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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mortes prematuras

Mortes prematuras

Este artigo tem por objetivo olhar para o contexto em que há promoção de mortes prematuras; quais sejam o suicídio, a eutanásia, a ortotanásia, o abordo ou quaisquer outras modalidades de ação que visem definir pelo uso do livre arbítrio o encerramento de encarnações sem que as possibilidades biológicas tenham sido esgotadas; buscando compreender de forma ampla as bases de pensamento que levam a tais ações, as dores e aflições decorrentes das mesmas, possíveis caminhos para que o espírito encarnado possa lidar de uma forma positiva com seu passado e estruturas de pensamento profilático para que nos cenários de dores superlativas seja possível optar por caminhos menos dolorosos.

Muito se tem falado sobre as dinâmicas sociais modernas que parecem supervalorizar as possibilidades de promoção de morte prematura apontadas por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos e em O Evangelho Segundo o Espiritismo como entraves sérios para a felicidade espiritual e que estão sendo vistas pelas sociedades como boas soluções para sofrimentos superlativos.

Centenas de grupos ativistas tem se mobilizado pelo mundo polarizando esta discussão. Buscam sensibilizar a população ao assunto levando-a a tomar partido e buscam legalizar ferramentas que possam servir aos seus propósitos.

Há países em que legal e culturalmente algumas modalidades de mortes prematuras são aceitas sob a mais variada gama de argumentos enquanto outros se mostram absolutamente intolerantes resgatando princípios éticos, religiosos, filosóficos e econômicos também das mais variadas ordens.

No meio do intenso debate identificamos milhares de pessoas a favor ou contra que vertem suas impressões pelas ruas, buscando alternativas para evitar a promoção de mortes prematuras ou para promovê-las.

Mesmo julgando importantes estes debates e ações por promoverem o aprimoramento das relações sociais, o espírito crítico entre as pessoas e o estabelecimento de políticas em acordo com a liberdade coletiva, percebemos a necessidade premente de encarar a promoção de mortes prematuras como sintoma de um fenômeno mais complexo que tem suas origens em questões filosóficas antigas que deságuam na contemporaneidade sob diversas formas de pensamentos religiosos, filosóficos, científicos e até mesmo artísticos.

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Estas perguntas continuam a ser atuais por muito tempo nos movimentarão como seres dotados de pensamento contínuo e de capacidade de raciocínio concreto e abstrato.

Já identificamos a impossibilidade de ações mecanicamente motivadas a partir de gatilhos instintivos que regem o mundo animal, mas não o hominal, pelo menos não em um número significativo de ações.

Necessário se faz, portanto, aquiescer que por traz de cada ação/pensamento/construção humana é possível mapear uma intencionalidade, mesmo que movida pela pulsão inconsciente do ser. Não há ações não intencionais na vida do Homem! O que caracteriza o momento evolutivo em que nos encontramos. Somo criaturas desafiadas ao desenvolvimento dos potenciais espirituais mais sublimes através do uso do livre arbítrio e pelo sofrimento das consequências oferecidas pela Lei Divina a cada mobilização de potências para nós disponíveis.

Está claro que o sofrimento oriundo de situações vivenciais das mais variadas ordens concorre para que se opte pelas mortes prematuras como caminhos pertinentes para a solução de problemas, fato que considera a intencionalidade das ações e nos revela a necessidade de refletirmos sobre os propósitos que nos movem na vida em sociedade.

Joanna de Angelis nos apresenta o Homem-sensação, criatura historicamente localizada que tem como fruto de longuíssimo processo evolutivo a possibilidade de mobilização de capacidades na busca da fruição de sensações; sendo capaz inclusive de sufocar comportamentos instintivos para vivenciá-las.

Ainda profundamente movidos pelas sensações e portadores de várias dificuldades para mobilizar sentimentos, muitas vezes somos tomados por dores superlativas para as quais é difícil formular respostas de longo prazo que nos ajudem a superar o momento de forma diferenciada, o que nos leva a ações pontuais que trazem consequências consideráveis para o espírito a longo prazo.

Em outros casos mantemos propósitos estreitos e persistentes, circunscritos à dimensão material, que fazem com que olhemos para a vida com olhar distorcido. Distanciando-nos do prumo seguro oferecido pela lei divina e mergulhando-nos no orgulho, na vaidade e no egoísmo, valores que segundo o espiritismo, precisam ser desmontados para que possamos ser felizes enquanto indivíduos interconectados na criação de Deus.

Em ambas as situações, como criaturas imperfeitas e densamente materializadas, seguimos mobilizados pela matéria chegando, em alguns casos, a negar a faceta espiritual de nossas essências. Esta miopia espiritual leva-nos a decisões que consideram prioritariamente as dimensões sensoriais da matéria e que visam sanar a dor de forma rápida e com o menor esforço possível possibilitando, assim, a fruição das oportunidades materiais com maior intensidade ou a libertação das dores e sofrimentos vivenciados.

Enxergando a dor e as dificuldades como impedimentos à felicidade e ao bem-estar, sofremos ao vivenciarmos expectativas frustradas. Expectativas que foram fundamentadas em interpretações parciais e incompletas da vida, por vezes distantes de um propósito espiritual maior.

