartando ciúme, ódio, ego e raiva, que são qualidades animais.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 02/06/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

Vários modelos religiosos de pensamento propõe que é necessidade do ser humano preocupar-se com valores morais, sendo estes mais importantes que os valores intelectuais.

A doutrina espírita nos propõe o desenvolvimento intelectual como via de capacitação do espírito para o desenvolvimento do senso moral, meta de todo espírito e única via para a construção da felicidade plena.

A partir da citação de Sai Baba e seguindo esta linha de pensamento, fiquei com a impressão de que ainda temos muito a caminhar até mesmo para começarmos a priorizar os valores corretos.

Não sei se você concorda, mas tenho a impressão de que ainda vivemos um período de super valorização do conhecimento intelectual e desvalorização dos princípios morais. Parece que muitas academias sequer oferecem o pensamento sobre os aspectos morais e éticos e, quando o fazem, fazem de forma superficial.

Vejo escolas prepararem seus alunos para o mundo da competição, oferecendo conhecimentos nas áreas de ciências exatas, humanas, biológicas, mas muito pouco se fala do indivíduo, de suas relações, dos valores éticos.

Aqui no Brasil nós nem nos preocupamos, pelo menos nas escolas públicas, em ensinar aspectos simples da vida de qualquer cidadão, quais sejam a cidadania, a preocupação com os valores coletivos, a valorização do exercício político consciente, entre tantos outros.

Olho para mim mesmo e sinto uma enorme lacuna neste sentido, lacuna que é, em parte, suprida pela educação religiosa oferecida pela casa espírita, que me convida diariamente a refletir, estudar, associar idéias, estabelecer ilações e tomar decisões sobre o meu posicionamento no mundo.

Fiquei pensando como é que as religiões estão se posicionando neste sentido. Será que as instituições religiosas estão cumprindo este papel de fomentar o desenvolvimento de valores morais? Será que estão agindo de forma libertadora para com os indivíduos apresentando-lhe modelos de pensamento em que o sujeito precisa assumir os rumos de sua própria vida para construir a sua felicidade? Ou o estão aprisionando em um conjunto de idéias fechado e que causa diversos conflitos com o que se faz na sociedade atualmente?

E se nem mesmo as religiões estiverem cumprindo seu papel de educação moral? Qual a instituição está cumprindo este papel?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

retratar a luz

Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.
Emmanuel)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deus e Equidade

Alguns nascem saudáveis e outros, adoentados. Alguns levam vidas prósperas, despreocupadas, enquanto outros labutam durante toda a vida em terrível miséria. Certamente pode-se argumentar que há indícios suficientes da parcialidade revelada pela Criação ou o Criador. Tal inferência pode até parecer justificada do ponto de vista do homem comum. O caminho puro da cultura espiritual declara que isso não é absolutamente verdade! Deus não é a causa nem de sofrimento nem de alegria, de boa ou má fortuna! Então, quem traz o mal e o bem? A resposta é: nós mesmos! A chuva cai igualmente sobre a terra arada e a lavrar. Somente a terra arada consegue tirar proveito! As nuvens não são as culpadas. A falha reside no ignorante preguiçoso que deixa sua terra sem cultivo. A graça de Deus está sempre à mão. Ela não tem "mais ou menos," nem altos ou baixos. Podemos nos basear mais ou menos nisso, ou ignorá-lo, ou o usarmos para o nosso bem.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 20/05/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

Discernimento segundo Swami Sri Yukteswar

Quando o homem se torna um pouco iluminado, compara as suas experiências relacionadas à criação material, reunidas no estado desperto, com suas experiências no sonho; e, entendendo estas últimas como meras ideias, começa a duvidar da existência substancial das primeiras. Seu coração então se torna propenso a conhecer a real natureza do universo e, lutando para clarear suas dúvidas, ele procura por evidências para determinar o que é a verdade. Nesse estado o homem é chamado Kshattriya*, ou um membro da classe militar, e o conflito descrito anteriormente torna-se seu dever natural, por meio do qual ele pode obter uma visão da natureza da criação e alcançar o real conhecimento dela.
Swami Sri Yukteswar, "The Holy Science"
Diário Espiritual - 20/05/2011 - Discernimento

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O grande palco da reencarnação

Todos os seres vivos são atores neste palco. Eles o deixam quando a cortina é abaixada ou quando seu papel acaba. Nesse palco, pode-se desempenhar o papel de um ladrão, outro pode ser escalado como um rei, um terceiro pode ser um palhaço e outro um mendigo. Para todos esses personagens na peça, só há Um que dá a deixa! Quem dá a deixa não virá ao palco dar a dica, à vista de todos. Se o fizer, o drama perderá o interesse. Portanto, mantendo-se atrás de uma tela na parte de trás do palco, Ele dá as deixas para todos os atores, independentemente do seu papel - seja ele um diálogo, discurso ou canção, justamente quando cada um mais necessita de ajuda. Da mesma forma, o Senhor está por trás da tela no palco da Criação (Prakriti), dando a dica para todos os atores em seus diversos papéis.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 19/05/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

Espiritualide

Acabei de ler um artigo muito interessante sobre espiritualidade no blog A Grande Síntese Dialética do Sagrado entitulado “Religião, Espiritualidade e o Festival Wesak”.

No artigo o autor faz uma abordagem sobre o surgimento do termo espiritualidade que nos ajuda muito a pensar no motivo pelo qual Allan Kardec relutou bastante em categorizar o espiritismo como religião, tendo classificado-o inicialmente como ciência de observação e filosofia.

