sábado, 18 de fevereiro de 2012

Aprender dialogando

Terminei de ler “Espiritismo e religiões – por uma teologia pluralista”, do André Andrade Pereira, e recomendo a leitura. Espíritas e não espíritas, todos nós, deveríamos ler e refletir sobre o convite feito pelo autor.


Uma reflexão sobre a visão plural, sobre a convivência com o diferente e de aprendizado da arte de dialogar como caminho para a construção da felicidade planetária.


Como nos diz o André, estamos precisando muito estabelecer canais de diálogo com as diferentes linhas de pensamento se desejamos revolucionar nossa sociedade ainda neste século.


Vejam o que nos diz:

O século XXI abre o terceiro milênio com uma imensa esperança de entendimento e paz entre os povos, de  despertar de corações e mentes para a promoção da vida e da dignidade do ser humano, podendo se tornar oremos o fim da fome, das guerras, dos preconceitos e da destruição inconseqüente da natureza. Estudiosos apontam  que este será o século da sensibilidade e da arte, o que  permitirá o desenvolvimento do sentimento humano,da intuição, abrindo a possibilidade de se alcançar um novo patamar de hominização.

Nunca antes na história, o homem dispôs de condições técnicas que lhe permitissem o intenso fluxo de comunicações, trocas materiais e espirituais entre todos os lugares do globo, de tal forma a dar a impressão de estarmos todos vivendo em um só tempo, em um só espaço e numa mesma lógica de sobrevivência e interdependência. O homem, cada vez mais, percebe a Terra como a casa comum de todos, e já começa a despertar para a necessidade de preservar as fontes de vida, e as fontes de riquezas culturais e espirituais desenvolvidas, ao longo dos séculos, pelos diferentes povos.


Estão sendo dados os primeiros passos do projeto de humanidade, vista agora como uma só família sobre a Terra, e são infinitas as possibilidades de configuração social, política, econômica, cultural e espiritual desta verdadeira oikoumene.  A consciência de que todos partilhamos um destino comum, nesse pequeno planeta azul em viagem pelo espaço, abre novos horizontes e novas exigências éticas para a vida social. O desafio que se apresenta é o da paz, da compreensão, da preservação da vida, da justiça e da realização dos projetos de vida de todos e de cada um.


A construção de uma convivência pacífica, da aceitação e respeito universal aos direitos humanos, e da preservação da vida do planeta, no entanto, dependerá de algo muito mais do que das possibilidades abertas pela tecnologia e pelas conquistas do conhecimento científico. Para alcançar o horizonte de realização acalentado nos sonhos de tantos lutadores e missionários dos séculos anteriores, será preciso o aprendizado da arte de dialogar, de compreender e, sobretudo, de amar.

Espiritismo e religiões – por uma teologia pluralista
André Andrade Pereira
Editora Comenius

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