É certo que nossas dores e dificuldades são apresentados pela lei divina de maneira proporcional ao nosso grau de desenvolvimento espiritual e que muitas vezes a promoção de mortes prematuras por um sujeito pode seguir por muitos anos sem ser vista por ele como um equívoco. Mas, como a lei é de progresso e o destino é a felicidade oriunda do dever moral cumprido em sua mais ampla acepção, o momento de conscientização sempre nos atinge provocando-nos a modificar nossas formas de ver, sentir, pensar e agir no mundo. Este despertamento chega naturalmente pelas dores que nos apontam perspectivas que precisam ser revistas no momento atual. São, portanto, lições de aprendizado que nos legarão ganhos espirituais e não impedimentos à felicidade.

Mobilizados pelo presente material e sentindo a urgência que a vida de escassez nos oferece, acabamos deixando de buscar uma visão sistêmica que justifique o padecimento e aponte novas possibilidades. Deixamos de ver os ciclos repetitivos de dores em que nos mantemos e ficamos cegos à misericórdia divina que nos oferece os recursos de superação.

A promoção de mortes prematuras pode ser vista, portanto, como o sintoma de nossa imperfeição enquanto criaturas que não veem a continuidade da vida após o encerramento das possibilidades biológicas e nem o propósito espiritual de tais vivências. O que nos leva a agir como se fôssemos criaturas com existências restritas, curtas e reguladas por um sistema de escassez onde não há recursos suficientes para que todos fruam das sensações materiais com o maior vigor possível.

Muitas vezes justificadas pelo amor aos nossos queridos e pela impossibilidade de vê-los sofrer, desconsideramos que mesmo a dolorosa oportunidade é campo fértil onde plantamos nossa felicidade porvindoura.

Descrentes da continuidade da vida após a morte do corpo físico e da necessidade das vivências materiais para que atinjamos a felicidade espiritual, agimos a favor de nós mesmos e do outro promovendo mortes prematuras para nos resguardarmos da dor e do sofrimento.

Mas, como nada se perde na lei natural e a natureza não dá saltos aprimorando-se vagarosa mas constantemente na direção do belo, do puro e do bem, precisamos olhar para os atos, pensamentos e sentimentos de desvalorização da vida como um momento necessário de nossa jornada evolutiva.

Os espíritos sugerem a benevolência para com todos, a indulgência para com a imperfeição alheia e o perdão das ofensas como os caminhos concretos para a prática da caridade que um dia a todos nós legará indizível estado de plenitude espiritual.

Isto significa dizer que todos nós temos o direito ao erro como caminho para aprendermos a escolher o que é certo e que precisamos do apoio daqueles que conosco caminham sofrendo as consequências de nossas ações para que consigamos construir novas estruturas de pensamento/sentimento/ação.

Cabe à lei divina regular as consequências dos atos de acordo com as necessidades de cada espírito e a nós, irmãos em criação, o dever de aliviar a dor sempre que possível. Não nos cabe, conforme o Cristo nos ensinou, o julgamento dos outros. Devemos nos utilizarmos desta capacidade para identificar nossos próprios movimentos equivocados e buscarmos melhores opções. O julgamento tem ambiente restrito ação, está circunscrito a nós mesmos, embora ainda tenhamos dificuldades de concebê-lo desta forma.

A misericórdia divina atua incessantemente sobre todos nós oferecendo exemplos simples de resiliência, de persistência e de esforço contínuo. A natureza talvez seja o melhor exemplo deste fato. Mesmo agredida das mais variadas formas, Perdoa sempre. Ou seja, dá amplamente a todos e continua florescendo, buscando novos caminhos e apresentando beleza até mesmo nos recantos mais devastados. É a misericórdia divina se manifestando para nos convidar à abertura de novos tempos de esperança.

Vivenciamos no início de nossas jornadas como princípios inteligentes a todas estas lições e, através delas construímos os instintos que nos guiaram de forma segura até a tomada de consciência a cerca de nós mesmos. Temos inscritos em nós estes conceitos apreendidos e cabe-nos agora colocá-los em prática de forma consciente. Perdão, solidariedade, afeto e apoio são algumas das ações que residem em germe nestes conceitos adormecidos pela busca das sensações.

Deus é infinitamente bom e justo tendo nos destinado à perfeição, ou seja, dá a todos as oportunidades de crescimento de que necessitam. Se nos fixarmos nesta perspectiva da vida seremos capazes de olhar para nossas situações de dor e compreender que juntamente com elas há os lenitivos necessários para seguirmos em frente investindo na vida como seres imortais apesar da dor que experimentamos.

Seremos ainda capazes de compreender que nenhum desafio é maior que nossas forças e que, se por hora nos sentimos amedrontados diante dos desafios de crescimento, é porque ainda não aprendemos a fazer de maneira diferente e próspera espiritualmente falando.

Os espíritos nos ensinam que a dor é o bem mais precioso que temos. É através dela que crescemos, desenvolvemos competências e descortinamos a dimensão espiritual a que pertencemos. Possamos enfrentar nossos medos e dores com toda a força que conseguirmos mobilizar para supervalorizar nosso propósito espiritual, o caminho de crescimento e o dom da vida.

Somente por este caminho conseguiremos eliminar de nosso rol de possibilidades as mortes prematuras como solução para problemas. Somente pela abertura de nossa visão de mundo seremos capazes de significar tais desafios.

Inspiremo-nos no sol que diariamente desperta no horizonte informando-nos que temos um novo dia para seguir em frente e tentarmos fazer um pouco melhor do que no dia anterior.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Anjos da Guarda - Uma visão espírita

Realizei esta palestra no Grupo de Estudos Espíritas Rita de Cássia no Leblon.

Tomando por base o livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec, realizamos um mergulho reflexivo sobre o amor ao próximo e a prática da caridade,


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A palavra AMOR e seus significados

Recebi esta mensagem através da newsletter diária do CE Caminhos da Luz e achei que valia a pena transcrever para cá com as devidas referências. Uma bela reflexão sobre as origens da palavra amor.
 
ÁGAPE
 

Os gregos antigos eram muito sofisticados ao falar sobre o amor.

Segundo eles, era impossível utilizar uma única palavra para definir tudo aquilo que a nossa cultura chama, unicamente, amor.

Para eles, havia seis formas de amor, cada qual com suas características.

O primeiro tipo, o amor Eros, era nomeado assim por conta do deus grego da fertilidade, representando a ideia de paixão.

Eros era o amor capaz de dominar e eximir o ser de sua racionalidade. Envolvia uma falta de controle, que assustava os gregos.

A segunda variedade, o Philia, era relativo à amizade, à fidelidade entre companheiros unidos por laços fraternos.

Essa forma de amor era muito mais valorizada do que a primeira.

O Ludus, terceira forma, guardava relação com a diversão, com a afeição, com as boas companhias e com o prazer de se estar ao lado de quem se quer bem.

O amor Àgape, quarto tipo, era a mais radical das formas. Foi traduzido mais tarde para o latim como Caritas, do qual se originou o termo caridade.

Ágape representava o amor abnegado, desinteressado. Aquele que se estende ao próximo, a fim de transformá-lo em um irmão.

Essa é a forma de amor ensinada na maioria das tradições religiosas.

No cristianismo, representa o amor divino que deve ser cultivado e estendido aos nossos semelhantes, seguindo o ensinamento de Jesus: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.

Ainda, o amor Pragma, o amor maduro, resultado de profundo entendimento, consideração, respeito e admiração, que se desenvolve entre casais de longo matrimônio e entre pessoas que convivem muitos anos.

Passadas as ilusões, deixam se levar pela alegria da convivência.  É o júbilo de saber que o outro ali está, em todos os momentos e circunstâncias, por mais difíceis e dolorosas que elas sejam.

Finalmente, a última forma, o amor Philautia ou autoamor. Não se trata de narcisismo, mas sim de uma maneira muito mais elevada de amor.

Os gregos entendiam que, quanto mais a criatura se ama, mais amor tem a oferecer.

De que forma entendemos o amor? O que ele representa para nós? Como damos, recebemos e vivenciamos o amor?

Entregamo-nos aos preceitos de Jesus, buscando o autoamor, o amor ao próximo, o amor familiar e fraternal, o amor abnegado?

Ou ainda nos perdemos nas teias de Eros, das ilusões e paixões, dos interesses?

Qual a nossa verdadeira compreensão do que é o amor?

Importante se faz a reflexão a respeito. Importante que analisemos nossas ações, nossos sentimentos, a fim de bem avaliarmos de que espécie é o amor que nos move.

O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, dizia o Apóstolo Paulo.

Pensemos nisso! Pensemos sobre o amor. Busquemos o amor que se oferece, que é fiel, que vive a alegria de ver o outro feliz.

Vivenciemos o amor, em suas nuances mais sublimes, sempre, diária e constantemente.
 
 

por Redação do Momento Espírita, com base na obra  How should we live, de Roman Krznaric, ed. BlueBridge.
Do site: http://momento.com.br/pt/ler_ texto.php?id=4906&stat=0.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Crises e nós

foto "Love can actually grow on tree" de sundeip arora 



Sabe aquele momento em que parece que tudo está muito difícil e nos sentimos meio sem rumo, atados a uma realidade dura e asfixiante?

Pois é, achei este texto muito interessante do Momento Espírita sobre o assunto e compartilho com vocês.



As crises e nós


Na grande maioria das ocasiões, justificamos nossas aflições, relacionando-as com as crises que enxameiam no mundo.

Acreditamos que aí se encontram as raízes de todas as angústias e problemas da Humanidade.

Dizemos que ninguém pode se sentir realizado em um mundo como este onde vemos nações em lutas encarniçadas; crise nas finanças em nível internacional; os negócios padecendo ágios absurdos.

Onde há crise no atendimento à saúde; agressões em tudo e por quase nada; falta de trabalho para muitos, ora pela tecnologia que substitui o ser humano, ora pela própria ausência do trabalho.

Crise na compreensão dos direitos e deveres humanos; diminuição da fertilidade do solo, vida ambiental empobrecendo, poluição e ameaças de vida; crises de opiniões dividindo e disputando predominâncias; crises de ética, de amor, de confiança, de fraternidade.

Há muita crise pela frente e isso, dizemos, desanima.

Fixando esse pensamento, deixamos de tentar fazer algo diferente.

Entretanto, podemos modificar a paisagem que nos parece anárquica, em marcha para a desagregação.

Uma receita ao alcance de todos nós, pode ajudar nesse impasse cruel que vivemos: levantando o caído, em vez de acusá-lo;

cumprindo nossos deveres, não exorbitando dos nossos direitos;

procurando vencer o erro, em vez de censuraro errado;

não mensurando valores por meio de medidas exteriores, mas concedendo a todos a oportunidade de crescer;

não espalhando o pessimismo, promovendo claridade onde estejamos;

não desperdiçando o tempo na inutilidade, mas produzindo alguma coisa de positivo;

cultivando a compaixão pelos irmãos combalidos e oferecendo um pouco de nós mesmos.

Terapêutica eficiente para a crise moral que verificamos na Terra é o exercício do amor, em que o Cristo viveu.

Quanto às demais crises - as generalizadas - não nos preocupemos com elas demasiadamente.

Realizemos nossa parte.

Saiamos da crise interior em que nos debatemos sem rumo, iniciando um programa dignificante em favor de nós mesmos.

Dessa forma, perceberemos que o mundo está miniaturizado em nós.

Somos, portanto, uma célula importante do organismo universal que deverá permanecer sadia a benefício geral.

E, conforme asseverou Paulo, apeguemo-nos ao bem, sempre e invariavelmente.

Quando aprendermos a agir ao invés de reagir, veremos que tudo aquilo que nos parecia levar ao caminho de uma crise, nos conduz para uma solução agradável da situação.

Cada momento ou situação difícil é oportunidade de mostrarmos a outra face.

Isso quer dizer: mostrar outra forma de enfrentar situações, nos conduzindo para melhores soluções.

De fato, não podemos resolver todas as crises da vida, mas as que conseguirmos bem direcionar ajudarão a diminuir o montante de desespero que grassa.

Não importa que o próximo não faça a parte dele.

Façamos a nossa parte, mostrando essa nova forma de ver e de realizar o melhor.


por Redação do Momento Espírita, com base no cap. Crises e você, do livro Sementes de Vida Eterna, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. O Clarim. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4886&stat=0.

domingo, 17 de abril de 2016

Haroldo Dutra Dias - Caridade, Perdão e Cura

Haroldo Dutra Dias - Caridade, Perdão e Cura

A Federação Espírita da Florida promoveu o 5th Spiritist Conference of Florida: The Art of True Healing: A Spiritist View. Nesta palestra de Haroldo Dutra Dias, aprendemos sobre a "Caridade, Perdão e Cura". Confiram.


domingo, 10 de abril de 2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pensando na Lei de trabalho

Pensando na lei do trabalho conforme apresentada por Allan Kardec na parte III de O livro dos espíritos.

Este é o comentário postado no Facebook e que acompanha o vídeo

Enquanto houver um cadeirante trabalhando em seu caminhão, ninguém no mundo vai me convencer de que uma pessoa entra para o crime por falta de oportunidade.

https://www.facebook.com/SgtoStive/videos/621198908035676/

Medidas de mim mesmo

Medidas de mim mesmo

Sonhei que estava me sentindo sufocado, sem voz em um pequeno sobrado onde morava. Não havia espaço para viver com tantas pessoas e opiniões diferentes.

Daí uma pessoa que eu não conhecia me convida para os fundos do sobrado. Era uma parte que eu não conhecia da minha própria casa, uma segunda casa, ampla, bela e bem conservada. Estava desabitada, totalmente em silêncio. Era solitária e acho que por isso a havia abandonado.

Naquele momento senti a vontade de abandonar a casa da frente e passar a viver ali, mas a pessoa que me conduzia levou-me para os fundos e tive uma nova surpresa.

Um belo jardim existia ali e eu nem o conhecia. Ao fundo dele existia uma escadaria que me levava a uma trilha por uma floresta escura e tenebrosa. No inicio da escadaria um guarda costas enorme vestido de terno guardava o lugar.

Senti que era impedido de acessar aquela área, como se aquele fosse o limite de minha residência. Meu guia seguiu pela escada. Hesitei mas o segui. A floresta era uma fachada para um lindo bosque e logo após havia uma vila pitoresca cheia de comércios, como se fosse um pequeno shopping destes de interior, um lugar aconchegante! Tive vontade de me mudar para aquela vila.

Havia muita paz e harmonia, as pessoas eram sorridentes e tolerantes e não havia fila para nada. Parece que aquela vila funcionava em um estágio mais civilizado do que o local onde eu morava, completamente diferente da loucura da minha casa principal.

Andamos pelas ruas. Não havia carros e todos andavam sorridentes e despreocupados. Muitas flores, árvores frutíferas e animais brincavam. Até mesmo os animais selvagens eram mansos como cordeiros.

Cheguei à casa de minha anfitriã. Era uma moça baixa, magra, delicada e gentil, embora apresentasse alguma deficiência física que a tornava frágil. Senti que éramos amigos de longa data. Ela me conduziu para um escritório decorado de forma singela e aconchegante que era ao mesmo tempo seu quarto.

Lá havia uma mesa, um computador e duas cadeiras onde sentamos. Ela iniciou uma aula de geometria que me encantou. A simulação no computador apresentava um ponto e voltei ao ensino médio....

- Para definir um ponto usamos eixos para significá-lo, tantos quantas sejam as dimensões consideradas. – Disse-me ela com cordial afeto.

