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domingo, 9 de janeiro de 2011

Caminho certo para a felicidade

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Jesus

Ao recordar-se deste ensinamento judaico Jesus apresentou-nos uma preciosa mensagem. Não apenas conseguiu resumir toda a lei de Deus, desprovendo-a de ritos materiais, práticas externas, tratados filosóficos ou sistemas humanos complexos; mas também nos apresentou um guia de ações seguras para chegarmos à plenitude.

Não conseguimos compreender Deus em sua totalidade, e, consequentemente, ainda nos é muito difícil amá-lo, mas temos um caminho que nos leva a este amor.

Podemos amar a criação como amamos a nós mesmos e, desta forma, conseguiremos amar a Deus como todo o nosso coração.

Mas resta-nos ainda um grande desafio para amarmos a criação à nossa volta. Será que nos conhecemos? Será que realmente nos conhecemos suficientemente para podermos dizer que nos amamos?

O que será que significa amarmos a nós mesmos? Acredito que existe um componente espiritual neste pensamento e, portanto, ainda temos uma grande caminhada para a concretização do amor. Precisamos percebermo-nos como criaturas espirituais, imortais, criaturas de uma entidade criadora.

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Caminho certo para a felicidade de C. Guilherme Fraenkel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Unported.
Permissões além do escopo desta licença podem estar disponíveis em http://www.guilherme.fraenkel.nom.br/?page_id=10.


Este artigo faz parte de um conjunto de reflexões diárias que iniciou-se em 05/01/2011 a partir de um presente que ganhei em 2010, uma caixinha cheia de citações (veja o artigo "O importante não é a etiqueta" para mais detalhes)

Você poderá acompanhar todas as citações e reflexões publicadas no WebEspiritismo usando o Marcador “Reflexão diária”. A lista de Marcadores usados está disponível na coluna lateral do blog sob o título “Marcadores”

Agir com moralidade na vida

A mais importante busca humana é esforçar-se pela moralidade em nossa ação. Nosso equilíbrio interno, inclusive da existência, depende disso. Somente a moralidade em nossas ações pode dar beleza e dignidade à vida. Fazer disso uma força viva é trazê-la para a consciência é talvez a tarefa principal da educação.
Albert Einstein

Acredito que a felicidade autêntica surge em nossas vidas quando conseguimos atingir um estado de equilíbrio entre as nossas aspirações e as nossas ações, ou seja, quando cumprimos o papel a que estamos destinados.

Segundo a doutrina espírita, nós espíritos imortais fomos criados simples e ignorantes por uma entidade infinitamente boa e justa e estamos destinados a um caminhar repleto de descobertas e construções conscientes rumo à integração absoluta com a obra da criação.

Agir com moralidade, como percebo, trata-se então de agir de forma voluntária e consciente para cumprir o nosso papel na natureza. É vivermos de acordo com a percepção de que cada momento da vida é um chamado para novas experiências coletivas com vistas à auto-realização individual e coletiva, é estarmos perfeitamente integrados com o fluxo dinâmico da vida.

Conscientizarmo-nos desta realidade e agirmos de forma ampla como espíritos imortais talvez seja o grande desafio para a humanidade.

Com este olhar, talvez devamos ser um pouco mais críticos quanto aos resultados esperados das ações de educação que estão sendo implementadas em nossa sociedade. Será que vemos a educação como uma forma de promoção desta visão da vida que precisa ser construída com urgência ou será que estamos vendo a educação simplesmente como um conjunto de treinamentos que nos especializam à realização de algo?

Albert Einstein fala de um tipo de educação que, pelo que percebo, está ficando esquecido nas entrelinhas dos grandes pensadores. Educação moral, pensamento ético, estímulo ao sentimento de religiosidade estão tornando-se “ações caretas” para muitos.

Nossas instituições falam muito em capacitar pessoas para a vida, ou seja para o mercado de trabalho, mas falam pouco em perceber a vida, as pessoas à volta e a beleza da criação. Cada vez mais somos treinados a olharmos para nós mesmos e para nossos desejos e necessidades, mas estamos perdendo a visão coletiva da vida.

Talvez seja hora de repensarmos o que entendemos por educação.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A construção de relações saudáveis

É justo que anseie por alegria, encanto, harmonia e paz nas relações, entretanto, recorde sempre que tais conquistas de amor solicitam esforços e abnegação, entendimento e perdão, renúncia e paciência.
Ermance Dufaux

As ideias de justiça e de felicidade fazem parte do repertório de todos os espíritos. Esta é uma certeza que os espíritos superiores nos passam através da doutrina espírita quando nos dizem que carregamos a semente divina em nós, mas que pode ser facilmente constatada observando-se as manifestações humanas, uma vez que todas elas clamam por justiça e buscam a felicidade do indivíduo.

Acredito que a nossa grande dificuldade começa no momento em que ainda não conseguimos significar de forma ampla estas ideias em nossas vidas. Como cada um de nós significa a justiça e a felicidade de acordo com o seu próprio conjunto de experiências, vivenciadas ao longo de variadas encarnações, começamos a identificar os conflitos, os debates, as divergências de ideias e de sistemas filosóficos, religiosos, sociais, econômicos e até mesmo de convivência com aqueles que nos cercam.

Como não nos percebemos ainda em plenitude como espíritos imortais, filhos de Deus destinados à felicidade eterna e, consequentemente, também não vemos ainda a criação de Deus de forma ampla, acabamos desenvolvendo visões muito distorcidas da realidade divina e muito discrepantes em relação à visão de outros espíritos. Acredito que esta seja a grande base da dificuldade em estabelecermos relações salutares com o próximo.

