quarta-feira, 2 de março de 2016

Ferramentas para construção da Felicidade

614. O que se deve entender por lei natural?
— A natural é a lei de Deus; é a única necessária à felicidade do homem; ela lhe indica o que ele deve fazer ou não fazer e ele só se torna infeliz porque dela se afasta.

615. A lei de Deus é eterna?
— É eterna e imutável, como o próprio Deus(1).

616. Deus teria prescrito aos homens, numa época, aquilo que lhes proibiria em outra?
– Deus não se engana; os homens é que são obrigados a modificar as suas leis que são imperfeitas; mas as leis de Deus são perfeitas. A harmonia que regula o universo material e o universo moral se funda nas leis que Deus estabeleceu por toda a eternidade.

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Parte III - Caracteres da Lei Natural

Somos individualidades imortais criadas por uma potência soberanamente boa e justa estando destinados a conquistar a felicidade através de nossos próprios esforços. Detemos todos os recursos necessários e suficientes para empreendermos esta jornada e o que retarda nossa caminhada é a natural dificuldade daquele que não consegue, por ignorância, perceber este fato.

Estamos inseridos em um ambiente regido pelos desígnios do criador e uma das características muito marcantes deste ambiente chamado universo é o fato de constituir-se como enorme escola que leva a criatura do átomo ao arcanjo através de sucessivas experiências nas quais ela desenvolve competências, amplia o olhar e constitui metainformações que a capacita ao estado de perfeita harmonia com sua origem e destino.

Allan Kardec, após descobrir e compreender o fenômeno autointitulado espírito, assunto tratado na segunda parte de O Livro dos Espíritos, parte para compreender as relações entre o sujeito e o universo, a estas relações chama de Leis Divinas,  o objeto de estudo da terceira parte do livro.

Pensando nas relações do espírito consigo mesmo, com a sociedade e com Deus, Kardec busca ampliar a visão humana sobre o funcionamento do universo considerando o componente espiritual e a destinação à perfeição a que todos nós estamos sujeitos.

Na quarta parte trata de refletir, a partir das Leis Naturais, as consequências a cerca de nossas posturas nos campos da ação, do pensamento e do sentimento, estabelecendo com clareza a necessidade de ajustarmos nossa forma de interagir com o Universo afim de conquistarmos a tão sonhada felicidade.

O estudo da preciosa obra da codificação espírita, O Livro dos Espíritos, apresenta-nos a possibilidade de melhor controlarmos nossos destinos reduzindo sofrimentos e aumentando a nossa felicidade por nos ajudar a compreender melhor quem somos, para onde vamos e quais as regras implicadas neste processo de desenvolvimento individual e coletivo a que estamos submetidos.

Pensar nas Leis Naturais é, portanto, prospectarmos sobre a nossa natureza, nosso destino e sobre as regras do processo. É assenhorearmo-nos de poderosas ferramentas para a construção de nossa felicidade.


Referências bibliográficas

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