A simulação começou em uma única dimensão e, para cada dimensão, mostrava a definição de um eixo de referência a partir dos quais a distância do ponto era medida. Centenas de medidas nas dezenas de dimensões apresentadas pela simulação compunham uma matriz infinita de coordenadas!

- É tudo uma questão de referência - dizia ela com um sorriso acolhedor.

- Identificamos as dimensões que nos significam e a partir delas definimos eixos de referência para que possamos nos posicionar.

- As dimensões serão tantas quantas tenhamos condições de perceber e os eixos de referência seguem à medida de nossas escolhas, de nossas conveniências e competências.

- As medições possuem incertezas e a cada vez que as realizamos questionamos se a incerteza é suficiente para nos significar de forma satisfatória.

- À medida que nosso discernimento cresce, alguns fenômenos acontecem. – Disse-me ela abrindo uma apresentação no computador onde slides ilustrados pontuavam cada um deles.

- Questionamos a incerteza da medida e buscamos formas de medir melhor. Isto causa um mergulho profundo naquela dimensão e mantemos o nosso eixo de referência como único foco. Isto causa enorme desconforto pois não nos sentimos satisfeitos. Estamos deixando de lado outras dimensões, mas sentimos a necessidade resolvermos aquela para sermos capazes de replicar a forma aprimorada de medição de nossa posição em relação aos eixos. Isto nos dará medidas mais aprimoradas nas outras dimensões que conhecemos.

- À medida que mergulhamos naquela dimensão através da medição de nós mesmos em relação aos eixos de referência escolhidos (significação em relação à dimensão), percebemos que há outras posições mais convenientes para posicionarmos nosso eixo de referência e o reposicionamos. Isto causa enorme desconforto pois temos novas medidas, totalmente diferentes das anteriores e perdemos o nosso significado até nos acostumarmos com a nova medida (é semelhante a viajar para um outro pais. A economia é totalmente diferente da nossa e temos dificuldade de saber se estamos pagando caro ou barato pelos produtos e serviços que consumimos).

- Conforme nos resolvemos (nos acomodamos com a posição do novo eixo de referência e com a medida de distância que conseguimos realizar), sentimo-nos seguros para usar a mesma metodologia de medida de distância nas outras dimensões. Mas aí já sabemos que também podemos reposicionar o nosso referencial na outra dimensão e questionamos a escolha anteriormente feita usando as competências adquiridas na última  dimensão estudada.

- Este estudo aprofundado das dimensões onde estamos trabalhando para posicionarmos bem os nossos eixos de referência e o esforço para reduzir as incertezas da medida nos levam à descoberta de outras dimensões e nos sentimos reticentes, como se guardas impedissem o nosso acesso, como se não tivéssemos direito àquela dimensão.

- O medo surge pois a nova dimensão pode ser tão grandiosa e maravilhosa que pode significar abandonarmos as dimensões anteriores e todas as medidas que nos significaram. Mas o desejo de ter mais precisão na definição de nós mesmos faz com que mergulhemos na nova dimensão enfrentando o guarda da fronteira que, na realidade, estava ali para impedir que influências muito fortes da dimensão nova nos atingissem com enorme vigor enquanto não éramos capazes de compreendê-la. O guarda nos guarda ao invés de nos impedir o acesso!

- A descoberta de uma nova dimensão provoca a necessidade de traçarmos novo eixo de referência e de medirmos nossa distância em relação a ele, embora saibamos que aquele eixo de referência é temporário e que em breve nós o mudaremos de lugar pois conseguimos compreender melhor a nova dimensão.

- Com o passar do tempo são tantas as dimensões relativas que nos significam que começamos a questionar. Se eu escolho o lugar dos eixos de referência que uso para medir meu posicionamento naquela dimensão (a definição de quem eu sou), posso existir enquanto ponto de forma independente ao lugar que ocupo nas dimensões conhecidas.

- Voltamos ao ponto de partida com maior aceitação de tudo o que somos e nos harmonizamos. Entramos em equilíbrio em relação à única medida possível, que é absoluta e inquestionável, através da qual nos é possível realmente atingir a um significado essencial, nós mesmos! Voltamos ao ponto e nos contentamos com ele.

- Mas nossa capacidade continua a se desenvolver e em algum momento perdemos o nosso próprio prumo. Sentimos que nosso equilíbrio está em jogo pois a incerteza de nossa medida a cerca de nós mesmos torna-se insuficiente para nos definir. Começamos a revisitar as dimensões que conhecemos para melhorar a incerteza da medida e o exercício começa novamente com a redução das incertezas da medida, com o reposicionamento dos eixos de referência e com a descoberta de novas dimensões até que cheguemos à nova redução na direção de nós mesmos. Percebemos que o equilíbrio não é estático, mas dinâmico e que é mantido na medida em que nos movimentamos em direção a nós mesmos.

Transferi para meu diretório na nuvem a simulação e a apresentação, o computador foi desligado e conversamos mais um pouco sobre a vila e amigos em comum. Recordava-me agora claramente de tantos companheiros que me sentia verdadeiramente em casa.

Despedi-me da querida amiga agradecendo a possibilidade de compreender o momento de angústia por que estava passando e fiz o caminho de volta despedindo-me alegremente dos moradores da vila.