A partir daí comecei a pensar que nosso desejo de estabelecer relações maravilhosas com aqueles que nos cercam, como sugere Ermance Dufaux, é sincero e muito justo, mas algo difícil no atual estágio de nossa humanidade, dado que cada indivíduo porta sua própria forma de significar a realidade á sua volta e nem sempre está comprometido com o respeito aos limites estabelecidos pelo outro.

Sendo assim, a construção de relações enobrecidas, que promovem um estado salutar de convivência e que catalisem os movimentos individual e coletivo de crescimento em direção á realidade espiritual da vida, perceptível através das impressões de alegria, encanto, harmonia e paz, só é possível se nos decidirmos por abrirmo-nos para o outro, para as relações.

Acredito ser necessário tentarmos ver o mundo sob a ótica de nossos companheiros e aceitarmos o fato de que a nossa visão do mundo não é a única e, tão pouco, a melhor. Este esforço, pelas palavras de Ermance Dufaux realiza-se através da abnegação, do entendimento do perdão, da renúncia e da paciência.

Assim sendo, se desejamos boas relações com aqueles com quem convivemos, torna-se imprescindível estarmos atentos ao fato de sermos individualidades distintas à caminho da felicidade. É necessário amarmo-nos uns aos outros como a nós mesmos.

Estejamos atentos a este sublime ensinamento contido em todas as mensagens religiosas e esforcemo-nos por construir uma sociedade melhor.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Aprisionado pelas máscaras da vida

Nossos preconceitos são máscaras que, inicialmente, nos dão um aparente conforto e proteção, mas, depois, nos confinam entre grilhões e opressões. Talvez a causa da nossa insatisfação seja não estarmos fazendo o que queremos, e sim o que os outros disseram que devemos fazer.
Hammed

Viver em sociedade não é nada fácil. Sentimos uma enorme necessidade de darmos vazão aos nossos sentimentos e emoções e clamamos constantemente por liberdade de ação, mas não nos damos conta de que ser livre não é fazer o que queremos, mas agir na plenitude de nossas possibilidades com vistas a nos capacitarmos para ações mais abrangentes. Pelo menos este é o entendimento que tenho sobre a questão do Livre Arbítrio, a liberdade de escolha.

Nos tornamos cada vez mais capazes de fazermos escolhas conscientes e, à medida que esta capacidade aumenta, nossa liberdade aumenta, juntamente com a responsabilidade por nossos atos e com a percepção de coletivo, o tão falado “amor ao próximo com o a si mesmo” proposto nos 10 mandamentos.

Os espíritos nos dizem em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, na parte que trata da Lei de Liberdade, uma das leis naturais que regem a criação de Deus materializando a sua vontade, que não temos a liberdade absoluta de ação, uma vez que vivemos em sociedade e que devemos respeitar os limites que definem as individualidades que convivem conosco, assim como elas devem respeitar os nossos limites.

Temos sim, ainda segundo os espíritos em O Livro dos Espíritos, a liberdade de pensamento, que pode vir a ser limitada pela ação de outras individualidades, mas que é um direito individual que deve ser respeitado. Podemos e devemos exercitar esta liberdade, caminho seguro para nosso desenvolvimento intelecto e moral.

Quando li a citação de Hammed sobre as máscaras e associei com esta questão das leis de liberdade, de progresso e de sociedade, fiquei pensando se, ao assumirmos uma máscara, ou seja, ao assumirmos determinados padrões de comportamento para sermos aceitos em grupamentos de espíritos encarnados ou desencarnados sem realmente compartilharmos do conjunto de crenças e valores que os embasam; não estaríamos, voluntariamente abrindo mão de nossa liberdade de pensamento e, até mesmo, da limitada liberdade de ação que temos. Talvez devamos compreender primeiro para agir depois.

Tomamos esta medida de abrir mão de nossas liberdades, como disse, para sermos aceitos, ou seja, para “facilitar” a vida, para “reduzir” as dificuldades, para nos sentirmos parte de alguma coisa maior que nós e, desta forma, significarmos a nós mesmos. Queremos nos sentir normais, queremos ser como outras pessoas, como nossos ídolos.

A grande questão é que este conceito de normalidade não existe.

Os espíritos superiores nos ensinam que espíritos são individualidades dotadas de vontade e de inteligência; cada espírito é único por ser fruto de suas construções históricas ao longo de diversas vivências espirituais, sejam no plano dos espíritos encarnados ou dos espíritos desencarnados.

Podemos perceber padrões comportamentais, sentimentais e emocionais comuns, uma vez que somos todos espíritos em jornada de progresso, filhos de um único Deus bom e justo, e é exatamente isto que define os agrupamentos espirituais, as famílias espirituais, conforme O Evangelho Segundo os Espíritos de Allan Kardec. Mas não podemos esquecer que somos destinados a sermos nós mesmos na criação, a termos nossas próprias ideias e nos sentirmos livres para realizarmos nossas próprias construções.

Acredito que a sociedade deva ser um espaço de convivência em que cada individualidade manifeste-se livremente; mas de forma respeitosa em relação ao outro. Desta forma poderemos realizar esforços de crescimento individuais e coletivos mais eficientes e, mais rapidamente, atingirmos um estado de felicidade plena.

Talvez o sentimento de aprisionamento quando usamos máscaras surja exatamente quando identificamos que poderíamos estar seguindo nossas vidas de acordo com determinadas bases, mas que não o fazemos por estamos muito ocupados tentando viver sobre outras bases. É claro que esta ideia é apenas um pensamento, mas talvez possamos pensar juntos sobre o assunto.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Prato de Arroz

Recebi de uma querida amiga e acho que vale a reflexão sobre a diversidade.

"Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:

- Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:

- Sim, geralmente na mesma hora em que o seu vem cheirar as flores!

"Respeitar as opções do outro "em qualquer aspecto" é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda".