terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Quem foi que fez?


Quem foi que fez?
(João de Deus Limeira)
Poema declamado por Alberto Almeida durante a palestra “O Amor Fonte de Vida”

Quem foi que fez o sol tão vivificador?
E sua luz resplandecente cheia de fulgor?
Os trilhões de estrelas que cintilam nos céus?
E as nuvens vaporosas como densos véus?
A mecânica celeste, o arcano profundo
da eterna ciência que equilibra os mundos?
Os microorganismos em desenvolvimento
e os orbes gigantescos em deferecimento?
O átomo e a nebulosa, a ameba e o Serafim,
e as origens das coisas que nunca terão fim?
A virtude impoluta que não se modifica,
e a possante energia que a tudo vivifica?
Quem foi que fez o vento, a chuva, o raio e o
trovão?
A primavera, o outono e também o verão?
O perfume das flores, o som, a luz, o ar?
Os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar?
Quem foi que fez o infravermelho e o ultravioleta?
E fez da lagarta surgir uma bela borboleta?
O esperto gafanhoto e o formoso rouxinol?
Surgindo a alvorada, os clarões da luz do sol?
Quem foi que fez as feras bravas, os ternos
passarinhos,
a asa dos insetos e a beleza de um ninho?
Deu agilidade incrível à pulga saltitante,
e fez o passo lerdo e tardo do elefante?
Quem foi que fez o colibri com linda sutileza,
sugando o mel das flores com tal delicadeza?
O tatu escavando a cova em que se abriga,
e a faina inesgotável da minúscula formiga?
O inquieto macaco, o fogoso corcel,
e a abelha trabalhando na construção do mel?
Quem foi que fez a ostra, o golfinho, o tubarão, a
baleia?
E a engenhosa aranha tecendo a sua teia?
E o instinto de conservação,
como bússola infalível de orientação,
guiando com acertos os irracionais,
sem nunca transgredir as regras naturais?
As maravilhas do reino mineral,
o leito onde repousa o reino vegetal,
os prodígios da animalidade,
e um elo mais acima, a nossa humanidade?
E tantos outros reinos que nós desconhecemos,
sistema de mundos que nem nos apercebemos?
Os gênios tutelares arqui-angelicais,
imersos nos segredos dos planos siderais?
Que maravilha é esta que eu não posso descrever,
com todo dramatismo que eu pudesse ter?
Artista inimitável, sublime e ilimitável.
Me ponho de joelhos e contemplo abismado.
E pergunto a mim mesma com estupefação.
Quem criou isso com tanta perfeição até o perdão?
Quem dá sem pedir nada, e paga sem dever nada?
E a tudo movimenta sem nunca se mover?
Formando e transformando.
Criando e dirigindo.
Governando e agindo.
Quem tem tamanho poder?
Pergunto a outras vozes.
Quem que podeis dizer?
Eu vos peço queridos irmãos, amigos meus.
E as vozes me respondem:
Foi Deus
Foi Deus
Foi Deus.

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