Havia revisitado a ideia a cerca da lei divina que rege nossas vidas em infinitas dimensões, percebi a necessidade constante do trabalho que nos desloca de nós mesmos para aprimorar a nossa percepção a cerca de nós mesmos e ainda tinha revisto amigos de longa data de cuja separação causa enorme e intraduzível saudade a ponto de sentir-me órfão em minha própria casa.

Estava grato ao Universo, à criação e a mim mesmo, reconhecendo que sou parte de tudo o que está à minha volta.

Atravessei a floresta sem ser tocado pelo deslumbramento inicial, como se não houvesse nada de fantástico naquele local. Desci a escada e o guarda costas já não estava lá a guardar o acesso da escada.

Passei pelo jardim, colhi algumas flores e adentrei a casa bela e vazia. Contemplei tudo aquilo e senti saudades das pessoas que estavam na casa da frente. Lembrei-me que eram minhas convidadas e que deveriam estar à minha espera. Segui para frente, mas agora com novo ânimo.

Ao chegar na agitação da festa em curso a disposição era outra! Senti que aquelas pessoas que ali estavam atenderam ao meu convite e que, portanto, tinham profunda relação comigo. Comecei a distribuir as flores e a conversar alegremente com todos.

Acordei feliz por ter reencontrado amigos, colhido flores e compreendido o significado do aparente tumulto em que vivo. Um sentimento enorme de gratidão invadia o meu ser e fiquei pensando em quantas dimensões mais existirão na vastidão da criação de Deus para serem descobertas.

Talvez ainda estejam sendo criadas novas dimensões através das quais toda a criação é levada a se ressignificar em constante e infinito movimento de pesquisa a cerca de si mesma. Mas aí já são conjecturas do homem imperfeito e imaturo consciente a cerca de pequena parte de si mesmo que contempla as estrelas do céu.





Referências bibliográficas

  • O livro dos espíritos, Allan Kardec, 3ª. Parte, capítulo 1 – A lei de divina ou natural
  • O livro dos espíritos, Allan Kardec, 3ª. Parte, capítulo 2 – A lei de Adoração
  • O livro dos espíritos, Allan Kardec, introdução, item 6
  • O Evanglho segundo o espiritismo, Allan Kardec, capítulo 1 – Não vim destruir a lei
  • O Evanglho segundo o espiritismo, Allan Kardec, capítulo 2 – Meu reino não é deste mundo
  • O Evanglho segundo o espiritismo, Allan Kardec, capítulo 3 – Há muitas moradas na casa de meu pai

domingo, 3 de abril de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

O primeiro passo



O primeiro passo - André Pirola
cifra


O primeiro passo
Pode se dar hoje
E tudo será Luz
Que vai te acompanhar

O primeiro passo
Mesmo pequenino
É sempre um gigantesco
Poder de transformar

O primeiro passo
É um marco de passagem
Um ato de coragem
De quem quer acertar

O primeiro passo
Deve vir de dentro
Então o sofrimento
Começa a aliviar

(Refrão) 2x
Perdoar alguém
Amar alguém
Se amar também
É o passo!

terça-feira, 29 de março de 2016

Deus te guarde (Maria dolores)





Deus te guarde, alma querida e boa,
Pela dor que não dizes,
Quando a injúria te induz a suportar
Os problemas e os atos infelizes.

Deus te compense a tolerância
Quando olvidas o mal,
Interpretando aquele que te agride
Por doente mental.

Deus te ilumine a frase de humildade
Ante o verbo agressor,
Quando te apagas para garantir
A presença do amor.

Deus te engrandeça o gesto de renúncia,
Onde a ambição, às tontas, se compraz,
Quando saber perder conforto e benefício
Em proveito da paz.

Deus proteja o silêncio em que te esforças
Na compreensão que te sustém,
Quando toleras golpe ou desafio
Sem ferir a ninguém.

Por tudo o que há de bom que nos ofertas
Na jornada de luz que te bendiz,
Pelo perdão constante em que te nutres,
Deus te guarde, alma irmã, Deus te faça feliz.


fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
foto: Proteção de Irum Shahid em freeimages

segunda-feira, 28 de março de 2016

Com quem convives?


É melhor, às vezes, lidar com quem diz não ter religião e ama o próximo, servindo-o, do que com aqueles que se dizem religiosos, não amando o próximo e explorando-o. - Bezerra de Menezes


domingo, 27 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Posicionamento no Mundo

Posicionamento no Mundo

Adorar. Qual o significado desta palavra em nossas vidas? O que estaremos elegendo como dimensões de grande importância na vida, sem as quais não nos é possível viver, na direção das quais realizamos grandes esforços para nos mantermos ligados?

Meu primeiro impulso é pensar na adoração às coisas materiais, algumas delas bastante especiais, como a minha família, alguns alimentos e objetos que me remetem a momentos especiais vividos ou a expectativas de um vir a ser que muito almejo; como algo a ser evitado, até mesmo repudiado em favor de uma adoração pura, voltada à dimensão espiritual do ser. Mas como ligar estes entendimentos e caminhar na direção da proposição de Allan Kardec a partir dos ensinamentos dos espíritos sobre a Lei de Adoração?

