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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O importante não é a etiqueta

Ganhei um presente no ano passado que vinha usando para reflexões pessoais mas percebi que poderia render bons frutos para outras pessoas também. Trata-se de uma pequena caixa com frases de diversos autores espíritas

Decidi realizar minhas reflexões em voz alta! :)

A partir de hoje continuarei a retirar uma frase e a refletir sobre ela, mas, como exercício em 2011, passo a publicá-la no blog. Para facilitar a identificação das reflexões diárias, usarei o Marcador “Reflexão diária” para identificar o artigo.

O importante não é a "etiqueta" que usamos, mas é o que faço "da" vida, "com" a vida e "pela" vida.
Lourdes Catherine

Quando começamos a estudar a doutrina espírita logo percebemos que se trata de um pensamento filosófico com bases comprováveis através da ciência e que nos remete a um sentido de religiosidade profundo em que a responsabilidade aparece como ator central na vida com vistas à construção de um futuro promissor para nós enquanto espíritos imortais.

Os espíritos nos ensinam em o Evangelho Segundo o Espiritismo, codificado por Allan Kardec a partir de mensagens ditadas por espíritos e recebidas através de médiuns idôneos, que podemos classificar um evento como uma desgraça apenas a partir das consequências que traga para a vida da pessoa.

Podemos ser atores principais em uma situação que poderia ser classificada como um revés e que, ao desdobrar-se, apresenta-se como uma oportunidade de crescimento espiritual real e fruto de muitas felicidades em um futuro próximo.

Em outras situações podemos experimentar situações que, aparentemente são bons acontecimentos, mas que acabam servindo de móveis para que tomemos decisões equivocadas e nos compliquemos espiritualmente perante as leis de Deus.

A partir da frase de Lourdes Catherine comecei a pensar sobre o assunto e tirei uma conclusão interessante.

Já que:

  • Só identificamos uma desgraça se nossas ações a partir do evento acontecido nos levarem a posições de sofrimento, independentemente de o evento ter causado um grande dano material ou ter trazido uma grande felicidade.
  • Temos o livre arbítrio, a liberdade de escolha, que abre para cada espírito a oportunidade de crescer e descobrir-se através da responsabilidade por seus próprios atos.
  • Somos espíritos imortais criados por Deus, potência de infinita bondade e Justiça, plenitude do amor; e contamos com as diversas oportunidades encarnatórias, neste ou em outros mundos para nos tornarmos espíritos perfeitos, cumpridores das obrigações morais que nos competem e plenamente felizes.

Podemos aproveitar muito cada acontecimento, aparentemente bom ou ruim, para construir uma vida plena, cada vez mais consciente da existência de Deus, ou seja, uma vida feliz, uma vez que o que conta é a forma como nos portamos e não o gatilho que nos força a agir.

Devemos nos esforçar, portanto, para aproveitar cada acontecimento em nossas vidas para nos mantermos em movimento de aprendizado e desenvolvimento espiritual constante.

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O importante não é a etiqueta de C. Guilherme Fraenkel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Unported.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Diferenças entre Religião e Espiritualidade

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um caso de Chico e Bezerra

Recebi este relato cuja naração é atribuída a Divaldo Franco. Compartilho o relato com todos.

O mais bonito, não eram apenas as visitas que o Chico fazia com os grupos, mas aquelas anônimas que ele realizava pela madrugada, quando saía sozinho para levar seu conforto moral à famílias doentes, a pessoas moribundas, às vezes acompanhado por um amigo para assessorá-lo, ajudá-lo, pois já portava alguns problemas de saúde, mas sem que ninguém o soubesse.

Ali estava a maior antena paranormal da humanidade dos últimos séculos, apagando este potencial para chorar com uma família que tinha fome.

Ele contou-me que tinha o hábito, em Pedro Leopoldo, de visitar pessoas que ficavam embaixo de uma velha ponte numa estrada abandonada, e que ruíra.

Iam ele, sua irmã Luiza e mais duas ou três pessoas muito pobres de sua comunidade.