No espírito de pensar a nossa relação com o criador, conforme proposto pelo dever moral, lição contida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, fiquei pensando até que ponto temos nos deixado levar pela busca por Deus do lado de fora de nós mesmos. Vivemos há dois mil anos com a mensagem de Jesus e ainda temos dificuldades em realizarmo-nos a partir de nós mesmos, como fruto da ação de Deus .

“Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, nos disse o Cristo.

E você, onde diria que está Deus?

Progredindo

Educação sem sabedoria, sabedoria despojada de discernimento, ação sem critério, erudição sem sagacidade, poder não justificado por credenciais, afirmações não baseadas na verdade, música desprovida de melodia, adoração não sustentada por devoção, uma pessoa desprovida de bom senso e caráter, um aluno não dotado de humildade - esses não servem a um propósito útil. Além dos conhecimentos obtidos a partir dos textos sagrados, deve-se obter sabedoria através da experiência. Conhecimento sem experiência pessoal é inútil.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 12/05/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

terça-feira, 10 de maio de 2011

Prática Espiritual

É o amor puro que concede a libertação. Você deve esforçar-se para atingir esse amor holístico. Para alcançar a libertação, as pessoas empreendem todos os tipos de práticas espirituais, mas o amor é o anseio profundo de todos os esforços espirituais. Bhakti (devoção) é uma prática espiritual baseada no amor. A devoção não é apenas entoar cânticos (Bhajans) ou realizar rituais sagrados. A verdadeira devoção é um fluxo direto de amor gratuito e incondicional do seu coração para Deus. Na prática espiritual que as pessoas empreendem, há um certo egoísmo. Ofereça o seu amor a Deus sem o menor traço de egoísmo ou desejo. A aniquilação do desejo é, na verdade, libertação.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 10/05/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A justiça foi feita

A justiça foi feita – disse Obama sobre a morte de bin Laden
Obama

Anjos e demônios, fantasmas, santos, espíritos protetores, entidades, elementais, caboclos, pretos velhos, entre tantas outras entidades manifestam-se em nossa sociedade a todo o momento norteando nossas vidas, conforme nos sugere O Livro dos Espíritos.

As relações entre os vivos e os mortos, espíritos encarnados e desencarnados como preferimos abordar na doutrina espírita, sempre estiveram presentes nas relações humanas e suas evidências podem ser observadas através da história em diversos relatos, tais como a atuação das pitonisas e oráculos na idade antiga, na realização dos milagres e aparições relatadas pelo público católico nos últimos mil anos e que levaram diversos indivíduos à santificação, além da enorme carga de contos populares, crendices, lendas e fenômenos populares que sugerem a existência de um plano invisível que interfere no nosso mundo material.

Acredito que sejam as intervenções maléficas, ou profundamente influenciadas por paixões mundanas conforme prefiro pensar, as que ganham o maior destaque na vida cotidiana da sociedade planetária. Quem não teme ser alvo de assombrações?

Damos realmente uma grande atenção às chamadas Obsessões espirituais, interferências na vida cotidiana que são realizadas por espíritos desencarnados e que prejudicam um indivíduo ou conjunto de indivíduos causando medos, dores e sofrimentos.

Na realidade, temos o hábito de atribuir ao invisível as causas de todas as nossas dificuldades na vida material, como se fôssemos vitimas inocentes no teatro da vida que sofrem com as ações das entidades malignas, chamadas obsessores.

Chegamos mesmo a nos esquecermos de que somos filhos de um pai bom e justo que determinou a nossa felicidade, mas que impôs a necessidade do aprendizado individual e da atuação pautada em um código moral elevado como caminhos para a plenitude.

Se hoje somos alvo de obsessões espirituais, é porque temos aprendizados importantes a serem realizados através das situações de dor que se apresentam através de tais ações. Tratar-se de uma obsessão espiritual, para a doutrina espírita, não é quebrar uma relação entre obsessor e obsedado ou aprisionar e castigar um espírito obsessor, mas trabalhar o esclarecimento de ambos os sujeitos, encarnado e desencarnado, para que possam apreender o valor da mensagem do Cristo e, desta forma, seguirem seus caminhos de moralização perdoando-se e liberando-se da carga de ódio que os une.

Neste sentido será que podemos dizer que a justiça é feita quando um obsessor é penalizado de alguma forma por sua atuação equivocada no mundo? E, mesmo que seja possível pensar em justiça desta forma, quem é capaz de determinar a penalidade adequada a ser aplicada, uma vez que o objetivo da mesma seria conduzir o sujeito ao despertamento para a necessidade de moralização de seus atos?

Quando temos a possibilidade de comunicarmo-nos com espíritos que estão na posição de obsessores facilmente percebemos que esta relação de geração voluntaria de dor e sofrimento caracteriza-se, muitas vezes, como uma relação cíclica em que obsessor e obsedado revezam-se ao longo de encarnações causando dor e sofrimento com o objetivo de vingar-se dos males impostos pelo opositor no passado.

Sob a bandeira da justiça, atuam na vida o obsessores às centenas mantendo relações doentes que geram dor e sofrimento a ambos os lados até que um dos lados desista da cobrança e parta para a reconstrução de sua vida.