Durante a leitura do capítulo senti que o que adoro é essencialmente o que me significa, o que é determinado pela minha natureza, por minhas origens e que caracteriza meus objetivos. E, desta forma, à medida que transformo o que adoro, sou capaz de alinhar minha caminhada, meus objetivos a um destino que continua a ser descoberto a cada encarnação e que, em algum momento me legará a felicidade como consequência natural.

Adorar, na minha percepção, é reconhecer o que me é importante, sem o que não é possível existir. É reconhecer algo e direcionar pensamentos, sentimentos e ações nesta direção.

Quando os espíritos falam em adoração como o reconhecimento de nossa pequenez diante do criador, ao qual acabamos por nos submeter, que nos situam como criaturas espirituais imortais e sugerem o amor como direção para nossas posturas; sinto que, de certa forma, a lei de adoração é o caminho da construção da humildade em sua acepção mais profunda, o sentimento que promove o sujeito ao reconhecimento do seu lugar no mundo e que ajuda a definir posturas a partir deste lugar, levando o sujeito a cumprir seu papel com sentimento de alegria.

Quando digo que adoro chocolate, por exemplo, reconheço a importância do chocolate em minha vida. Estou declarando minha intenção de direcionar esforços no sentido de estar próximo ao chocolate, de viabilizar possibilidades de consumo a fim de estabelecer momentos de bem estar e felicidade que me completem. À medida que percebo que o consumo de chocolate gera danos colaterais como vício, diabetes e obesidade; vejo-me obrigado a moderar minha prática de consumo a fim de, efetivamente, garantir o bem estar que tanto procuro e que descubro não residir unicamente no consumo do chocolate propriamente dito.

Ao longo de nossa história como Espíritos temos experimentado através dos mergulhos na matéria a possibilidade de descobrirmos nossa identidade e, a partir dela, o nosso papel no mundo. É uma longa jornada e acontece à medida do que conseguimos perceber efetivamente o que somos.

Inicialmente nos distinguimos da matéria inanimada como seres inteligentes capazes de interagir no mundo de forma diferenciada, inteligente. Manipulamos o mundo para atender às nossas necessidades e adoramos a tudo que nos dê prazer ou que possa atender às nossas expectativas suprindo as lacunas de nosso desconhecimento. Reconhecemos inteligências superiores que se manifestam em campos desconhecidos e as adoramos com o objetivo de estabelecer relações proveitosas, através das quais nos seja possível viver em paz.

No passado as relações de troca com as inteligências invisíveis, os deuses, eram comuns e ofertávamos presentes de valor com o objetivo de recebermos em troca as vantagens materiais que pudessem nos deixar confortáveis e felizes, mesmo que isso significasse o sofrimento de outras pessoas. Percebíamos a necessidade de adoração, mas não a compreendíamos em essência.

Neste contexto acabamos por realizar sacrifícios humanos com a intenção de reconhecer o que nos é importante e de nos aproximarmos cada vez mais deste algo. Mas, à medida que nosso conhecimento intelectual se desenvolve, que o entendimento sobre as coisas se amplia, nossa capacidade de discernimento fica maior e passamos a questionar os hábitos tradicionalmente estabelecidos na sociedade, mesmo os de adoração. É o progresso do espírito imortal que começa a descobrir novas dimensões e que precisa aprimorar sua forma de se manifestar no universo, precisa caminhar na direção do progresso moral.

As práticas materiais e infantis de adoração, movidas pela sinceridade daquele que busca o divino e que ainda não percebe com clareza a sua dimensão espiritual e sua destinação, passam a ser menos toleradas pela própria consciência, que cobra do indivíduo posturas mais amadurecidas, menos materializadas e mais alinhadas com a dimensão da lei maior, a de amor, conforme enunciada por Jesus; “Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Aos poucos percebemos os valores que realmente importam e compreendemos que nossa postura não se relaciona com a troca com o invisível em favor da vida material plena, mas com a ampliação de nossas consciências, que nos leva a assumir um papel no universo, determinado desde nossa criação, o de cocriadores obedientes à lei divina.

O aprofundamento da compreensão da lei de adoração nos leva a perceber que precisamos nos alinhar com o divino e que, sempre que assim fazemos, recolhemos do universo os recursos que facilitam a caminhada. Sintonizamos com as forças amorosas de progresso e plenitude que atendem às nossas rogativas.

Já somos capazes de entender que as posturas mentais e a construção de sentimentos elevados, que nos levam a ações de caridade e que caracterizam o ato de adoração mais condizente com nossas consciências, são exatamente a proposta de que Kardec nos fala no capítulo em estudo.

Já temos condições de deixar para trás os sacrifícios, os objetos de adoração e os rituais em favor de nosso posicionamento mental que busca a dimensão espiritual, independente das relações com a matéria, mas que nela se manifesta através de nossa atuação consciente.

É claro que ainda precisaremos por algum tempo de nossos signos.  Ícones ou lembretes das experiências de elevação por nós vivenciadas e que nos remetem aos objetivos por nós traçados para o futuro espiritual, direcionando nossos corações para o cumprimento do dever moral. Mas é importante mantermos em mente que o movimento é de percepção da dimensão espiritual de nossas existências, de desprendimento da dimensão material, que passa a ser vista como ferramenta de trabalho para a construção da consciência de nós mesmos enquanto espíritos imortais hora encarnados.