À medida que eles aumentavam a freqüência de visitas, os necessitados foram se avolumando, e mal conseguiam víveres para o grupo, pois que os seus salários eram insuficientes, e todos eram pessoas de escassos recursos.

O esposo de Luíza, que era fiscal da prefeitura, recolhia, quando nas feiras-livres havia excedente, legumes e outros alimentos, e que eram doados para distribuir anonimamente, nos sábados, à noite, aos necessitados da ponte.

Houve, porém, um dia em que ele, Luíza e suas auxiliares não tinham absolutamente nada; decidiu-se então, não irem, pois aquela gente estava com fome e nada teriam para oferecer. Eles também estavam vivendo com extremas dificuldades.

Foi quando apareceu-lhe o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, que sugeriu colocassem alguns jarros com água, que ele iria magnetizá-los para serem distribuídas, havendo, ao menos, alguma coisa para dar. Ele assim o fez, e o Espírito benfeitor, utilizando-se do seu ectoplasma bem como o das demais pessoas presentes, fluidificou o líquido.

Esse adquiriu um suave perfume, e então o Chico tomou as moringas e, com suas amigas, após a reunião convencional do sábado, dirigiram-se à ponte. Quando lá chegaram encontraram umas 200 pessoas, entre crianças, adultos, enfermos em geral, pessoas com graves problemas espirituais, necessitados.

'Lá vem o Chico, dona Luíza' - gritaram e ele, constrangido e angustiado, por ter levado apenas água (o povo nem sabia o que seria água magnetizada, fluidificada) , pretendeu explicar a ocorrência. Levantou-se e falou:

- 'Meus irmãos, hoje nós não temos nada' - e narrou a dificuldade. As pessoas ficaram logo ofendidas, tomando atitudes de desrespeito, e ele começou a chorar. Neste momento, uma das assistidas levantou-se e disse:

' - Alto lá! Este homem e estas mulheres vêm sempre aqui nos ajudar, e hoje, que eles não têm nada para nos dar, cabe-nos dar-lhes alguma coisa. Vamos dar-lhes a nossa alegria, vamos cantar, vamos agradecer a Deus.'

Enquanto ela estava dizendo isso, apareceu um caminhão carregado, e alguém, lá de dentro, interrogou:

- 'quem é Chico Xavier?'

Quando ele atendeu, o motorista perguntou se ele se lembrava de um certo Dr. Fulano de Tal? Chico recordava-se de um certo senhor de grandes posses materiais que vivia em São Paulo, que um ano antes estivera em Pedro Leopoldo, e lhe contara o drama de que era objeto.

Seu filho querido desencarnara, ele e a esposa estavam desesperados - ainda não havia o denominado Correio de Luz, eram comunicações mais esporádicas - e Chico compadeceu-se muito da angústia do casal.

Durante a reunião, o filhinho veio trazido pelo Dr. Bezerra de Menezes e escreveu uma consoladora mensagem. Então o cavalheiro disse-lhe:

'- Um dia, Chico, eu hei de retribuir-lhe de alguma forma. Mas como é que meu filho deu esta comunicação?'

Chico explicou-lhe:

' - É natural esse fenômeno, graças ao venerando Espírito Dr. Bezerra de Menezes, que trouxe o jovem desencarnado para este fim', e deu-lhe uma idéia muito rápida do que eram as comunicações mediúnicas.

O casal ficou muito grato ao Dr. Bezerra de Menezes, e repetiu que um dia haveria de retribuir a graça recebida.

Foi quando o motorista lhe narrou:

- 'Estou trazendo este caminhão de alimentos mandado pelo Sr. Fulano de Tal, que me deu o endereço do Centro onde deveria entregar a carga, mas tive um problema na estrada, e atrasei-me; quando cheguei, estava tudo fechado. Olhei para os lados e apareceu-me um senhor de idade com barbas brancas, e perguntou o que eu desejava.

' - Estou procurando o Sr. Chico Xavier' - respondi.