Talvez você esteja se perguntando o que todo este papo de obsessão tem há ver com a morte de Osama Bin Laden ou com a declaração de Baraq Obama, uma vez que não temos espíritos desencarnados envolvidos. Vamos às relações.

Em 2001, movido pela ideia equivocada de justiça, ia ao chão um dos maiores símbolos da sociedade americana.

Dez anos mais tarde, após guerras, incursões infrutíferas de forças especiais americanas em terreno estrangeiro, violação da privacidade de centenas de pessoas, cerceamento de direitos do indivíduo em favor da liberdade e dezenas de milhares de dólares investidos; morre, assassinado com um tiro, o autor intelectual do atentado às torres gêmeas e somos capazes de ouvir o discurso do pontífice máximo americano: “A justiça foi feita”.

Não estaríamos vendo uma relação obsessiva, com a diferença apenas no fato de ambas as partes envolvidas estarem encarnadas? Dona Ivone Pereira nos ensina que há vários tipos de obsessão e que um destes tipos é o estabelecido entre espíritos encarnados.

Tenho a certeza de que a justiça foi feita e continuará a ser feita, uma vez que Deus, nosso pai amado, continuará a oferecer condições a todos nós de revermos nossos valores e de construirmos nossa própria felicidade.

Também estou certo de que o autor da justiça não foi o assassino e nem tão pouco o mandante deste assassinato, assim como também posso afirmar que a nação americana não foi uma vítima inocente nesta história.

Seguimos nossas vidas tentando significar nossas existências e ainda muito confusos com relação a qual a vida realmente importa. Chegará o dia em que compreenderemos o que Jesus quis nos dizer quando resumiu toda a lei de Deus da seguinte forma:

“Amarás a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Deus e o Universo

Pensamento para o Dia 19/04/2011 (http://www.sathyasai.org.br/)

“Aqueles que afirmam que o Universo é real, mas ao mesmo tempo declaram que a existência de Deus é apenas um sonho, só estão provando sua própria ignorância. Pois, quando o efeito, ou seja o Cosmos, é real, ele deve ter uma Causa, pois como pode haver efeito sem causa? Deus pode ser negado somente quando o Universo for negado. O que agora aparece como o Cosmos é realmente Deus. Essa é a visão que o verdadeiro aspirante (Sadhaka) conseguirá quando for bem-sucedido em sua empreitada. De fato, o Universo que experienciamos é o sonho. Quando acordamos do sonho, a Verdade do seu ser, Deus, brilhará na consciência. Desde o início dos tempos, o Deus a quem concebemos fora de nós mesmos tem sido também a realidade dentro de nós. Essa Verdade também se tornará constante com o crescimento da fé.”

Sathya Sai Baba

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desarme-se?

Comecei a pensar um pouco sobre o distanciamento entre a lei divina e a lei humana e acabei escrevendo um artigo que pode nos ajudar muito a pensar sobre o papel do ser na sociedade.

Convido-o à leitura e gostaria de ouvir sua opinião à luz da doutrina espírita. http://www.anaje.com.br/index.php/archives/507

quarta-feira, 2 de março de 2011

Caridade

"Caridade" foi proferida no Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas, na Zona Sul do Rio de Janeiro em 2010, e teve como tema principal a caridadeo. Compartilho com vocês a gravação da palestra na integra.

Acesse o webEspiritismo e ouça o Podcast "Caridade".

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Apoio ao crescimento

"Apoio ao Crescimento" foi proferida no Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas, na Zona Sul do Rio de Janeiro em 2010, e teve como tema principal o aspecto do progresso, estando baseada no capítulo XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, escrito por Allan Kardec. Compartilho com vocês a gravação da palestra na integra.

Acesse o webEspiritismo e ouça o Podcast "Apoio ao Crescimento".

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Amor aos Inimigos

Esta palestra foi proferida no Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e teve como tema principal o capítulo XII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Compartilho com vocês a gravação da palestra na integra

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Levantar-se e servir

Tive a oportunidade de refletir com a audiência da Casa de Paulo de Tarso na Zona Sul do Rio de Janeiro sobre o tema "Levantar e servir". Compartilho com vocês a gravação da palestra na integra

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dez mandamentos para afelicidade

recebi de uma amiga e desconhecemos a fonte, mas a informação é preciosa para ficar esquecida em um email

Dez mandamentos para afelicidade

      Nunca se esqueça de Deus
      Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.
      Um com Deus é maioria.
      Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.
      Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.
      O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa.
      Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.
      A fé ri das impossibilidades.
      Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
      Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um Grande DEUS.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Esculpir a felicidade

No círculo de atuação que nos foi delegado, façamos o bem quanto nos é possível, visto que o Divino Artesão espera que cumpramos a parte que nos cabe, executando a obra confiada em nossas mãos.
Batuíra

Recentemente consegui reconhecer que não faço a menor ideia do que significa a palavra amor e que, consequentemente, muitos de meus conceitos precisam ser pensados com muita atenção.

Esta constatação foi muito importante, uma vez que me ajudou a buscar uma forma de significar um conceito que é vital na construção dos pensamentos e sentimentos alinhados com as propostas da maioria dos grupamentos religiosos ocidentais, além de ser a base também da ética segundo alguns estudiosos do assunto e o ponto central de equilíbrio psicológico do ser humano.

O conceito de amor surge em nossos discursos com enorme frequência e está, na maioria das vezes, ligado a boas impressões, boas sensações e boas experiências que surgem quando sentimos e vivenciamos a vida segundo conduta moral específica que se caracteriza por forma altruísta de ver o mundo e as relações que nele estabelecemos.