Diante deste quadro, que se nos abre pelo estudo da lei de adoração conforme proposta por Allan Kardec em o Livro dos espíritos, entendemos a palavra de Paulo de tarso que nos fala “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

Temos a liberdade de agir de acordo com a nossa vontade. Temos o livre arbítrio para agir. Mas é importante percebermos que algumas destas ações tratam de tradições construídas, automatizadas, ao longo da história e que já não são mais condizentes com o grau de consciência moral que conseguimos desenvolver. Foram práticas importantes e aceitas no passado, mas hoje nos causarão dor em algum momento.

O espiritismo nos abre um novo tempo. O tempo da vida de contemplação do divino que nos coloca em constante movimento na direção da espiritualização, da desmaterialização de nossas manifestações espirituais, da desconstrução do orgulho e do egoísmo, da mobilização de nossas potencialidades para a prática da caridade em seu sentido amplo, a benevolência para com todos, a indulgência para com as imperfeições alheias e o perdão das ofensas por nós percebidas.

Começamos a sair da vida contemplativa em que vivíamos congelados no tempo evitando as tentações e fugindo de nós mesmos sob a alegação de que nos dedicávamos à iluminação espiritual para adentrarmos a um tempo de ativismo consciente no universo. O pai não descansa! Trabalha sempre e assim posiciona nossa destinação.

Que possamos integrar cada vez mais nossos potenciais energéticos nas correntes de amor e plenitude que regem o universo. Que estejamos cada vez mais submissos à vontade do pai e assim cada vez mais felizes. Que possamos trabalhar intensamente por nós, pelo próximo que se apresenta em nossas vidas, pela sociedade que nos acolhe, pelo universo que nos significa.

Integremo-nos à lei de adoração.




Referências bibliográficas

  • O livro dos espíritos, Allan Kardec, 3ª. Parte, capítulo II – A lei de Adoração
  • O Grande enigma, Leon Dénis

Passatempo


Passatempo - Rafael Mesquita


quarta-feira, 23 de março de 2016

Conversas com Jesus (Maria dolores)





Conversa com Jesus

Senhor! Não lastimamos tanto
Contemplar no caminho a penúria sem nome,
Porque sabemos que socorrerás
Os famintos de pão e os sedentos de paz;
Dói encontrar na vida
Os que fazem a fome.

Ante aqueles que choram
Não lamentamos tanto,
Já que estendes o braço
Aos que gemem de angústia e cansaço;
Deploramos achar nas multidões do mundo
Os que abrem na Terra as comportas do pranto.

Não lastimamos tanto os que se esfalfam
Carregando a aflição de férrea cruz,
De vez que nós sabemos quanto assistes
Os humildes e os tristes;
Lastimamos os cérebros que brilham
E sonegam a luz.

Não deploramos tanto os que suportam
Sarcasmo e solidão na carência de amor,
Porquanto tens as mãos, hora por hora,
No consolo e no apoio a todo ser que chora;
Lamentamos fitar os amigos felizes
Que alimentam a dor.

É por isso, Jesus, que nós te suplicamos:
Não nos deixes seguir-te o passo em vão,
Que o prazer do conforto não nos vença,
Livra-nos de tombar no pó da indiferença...
Inda que a provação nos seja amparo e guia,
Toma e guarda em serviço o nosso coração.


fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
foto: Concha 3 de ramasamy chidambaram em freeimages

segunda-feira, 21 de março de 2016

Extinção do mal


Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe. Simples ilusão. O mal não suprime o mal. Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem. - Bezerra de Menezes

domingo, 20 de março de 2016

Sofrimento psicoespiritual: um chamado da voz interior

Andrei Moreira fala sobre "Sofrimento psicoespiritual: um chamado da voz interio" 


quinta-feira, 17 de março de 2016

Realmente Jesus



Realmente Jesus - Grupo Q Atua 
Cifra


No teu olhar eu pude ver um mar azul.
No respirar, na imensidão, eu pude ver Teu coração.
Sentimento, um exemplo a seguir, esperança te reencontrar aqui.
Tua verdade eu preciso ser feliz, basta querer encontrar você.

E ver em mim as tuas mãos e alimentar o meu irmão.
Com Tua fé, com Tua Luz, quero viver realmente (Jesus)
Sentimento, um exemplo a seguir, esperança te reencontrar aqui.
Tua verdade eu preciso ser feliz, basta querer encontrar você.

terça-feira, 15 de março de 2016

Seres Humanos

Estudar a Lei Divina ou Natural conforme ensinamentos dos espíritos contidos na terceira parte de O Livro dos Espíritos escrito por Allan Kardec é mergulharmos no universo de relações. Relações que englobam aquelas conosco mesmos, com a sociedade e com Deus.

Á medida que aprofundamos o entendimento das leis Divinas nos tornamos mais capazes de construirmos um estado de plenitude espiritual em que podemos ser muito felizes. Quando realizo estudos sobre este tema sinto a necessidade de mergulhar nas ações e sentimentos da humanidade para ver se já sou capaz de pensar de forma mais cristã sobre as grandes questões da humanidade.

A obra Human de Yann Arthus-Bertrand é um convite excepcional a este mergulho