' - Pois olhe: dobre ali, vá até uma ponte caída, e diga que fui eu quem o orientou' - respondeu-me.

' - E qual o seu nome?' - indaguei, e ele respondeu ' - Bezerra de Menezes'.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pedagogia do amor

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”
Jesus

Esta citação histórica, que não foi inventada por nosso irmão maior, uma vez que já constava na literatura judaica, apresenta-nos o resumo de toda a lei de Deus e constitui-se, acredito eu, no maior desfio para nossa vida.

Ainda outro dia estava me perguntando. Será que consigo amar ao próximo como a mim mesmo? Será que realmente me amo?

Matutando sobre isso cheguei ao texto do blog Educador de Almas entitulado O desafio da Pedagogia do Amor em que autor relata uma experiência vivida durante um trabalho de atendimento à pessoas em situação de rua e fui levado, mais uma vez a pensar sobre a questão do amor.

Talvez nossa grande dificuldade, até mesmo em estabelecer a relação de equivalência entre as frases “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar ao próximo como a si mesmo” resida na dificuldade de nos percebermos como espíritos imortais, criados por Deus e, portanto, irmãos nesta grande obra que é a vida.

Começo a acreditar que no dia em que conseguirmos ampliar a nossa visão a cerca de nós mesmos a tal ponto de não nos percebermos mais como individualidades isoladas, mas como indivíduos inteligentes e imateriais criados por uma potência amorosa e partícipes de uma grande malha energética chamada criação de Deus seremos capazes de vivenciar plenamente a mensagem enfatizada por Jesus e seremos finalmente completos.

Apoiaremo-nos uns aos outros, apesar das diferenças e sentiremos prazer em acolher. Não mais repeliremos o outro que se apresenta de peito aberto manifestando através de suas ações as suas dificuldades e dores.

Vejo que temos muito trabalho a ser feito, principalmente na construção do entendimento a cerca de nós mesmos. É preciso ampliar nossos horizontes.

Talvez o nosso desafio seja aprender a nos amarmos como filhos de Deus para sermos capazes de amarmos ao próximo como a nós mesmos e, consequentemente, a Deus

Convenção Mundial no Umbral!

Recebi este email de um amigo e desconheço a autoria, mas achei interessante a abordagem.

Não defendo que devamos deixar tudo de lado, mas questiono se realmente não estamos dando pouca atenção para os valores que realmente imortam

A Reunião das Trevas

O Chefe dos Espíritos das Trevas convocou uma Convenção Mundial de obsessores.

Em seu discurso de abertura, ele disse:

"Não podemos impedir os cristãos de irem aos seus templos."

"Não podemos impedi-los de ler os livros e conhecerem a verdade."

"Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com os Espíritos Elevados e Jesus.

"E, uma vez que eles ganham essa conexão com os Espíritos Elevados e Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado."

"Então vamos deixá-los ir para seus Centros Espíritas e suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que neles organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento elevado". "O que quero que vocês façam é o seguinte"- disse o obsessor-chefe:

"Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se de Jesus e dos espíritos superiores."

"- Como vamos fazer isto? Gritaram os seus asseclas.

Respondeu-lhes:

"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes."

"Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado..."

"Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios."

"Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos."

"À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho".

"Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranquila que orienta seus espíritos".

"Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais".

"Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia".

"Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos".

"Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças".

"Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que os maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas"...

"Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começarão a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias mais rapidamente."

"Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos, o significado real do Natal."

"Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição de Jesus, e a Sua mensagem sobre o pecado e a morte."

"Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!".

"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro banais, apresentações artísticas mundanas e à TV entorpecedora. Mantenha-os ocupados, ocupados."

"E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, principalmente fofocas, para que, ao saírem, o façam com as consciências comprometidas".

"Encham as vidas de todos eles com tantas causas supostamente importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a espiritualidade e Jesus".

"Muito em breve, eles estarão buscando, em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa."

"Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!"

Os espíritos trevosos ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias. Não tendo nenhum tempo para contar a outros sobre a sublimidade e o poder do Evangelho de Jesus para transformar suas vidas.