A doutrina espírita não é diferente neste ponto com relação a outras doutrinas religiosas ocidentais. Ela resgata o discurso judaico que foi enfaticamente abordado por Jesus e propõe que a nossa meta é “amarmos a Deus sobre todas as coisas e amarmos o próximo como nós mesmos”. Associa o amor à atitude cotidiana e propõe que o bem é o amor colocado em ação com vistas à promoção da vida espiritual que se enraíza através das vivências materiais estruturando o universo e espelhando o sentimento com que o criador se dedica a cada um de nós.

Paulo de Tarso faz outra importante associação relacionada ao amor e que também serve de base para o pensamento da doutrina espírita. Ele sugere que nossas práticas cotidianas com vistas ao cumprimento de nossos papéis na sociedade, quando realizadas com amor, passam a ser classificadas como caridade e sobre este tema versam os espíritos com grande ênfase nas obras da codificação básica da doutrina espírita e em centenas de outras obras.

Aos poucos vamos enxergando que o amor está na base da maioria das propostas espíritas, de muitas correntes religiosas e laicas da sociedade e nem nos damos conta disso! O progresso individual e coletivo, o exercício ético de nossas profissões, o desejo de nos mantermos vivos, o perdão das ofensas, as atitudes de não-violência, a medicina, a pedagogia, a ideia de justiça humana, a ideia de justiça divina, o conceito de liberdade, entre tantas outros.

Entretanto, dificilmente seremos capazes de responder a questão central em nosso atual estágio evolutivo. Como conceituar o amor. Como compreender esta forma de ser, sentir, pensar e agir na vida que nos causa tanta alegria, que promove a união e que se constitui no maior desafio para a humanidade em nossos dias?

Batuíra nos propõe em sua citação que somos obra de trabalho individualizado, cuidadoso e atento do criador, visto como um artesão que talha suas obras com um objetivo específico e só descansa quando o atinge. Sinto que neste discurso reside a ideia do amor enquanto ação e destinação.

Fomos criados com amor para cumprirmos uma tarefa. Comportamo-nos com amor quando aceitamos a tarefa que nos compete e nos dedicamos a executá-la. Ao realizarmos nosso papel, atuamos no bem e vivenciamos o amor.

Desta forma, mesmo que ainda não consigamos conceituar o amor, acredito que temos boas pistas de como ele se manifesta em nossas vidas e de como construí-lo, uma vez que nós o sentimos através das repercussões de nossas ações no universo.

Vivamos nossa busca com dedicação total. Dia chegará em que poderemos falar com grande propriedade sobre o amor. Por hora basta fazermos ao outro o que queremos que nos façam.

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Este artigo faz parte do projeto Reflexão Diária que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

Você poderá acompanhar todas as citações e reflexões publicadas no WebEspiritismo usando o Marcador “Reflexão diária”. A lista de Marcadores usados está disponível na coluna lateral do blog sob o título “Marcadores”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desviei-me um pouco do projeto de Reflexões Diárias hoje, mas foi por uma boa causa.

Estive ontem na Casa de Emmanuel participando de um estudo e senti-me de tal forma envolvido pela vida que precisei falar um pouco sobre minha vivência.

Como meu relato nasceu e cresceu de forma espontaneamente poética e dissociado do linguajar espírita, postei em meu site pessoal, mas compartilho os links aqui.

Namaste

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Acreditar

Acredita em ti mesmo e prossegue o teu caminho, que vencerás todos os obstáculos que queiram interromper-te, pois do alto vem ajuda, sem que possas perceber.
Miramez

Esta citação de Miramez remeteu-me a um de meus livros prediletos, Evolução em dois mundos, uma das obras escritas através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier cuja autoria espiritual é de Andrá Luiz.

Na referida obra o autor nos fala sobre o desenvolvimento do espírito desde as suas origens como princípio inteligente apresentando-nos o trabalho detalhista e cheio de amor que os espíritos superiores realizam para apoiar cada criatura de Deus em seu movimento de despertamento para a realidade divina da qual fazem parte.

Segundo o autor, os espíritos superiores são responsáveis pelo acompanhamento de cada criatura no planeta e empenham-se desde a formação planetária para equilibrar as forças naturais e oferecer o ambiente material mais adequado a cada uma das necessidades das criaturas que nele habitam.

Pouco a pouco nós, os tutelados destes dedicados companheiros de jornada evolutiva, desabrochamos, nos desenvolvemos; sempre apoiadas pelo trabalho incansável dos cientistas siderais que criam corpos cada vez mais complexos com o objetivo de nos oferecer as ferramentas de manifestação mais adequadas às nossas capacidades de manifestação da consciência no mundo material.

Através deste breve e simplificado relato sobre o que acontece nas esferas espirituais superiores de nosso pequenino planeta começamos a perceber o que nos diz Miramez quando nos convida a fazermos a nossa parte e a nos sentirmos apoiados pois a ajuda sempre está presente.

Somos parte de uma enorme malha de relações energéticas materializada por nossos pensamentos, sentimentos e ações na malha divina chamada criação. Movimentamo-nos de forma ascensional e ininterrupta rumo à perfeição, ou seja, rumo à amplitude de consciência acerca de nós mesmos e do ambiente que geramos a partir de nossas iniciativas. Há sempre espaço para aprendizado e crescimento individual e coletivo. Há sempre apoio de algum espírito que nos conhece e que sabe como nos ajudar a crescer.

