Não há dois princípios no mundo: o Bm e o Mal. O Mal é feito de contraste, qual a noite é do dia. Não tem existência própria. O Mal é o estado de inferioridade e de ignorância do ser em caminho de evolução. Os primeiros degraus da escada imensa representam o que se chama o mal; mas, à medida que o ser se eleva, realiza o bem em si e em torno de si – o mal vai atenuando-se, e depois se desvanece. O mal é a ausência do bem. Se parece dominar ainda em nosso planeta, é porque este é um dos primeiros anéis da cadeia, morada de Almas elementares que estréiam na rude senda do conhecimento, ou, então, de Almas culpadas, em rumo de reparação. Nos mundos mais adiantados, o Bem se expande e, de grau em grau, acaba reinando sem partilhaDenis, Léon; O grande Enigma; Feb; As leis universais; pp 80, 81
Ciência, Filosofia e Religiosidade, transcendência da realidade material
Por Guilherme Fraenkel
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O Mal não existe
Poema Divino
O Universo é um poema sublime do qual começamos a soletrar o primeiro canto. Apenas discernimos algumas notas, alguns murmúrios longínquos e enfraquecidos! Já essas primeiras letras do maravilhoso alfabeto musical nos enchem de entusiasmo. Que será quando, tornados mais dignos de interpretar a divina linguagem, percebermos, compreendermos as grandes harmonias do Espaço, o acorde infinito na variedade infinita, o canto modulado por esses milhões de astros que, na diversidade prodigiosa de seus volumes e de seus movimentos, afinam suas vibrações por uma simpatia eterna?
Perguntar-se-á, porém: Que diz, essa música celeste, esa voz dos céus profundos?
Essa linguagem ritmada é o Verbo por excelência, aquele pelo qual todos os mundos e todos os seres superiores se comunicam entre si, chamam-se através das distâncias; pelo qual nos comunicaremos um dia com as outras famílias humanas que povoam o Espaço estrelado.
É o princípio mesmo das vibrações que servem para traduzir o pensamento, a telegrafia universal, veículo da idéia em todas as regiões do Universo, linguagem das almas elevadas, entretendo-se de um astro a outro com suas obras comuns, com o fim a atingir, com os progressos a realizar.
É ainda um hino que os mundos cantam a Deus, ora cântico de alegria, de adoração, ora de lamentação e de prece; é a grande voz das coisas, o grito de amor que sobe eternamente para a inteligência ordenadora dos universos.Denis, Léon; O grande Enigma; Feb; As harmonias do Espaço; pp 60, 61
Respirando Deus
Nas almas evolvidas, o sentimento da solidariedade torna-se bastante intenso para transformar em comunhão perpétua com todos os seres e com Deus.
A alma pura comunga com a Natureza inteira; inebria-se nos esplendores da Criação infinita. Tudo: os astros do céu, as flores do prado, a canção do regato, a variedade de paisagens terrestres, os horizontes fugitivos do mar, a serenidade dos espaços, tudo lhe fala uma linguagem harmoniosa. Em todas esas coisas visíveis, a Alma atenta descobre a manifestação do pensamento invisível que cobre o Cosmos. Este reveste para ela um aspecto encantador. Torna-se o teatro da vida e da comunhão universais, comunhão dos seres uns com os outros e de todos os seres com Deus, seu pai.
Não há distância entre as almas que se amam, porque se comunicam através da extensão.
O Universo é animado de vida potente: vibra qual uma harpa sob a ação divina. As irradiações do pensamento o percorrem em todos os sentidos e transmitem mensagens de Espírito a Espírito, através do espaço. Esse Universo que Deus povoou de Inteligências, a fim de que o conheçam e o amem e cumpram a sua Lei, Ele o enche de sua presença, ilumina-o com a sua luz, aquece-o com o amor.Denis, Léon; O grande Enigma; Feb; Solidariedade; comunhão universal; pp 44, 45
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dimensões de Deus
Comecei a realizar uma nova leitura que, aliás, recomendo a todos. O livro chama-se O Grande Enigma e é de autoria do genial Léon Denis. Separei um pedacinho desta riqueza para convidá-los. No trecho extraído do livro, contido no capítulo I da primeira parte, Denis fala sobre Deus através do Universo. é simplesmente emocionante.
"A terra voga sem ruído na extensão. Essa massa de dez mil léguas de circuito desliza sobre as ondas do éter qual um pássaro no Espaço, qual um mosquito na luz. Nada denuncia sua marcha imponente. Nenhum ranger de rodas, nenhum murmúrio de vagas sob seus flancos. Silenciosa, ela passa, rola entre suas irmãs do céu. Toda a potente máquina do universo se agita; os milhões de sóis e de mundos que a compões, mundos perto dos quais o nosso vale por uma criança, todos se deslocam, se entrecruzam, prosseguem suas evoluções com velocidades aterradoras, sem que som algum ou qualquer choque venha trair a ação desse gigantesco aparelho. O Universo continua calmo. É o equilíbrio absoluto; é a majestade de um poder misterioso, de uma inteligência que não se impõe, que se esconde no seio das coisas, e cuja presença se revela ao pensamento e ao coração, e que atrai o pesquisador qual a vertigem do abismo.
Se a Terra evolucionasse com estrondo; se o mecanismo do mundo regulasse com fracasso, os homens, aterrorizados, curvar-se-iam e creriam. Mas, não! A obra formidável se executa sem esforço. Globos e sóis flutuam no Infinito, tão livres quanto plumas sob a brisa. Avante, sempre avante! O rodar das esferas se efetua guiado por uma potência invisível.
A vontade que dirige o Universo se disfarça a todos os olhares. As coisas estão dispostas de maneira que ninguém é obrigado a lhes dar crédito. Se a ordem e a harmonia do Cosmos não bastam para convencer o homem, este é livre no conjecturar. Nada constrange o cético para ir a Deus."
Denis, Leon; O grande enigma; editora FEB
sábado, 3 de janeiro de 2009
Dia de Finados e a Doutrina Espírita
Fui convidado pelo Grupo de Estudos Espíritas Rita de Cássia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a realizar uma reflexão à luz da doutrina espírita sobre a comemoração do dia dos mortos, ou dia de finados. Esta reflexão foi realizada no dia 01/11/2008 e a disponibilizo na íntegra através deste artigo
Procurei usar como orientação geral os itens 4, 5 e 6 do capítulo XXIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que tratam a questão dos reais valores para o espírito com relação a vida e a morte. Espero que apreciem a reflexão.
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