sábado, 4 de junho de 2011

Caráter ou Conhecimento?

Alguns dizem que o conhecimento é valioso, mas o caráter é mais importante que o conhecimento. Pode-se ser erudito, pode-se ocupar cargos elevados de autoridade, pode-se ser muito rico ou ser um eminente cientista, mas se alguém não tem caráter, todas as outras aquisições são absolutamente inúteis. Sacrifício, amor, compaixão e paciência são as qualidades humanas genuínas que devem ser fomentadas, descartando ciúme, ódio, ego e raiva, que são qualidades animais.
Sathya Sai Baba
Pensamento para o Dia 02/06/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil

Vários modelos religiosos de pensamento propõe que é necessidade do ser humano preocupar-se com valores morais, sendo estes mais importantes que os valores intelectuais.

A doutrina espírita nos propõe o desenvolvimento intelectual como via de capacitação do espírito para o desenvolvimento do senso moral, meta de todo espírito e única via para a construção da felicidade plena.

A partir da citação de Sai Baba e seguindo esta linha de pensamento, fiquei com a impressão de que ainda temos muito a caminhar até mesmo para começarmos a priorizar os valores corretos.

Não sei se você concorda, mas tenho a impressão de que ainda vivemos um período de super valorização do conhecimento intelectual e desvalorização dos princípios morais. Parece que muitas academias sequer oferecem o pensamento sobre os aspectos morais e éticos e, quando o fazem, fazem de forma superficial.

Vejo escolas prepararem seus alunos para o mundo da competição, oferecendo conhecimentos nas áreas de ciências exatas, humanas, biológicas, mas muito pouco se fala do indivíduo, de suas relações, dos valores éticos.

Aqui no Brasil nós nem nos preocupamos, pelo menos nas escolas públicas, em ensinar aspectos simples da vida de qualquer cidadão, quais sejam a cidadania, a preocupação com os valores coletivos, a valorização do exercício político consciente, entre tantos outros.

Olho para mim mesmo e sinto uma enorme lacuna neste sentido, lacuna que é, em parte, suprida pela educação religiosa oferecida pela casa espírita, que me convida diariamente a refletir, estudar, associar idéias, estabelecer ilações e tomar decisões sobre o meu posicionamento no mundo.

Fiquei pensando como é que as religiões estão se posicionando neste sentido. Será que as instituições religiosas estão cumprindo este papel de fomentar o desenvolvimento de valores morais? Será que estão agindo de forma libertadora para com os indivíduos apresentando-lhe modelos de pensamento em que o sujeito precisa assumir os rumos de sua própria vida para construir a sua felicidade? Ou o estão aprisionando em um conjunto de idéias fechado e que causa diversos conflitos com o que se faz na sociedade atualmente?

E se nem mesmo as religiões estiverem cumprindo seu papel de educação moral? Qual a instituição está cumprindo este papel?

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