Todos os nossos esforços de manifestação são aproveitados pelas leis divinas em favor de nós mesmos e daqueles que conosco convivem. Não há nada que façamos que não possa ser revertido em potencial útil de crescimento e, portanto, estamos sempre sendo apoiados em nossos movimentos pelas leis divinas.

Os obstáculos que surgem em nosso caminho não são impedimentos à nossa jornada de construção de felicidade, mas passos que precisam ser dados para que desenvolvamos o entendimento necessário para atingirmos nosso grande objetivo, a plenitude espiritual e consequentemente a felicidade.

Os ensinamentos contidos nas obras básicas de Allan Kardec, principalmente em O livro dos espíritos e em O evangelho segundo o espiritismo, sugerem que o objetivo da vida material que estamos vivenciando é o exercício de nossas potencialidades e consequente desenvolvimento espiritual.

Jesus nos disse que o julgo é leve, desde que procuremos observar as leis propostas por Deus, nosso criador e a elas tentemos nos conformar; ou seja, na medida em que percebemos que somos convidados a aprender e nos esforçamos por aprender da melhor forma possível, as dificuldades ficam mais suaves e construímos vidas mais repletas de felicidade.

A doutrina dos espíritos nos ensina também que o destino final de nossas vidas não é o mundo material, mas o espiritual, “Meu Reino não é deste mundo”, e que temos várias oportunidade materiais para aprendermos e desabrocharmos para a nossa realidade, “É preciso nascer novamente”.

Somos conduzidos por braços invisíveis que se manifestam de forma sutil, quase imperceptível, em nossas vidas através de atos de amor, mas conseguimos intuir ligeiramente estes atos quando estamos ligados aos mananciais superiores da vida ou pelo menos conseguimos compreendê-los através da razão.

Resta-nos então fazermos a nossa parte. Arregaçarmos nossas mangas e movimentarmo-nos intensamente na busca do belo, do bom e do ético com todas as nossas forças, certos de que, estaremos sempre apoiados por braços fortes que nos amam.

Sigamos para a luz confiantes em nosso potencial.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Precisas de ajuda?

Socorrer é um ato de amor. Não indagues se o que te pede ajuda a merece; lembra-te de que Deus não te ajuda por teus méritos, mas por muito te amar.
Cenyra Pinto

Há um paradigma vigente em nossa sociedade que sugere que se estamos sendo beneficiados de alguma forma, se estamos recebendo facilidades para tocar a vida é porque fizemos por merecê-las e que, por outro lado, se nos portamos de forma inadequada em relação aos códigos de conduta aceitos estamos fadados a castigos, restrições, sofrimentos e penalidades.

Este paradigma é amplamente apoiado pelo pensamento religioso vigente e também podemos encontrar orientações na doutrina espírita que o suportam. Entretanto, acredito que devamos olhar com muito cuidado para o que costumamos chamar de lei de causa e efeito. “A cada um segundo as suas obras” é o que nos dizem as escrituras sagradas católicas, os ensinamentos de Moisés e de tantos outros, mas será que este pensamento é o único a determinar os recursos que nos são colocados ao alcance das nossas mãos?

A doutrina espírita vem nos apresentar outra forma de ver e refletir sobre esta questão e é exatamente esta abordagem que Cenyra Pinto nos sugere observar em sua citação; ela nos remete à lei de solidariedade que rege as nossas relações e é uma importante referência para a nossa conduta.

Fomos criados através de um ato de amor de nosso criador, não havíamos feito nada ainda que justificasse tamanho carinho e atenção. Estamos, desde então, destinados à felicidade, que poderá ser alcançada através de nossos próprios esforços de autodescobrimento, realizados com o apoio de leis naturais que garantem todas as oportunidades necessárias à empreitada e que se manifestam através das outras criaturas que estão em nosso entorno.

Podemos ver todo o movimento da vida como um movimento ascensional, conforme proposto em O livro dos espíritos de Allan Kardec, através de estágios muito simples de percepção de nós mesmos e de Deus para atingirmos o estado angelical em que nos manifestamos em plenitude máxima de percepção de nós mesmos e de Deus.

Quando lemos livros como “Evolução em dois mundos” e “A caminho da luz”, ambos de autoria carnal de Francisco Cândido Xavier que serviu como intérprete para os autores espirituais destas obras; vemos que a vida é um movimento contínuo de transformação rumo a estágios cada vez mais complexos de manifestação e que estes movimentos são regidos por espíritos que atingiram um estado de consciência de si mesmos muito superior ao nosso e que, portanto, estão mais integrados à natureza.

Estes espíritos, classificados como superiores quando nos comparamos a eles, estão trabalhando para atender às prerrogativas da vida que já conseguem perceber e dedicam-se, não para garantir punições àqueles que erram, mas a garantir que cada criatura sob sua tutela tenha oportunidades reais de desenvolver-se enquanto espírito imortal, filho de Deus.

As dificuldades a que todos nós estamos sujeitos caracterizam-se, segundo esta visão, como oportunidades de aprendizado que foram construídas pelo movimento natural das leis de Deus e pela solidariedade dos espíritos superiores que coordenam o nosso desenvolvimento.

Se hoje precisamos de socorro, é porque ainda não conseguimos olhar a vida e a nós mesmos com o olhar da criatura destinada à perfeição e, portanto, precisamos de ajuda. O próprio Cristo, quando questionado sobre seu hábito de dar atenção a “pessoas de má vida”, declarou que não havia vindo para os sãos, mas para os doentes; ele não se negou a ajudar em momento algum, mas atendeu segundo a capacidade de aproveitamento daquele que precisava de ajuda.

Muitos foram curados pelos milagres de Jesus, muitos voltaram a adoecer após as curas milagrosas, muitos modificaram a forma de ser e de agir sem ter conseguido atingir curas físicas e viveram plenamente o restante da encarnação.

As palavras de Cenyra Pinto nos levam a outro patamar de ação diante daquele que sofre. Não devemos nos perguntar se a pessoa merece ser ajudada, mas qual é a melhor forma de ajudá-la para que ela possa conduzir-se à descoberta de sua própria realidade espiritual.

A natureza não mede merecimento, ela manifesta-se para despertar aquele que está adormecido. Que possamos aprender esta lição e nos apoiarmos sempre em um enorme movimento solidário de crescimento.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu posso mais

Ainda mesmo que te sintas em lugar impróprio às tuas aptidões e mesmos que as tuas atividades pareçam sem qualquer importância, lembra-te que a lei do Senhor te coloca presentemente na condição em que podes produzir e aprender com mais segurança.
Emmanuel

Quando comecei a dedicar-me ao estudo da doutrina espírita tinha a impressão de que, pelo volume de literatura disponível, seria impossível conseguir assimilar todos os conceitos disponíveis, mas não desanimei e segui o ritmo que me era possível, mergulhado nas atividades de estudo e de assistência ao próximo. Conforme o tempo passou comecei a perceber que a doutrina espírita é algo simples; existem poucos conceitos que nos apoiam a viver e a construir a felicidade para nós e para aqueles que estão à nossa volta.

O grande volume de obras espíritas dá-se pela nossa dificuldade em perceber o simples e de vivenciá-lo. Estamos em constante contato com o plano espiritual e investimos bastante tempo estudando, refletindo e publicando livros em um laboratório para conseguirmos compreender a realidade e transformarmos nossas ações, sentimentos e pensamentos a fim de atingirmos estados mais amplos de consciência a cerca de nós mesmo e sermos felizes.

Quando Emmanuel nos convoca a olhar para o sentimento de inadequação ante a uma determinada situação da vida e nos recorda que aquela situação caracteriza um ambiente seguro de trabalho e aprendizado espiritual está, na realidade, remetendo-nos aos princípios essenciais da doutrina espírita.

Tudo o que existe foi criado através de atos de amor por uma potencia infinitamente boa e justa que a tudo e a todos coordena.

Somos espíritos imortais criados desconhecedores a cerca de nós mesmos e da realidade que nos cerca e estamos destinados à felicidade que será atingida através de uma série de vivências de aprendizado organizadas por leis comuns a todos e que regulam toda a criação fazendo valer a vontade do criador.

Nossa realidade é a espiritual, da qual conseguimos informações através da mediunidade que nos possibilita estabelecer uma ponte entre o plano dos encarnados e o dos desencarnados.

Quando pensamos na informação trazida por Emmanuel a partir destes princípios, somos forçados a aceitar o fato de que ninguém está inserido em uma situação de vida por engano e que através desta vivência será possível recolher preciosos aprendizados sobre a criação, fato que nos possibilita significarmos a nossa existência e a do nosso entorno.

É interessante perceber que Emmanuel aborda o sentimento de inadequação devido à aparente inutilidade do que fazemos, mas podemos ampliar esta ideia a todos as situações, uma vez que estamos sempre convidados ao progresso espiritual através de oportunidades encarnatórias.

Se nos sentimos constrangidos pela dificuldade em realizar as nossas tarefas, se não conseguimos aprender com a rapidez e a eficiência que desejamos, se não conseguimos “estabilizar“ o ambiente à nossa volta e nos encontramos em constante movimento de transformação ou mesmo se estamos em um marasmo em que nada ao nosso entorno parece mudar; estamos convidados a observar, vivenciar, refletir, transformar e aprender.

Não há situação em que estejamos que não tenha o objetivo de nos oferecer um aprendizado sobre a vida, esta é uma importante informação que a doutrina espírita nos oferece. Não há situação que seja injusta ou inadequada às nossas necessidades.

Quando temos o sentimento de inadequação frente à nossa vida, talvez não estejamos olhando-a pela ótica correta ou talvez não estejamos sendo capazes de nos abrirmos para o aprendizado espiritual.

Este sentimento não significa que devamos simplesmente aceitar o que nos é oferecido e vivermos a vida como é possível. Significa que algo em nossa forma de ver, de agir e de sentir deve ser transformado. Talvez estejamos sendo convidados a reformular a vida e a buscarmos novos desafios, talvez estejamos sendo convocados a trabalharmos a resignação ante o que não pode ser mudado. Não há como saber qual o objetivo, uma vez que este espelha uma necessidade individual e pode prestar-se a diversos aprendizados distintos.

Recordando-me da lição “A desgraça real”, contida em O evangelho segundo o espiritismo de Allan Kardec, complementaria ainda a reflexão com a informação trazida pelos espíritos a cerca das situações de aparente desgraça ou de aparente bonança. Não é o fato que importa, mas sim o que fazemos a partir dele que importa para a caminhada do espírito.

Procuremos então sentir em nossas entranhas o que o universo quer nos dizer ao nos sentirmos inadequados ante uma situação vivida. Precisamos modificar as lentes de ver, sentir e agir e temos em nossas mãos todas as ferramentas de que necessitamos para isso.

Vamos aprender a ser espíritos imortais filhos de Deus!

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pelo tempo necessário

Sofrerás, apenas, o de que necessites, para seres livre.
Padecerás, somente, enquanto estejas incurso nos débitos contraídos.
Penarás, ante a injunção que mereças, e não mais.
Joanna de Ângelis

Ser espírita, estudar e refletir sobre as informações trazidas pelos espíritos desencarnados e elaborar uma transformação pessoal é uma tarefa que parece-me, muitas vezes, algo difícil. Constantemente me percebo reclamando dos problemas, lamentando que, apesar do esforço realizado, os problemas continuam acontecendo. Sinto-me desprotegido e só, principalmente quando tenho meus anseios e objetivos frustrados por algum fato da vida.

Pelo que converso com outras pessoas, estes momentos de esforço e dificuldades, assim como os sentimentos e emoções que identifiquei são muito comuns. Acredito que sejam características de espíritos imortais encarnados que ainda não conseguiram construir em si uma visão plena, na mente e no coração, sobre o que significa ser um espírito imortal, filho de Deus, entidade boa e justa que deseja que todos os seus filhos percebam-se e comportem-se segundo o amor com que foram criados.

Allan Kardec em suas obras que compõe a base da doutrina espírita, assim como seus sucessores, vêm apresentando sistematicamente notícias e informações sobre o plano espiritual, sobre a necessidade de assumirmos as rédeas de nossos pensamentos, sentimentos e atos, sobre a necessidade de despertarmos para o processo de desenvolvimento intelecto-moral em curso para toda a humanidade; mas nos falam também sobre consolo e estímulo à vida.

Cada revelação, cada reflexão realizada à luz da imortalidade da alma e do amor maior que nos envolve, cada relato espiritual a cerca das maravilhas que nos aguardam na vida futura servem também como um bálsamo que torna a vida material e suas enormes dificuldades um pouco mais suave; enchem-nos o coração de esperanças e alimentam a certeza de que um dia nós seremos capazes de superarmos todas estas dificuldades e estaremos vivenciando situações de plena felicidade e amor no exercício de nossas atribuições espirituais.

Jesus já havia nos falado sobre o julgo leve, que se caracteriza pela suavização dos pesares da vida em função da observância da lei divina. Grandes nomes anteriormente a ele também apontam em seus discursos a necessidade de adoção de um código de conduta mais direcionado à ética para que possamos, desta forma, sofrermos menos e sermos mais felizes.

Sofremos porque ainda desconhecemos a vida espiritual. Sofremos porque ainda estamos muito presos à realidade material, sofremos porque estamos inseridos em processo de aprendizado. Talvez estas sejam as informações mais enriquecedoras que a doutrina espírita tem a nos oferecer. Através de seus conteúdos conseguimos compreender a nossa verdadeira realidade, a espiritual, e passamos a entender melhor a realidade que nos cerca e a significar de forma diferente o que nos ocorre.

Como somos espíritos imortais inseridos em oportunidade de aprendizado adequada à nossas necessidades de aprendizado, temos condições de determinar o fim de nossas dores e sofrimentos. Basta nos empenharmos para aprender a lição proposta pela vida o mais rápido possível para que tenhamos aquela etapa concluída e dela guardemos apenas os momentos positivos.

Nesta citação Joanna nos convida à revisão das formas de proceder perante a vida. Se desejamos a liberdade e queremos evitar os sofrimentos, torna-se necessário o empenho pessoal no sentido de modificar condutas, sentimentos e pensamentos.

Não necessitamos de agentes externos, cultos específicos ou templos para liberarmo-nos do sofrimento. Voltemos nosso olhar para dentro de nós, reflitamos a cerca das possibilidades de mudança oferecidas pelas condições da vida e trabalhemos para agilizar as transformações necessárias em nós mesmos para sermos mais livres.

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Este artigo faz parte do projeto Reflexão Diária que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu sou

Embora encontre alívio e apoio nos alicerces da fé exterior, nos templos religiosos, não se esqueça que somente sua força interior será o sustento decisivo perante os obstáculos a vencer
Ermance Dufaux

Há 2000 anos Jesus nos disse que se tivéssemos a fé do tamanho de um grão de mostarda seríamos capazes de mover montanhas de um lugar para outro, sugerindo que nossa fé ainda era pequena e que necessitava ser desenvolvida. Falou-nos sobre um reino de outro mundo, de suas maravilhas e da felicidade que lá poderíamos encontrar, desde que buscássemos seguir um código de conduta moral específico em que as pessoas respeitam-se, mesmo sendo inimigas e que praticam com frequência o perdão das ofensas sofridas.

Já naquela época a questão da fé e da forma como a manifestávamos assumia importante papel no cotidiano do ser humano. Sempre estivemos ocupados em, de alguma forma, reconhecer a autoridade superior à realidade material através dos movimentos religiosos construídos a partir de variados entendimentos.

Vivemos até o presente momento cercados de cultos, rituais e práticas religiosas externas que, segundo os que os praticam, são o caminho para os resultados desejados. Continuamos presos a velas, sacrifícios, talismãs e à boa vontade das entidades espirituais que nos observam e atendem às nossas vontades. “Amarramos” pessoas que desejamos, “castigamos” pessoas que nos ofendem, “descarregamos” as energias negativas que nos atingem, “barganhamos” com santos acendendo velas e pagando penitências.

A grande questão é que, mesmo com as grandes forças que conseguimos mobilizar através das práticas externas, ainda não somos capazes de atingir todos os resultados que desejamos e, vez por outra, somos levados à descrença por não ser nossa vontade preponderante. Migramos de grupamento religioso em grupamento religioso buscando a fé salvadora, sem nos darmos conta que talvez a chave para nossa felicidade esteja dentro de nós mesmos.

A doutrina dos espíritos, conforme Allan Kardec em O livro dos espíritos e em O evangelho segundo o espiritismo, propõe que, como filhos de Deus e detentores de enorme potencial de manipulação do ambiente, basta acreditarmos e trabalharmos em prol de nossos objetivos para sermos capazes de atingir os resultados esperados, ou seja, pelas palavras de Ermance Dufaux, somente a força interior que existe em cada um de nós será o sustento decisivo para vencer os obstáculos.

Jesus já nos dava uma pista deste conceito ao propor que somos deuses e que podemos, de acordo com nossas ações, atingir nossos objetivos (é necessário buscar para achar, bater para que a porta se abra).

Quando O evangelho segundo o espiritismo trata a questão da fé, ele propõe que nossa capacidade de realização é muito maior do que imaginamos e não está, necessariamente, ligada à questão religiosa. Somos capazes de realizar muitos prodígios, de transformarmos a realidade à nossa volta, de erradicarmos doenças, de estabelecermos a paz, basta que acreditemos nesta possibilidade e trabalhemos arduamente para atingir nossos objetivos.

Basta olharmos para o nosso planeta e para todas as realizações que temos concretizado ao longo dos séculos desde os primeiros homens das cavernas. Transpusemos rios e montanhas, superamos a força das marés, conquistamos as terras geladas, fomos à lua, erradicamos doenças e inventamos novas espécies de plantas e animais, apenas para citar pequenos exemplos de ações que foram concretizadas porque acreditamos na possibilidade e buscamos os recursos necessários.

Dia chegará em que a nossa crença em nós mesmos será tão grande que não necessitaremos mais de instrumentos para operar nossos milagres e nem colocaremos mais a realização de nossos sonhos nas mãos de terceiros, sejam representantes de credos religiosos, santidades ou espíritos superiores.

Por hora estamos convidados pela natureza que nos cerca ao exercício de conhecimento de nossas próprias individualidades e do entendimento do dever moral a que deus nos conclama a cumprir da melhor forma possível.

Sigamos o dia-a-dia de nossas vidas contando com a ação solidária daqueles que nos cercam, contando com o trabalho em equipe e com o apoio que a fé externa é capaz de nos oferecer, mas não nos esqueçamos que temos enorme potencial em nós que aguarda para eclodir de forma bela e plena.

Esforcemo-nos para compreendermos as palavras de Jesus e buscarmos amar a nós mesmos para que possamos, desta forma, amarmos ao próximo e a Deus sobre todas as coisas.

Acreditemos que somos capazes, arregacemos as mangas de nossas camisas e nos coloquemos em trabalho constante.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Caminhando junto

Ter compaixão é lembrar que a dor do outro poderia ser a sua. É reconhecer o sofrimento do próximo e ajuda-lo a superar o momento difícil. A compaixão está intimamente ligada à ação.
Hammed

Muitas vezes nos vemos aflitos por grandes problemas e não conseguimos mobilizar nossas energias para superar a situação. Tornamo-nos cegos diante do universo de bênçãos que está à nossa disposição e ficamos aprisionados em um determinado modelo mental sem achar uma solução adequada.

Acredito que seja nestas horas que mais precisamos do apoio daqueles que compreendem o momento por que estamos passando e que, movidos por um ato de compaixão, estendem o braço amigo para nos ajudar.

Nesta relação de apoiador e apoiado, movida por sentimento sincero de bem querer e que dá as bases para a realização de variadas ações que levam ao contorno da dificuldade ou à aceitação do que não pode ser remediado de uma forma mais resignada e amena, identificamos um grande espaço de crescimento para todas os personagens envolvidos.

Beneficia-se não apenas aquele que é ajudado, mas também aquele que ajuda, uma vez que recolhe precioso material de reflexão, aprende a ver a vida com o olhar do outro, exercita a paciência, a fé, o desejo de ajudar e a mente na busca por oferecer o melhor para o ajudado.

Ao entrar em contato com a situação de dor e sofrimento, todos os envolvidos, mesmo os que desejam apenas ajudar, recolhem precioso material de aprendizado que lhes capacitará a ver a vida de uma forma mais ampla.

Para aquele que é alvo da ajuda, além do valioso apoio, que pode chegar de várias formas, recebe também a mensagem de que nesta vida ninguém caminha solitário rumo à construção da felicidade. É momento para aprender sobre a lei de sociedade e de solidariedade, para apreender que a vida é organizada de forma a integrar toda a criação em uma grande convivência solidária.

Amor colocado em prática, amor em movimento, caridade, compaixão, palavras que apontam para um mesmo conjunto de valores que se constroem a partir dos princípios de solidariedade propostos pelo entendimento espírita a cerca das leis divinas e que constituem a operacionalização do “amar ao próximo como a si mesmo”, proposto nas doutrinas judaica, cristã e espírita.

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